Preconceito
Pela definição do Aurélio temos o que segue:
Preconceito: 1. Conceito ou opinião formados antecipadamente, sem maior ponderação ou conhecimento dos fatos; idéia preconcebida. 2. Julgamento ou opinião formada sem se levar em conta o fato que os conteste; prejuízo.
É simplesmente inexplicável tratar pessoas de forma diferenciada. E não importa qual aspecto está sendo julgado aqui.
Mas todos sem exceção - inclusive este que vos escreve - já praticaram o ato de preconceito. Isso parece até ser parte integrante da tal “natureza humana”.
Mas talvez o pior deles seja aquele em que você soma a cor da pele, a condição social e o país de origem. Esse talvez o mais odioso de todos.
São justamente essas pessoas que precisam de maior atenção. Tenho certeza que se ao menos uma gentileza fosse prestada, muitas coisas boas seriam relatadas sobre nosso país e sobre nosso povo.
Você pode não acreditar ou concordar, mas o Brasil é modelo para muitos países pobres, e deveríamos, sempre que possível, confirmar essa “fama”.
Esse recado aqui é bem direcionado e as pessoas que deveriam recebê-lo não receberão. Mas você, caro leitor, não cometa este mesmo engano quando tiver uma oportunidade parecida.
Abril 28, 2008 em 3:57 pm
As pessoas têm “mania” de dizer que o Brasil é muito precocituoso, talvez o mais preconceituoso…
Talvez ñ tenham ido à Alemanha , ou à França. Ou até mesmo aos Estados Unidos.
O engraçado é que o Brasil, mesmo sendo tão preconceituoso, ainda assim, mistura as “raças”, quanto que em países como o último alí em cima citado, isso nem ocorra, não só em termos conjugais,mas também sociais, como exemplo, vemos( ou nem todos veêm) bairros só para brancos e bairros só para negros, em um país que se diz Desenvolvido, ou até mesmo, o mais desenvolvido do mundo.
Junho 24, 2008 em 4:22 pm
É interessante que a palavra prejuízo seja formada pelo prefixo “pré-” e pelo radical “juízo”. Ou seja, um juízo precipitado. Todos se prejudicam com o preconceito. No Brasil, o preconceito racial e social afeta muito a auto-estima de pessoas pobres e de pele escura, que pela nossa formação histórica são tratados sub-repticiamente como menos humanos do que as pessoas de classes mais privilegiadas (vide a obra do sociólogo Jessé Souza). Infelizmente, por termos essa ideologia de que cada um deve ocupar “seu lugar”, temos a impressão de que não há racismo ou preconceito de classe no Brasil. Mas a harmonia só existe porque são poucos os movimentos de mudança que propiciem chances para que qualquer pessoa tenha acesso a uma vida decente, para que todos sejam tratados como cidadãos com os mesmos direitos.