Foi em uma manhã provavelmente gelada, do dia 30 de junho de 1908, que algo explodiu no céu ou caiu na Sibéria Central devastando uma área de 2.100 Km2 de floresta. Se foi um asteróide, um cometa ou uma nave alienígena, ninguém sabe, pois nenhum destroço ou fragmento fora encontrado, mesmo depois de 100 anos.
São muitas as curiosidades que envolvem este episódio que ficou conhecido com o “Evento Tunguska”. Uma delas é que só em 1927 uma expedição chegou ao local. Ou seja, 19 anos depois do acontecido. Essa foi a visão dos expedicionários:
Essa foto é creditada aos integrantes da Expedição do russo Leonid Kulik.
Impressionante ver que mesmo depois de tanto tempo o local parecia (e estava) intocado.
A região é de difícil acesso, passa de 8 a 9 meses sob frio intenso (lagos e florestas congelados) e certamente não havia Google Earth naquela época.
Agora, parece que o mistério poderá ter um fim. Cientistas italianos descobriram que no fundo do lago Cheko, que fica a 8 km do provável epicentro da explosão/queda e que teria sido formado em 1908, existe um possível fragmento do responsável pela destruição.
Para maiores informações, o artigo sobre o Evento foi publicada na Scientif American Brasil de Julho e o Google Earth possui mapeada a localização do evento bem como do lago Cheko (foto abaixo).
P.s.: O Evento Tunguska já foi objeto de menção do Cotidiano Nacional, no artigo que fala sobre o asteróide Apofis, que poderá colidir com a Terra em 2036. Confira!
Leia também: Natureza do objeto extraterrestre que colidiu em 1908 ainda é misteriosa


3 Comentários
Junho 18, 2009 às 10:35 am
aparentemente este meteorito,penetrou no solo, fazendo explodir de dentro para fora do solo, assim criando um efeito menos devastador e devastando esta area ;poderia ser pior que este impacto fosse sobre o solo ,esta é minha opinião !
Que eu não conheço muito bem a area geológica,mas acredito que ali era uma rede de montanhas devido ao impacto e a penetração do meteorito no solo mudou o relevo geologico da area e criou um lago,a melhor maneira que pudesse alguns mergulhadores ou um sub-marino podesse recolher mais matéria geologicas no lago para obterem melhores informaçoes .
Junho 28, 2009 às 12:40 am
Cometa explodiu sobre a Sibéria em 1908, indica estudo
RAFAEL GARCIA
da Folha de S.Paulo
Um século atrás, um cometa se chocou com a Terra, afirma um novo estudo sobre o evento de Tunguska, a explosão que destruiu mais de 2.000 km2 de floresta na Sibéria em 1908. A conclusão, defendida agora por geocientistas dos EUA, saiu de uma comparação entre os recentes lançamentos de ônibus espaciais e a explosão do cometa há 101 anos –o bólido se desintegrou no ar vários quilômetros antes de chegar ao solo, devido ao atrito com a atmosfera.
A inusitada semelhança entre cometas e espaçonaves, dizem os cientistas, é que ambos podem desencadear a formação de um tipo especial de nuvem. São as chamadas nuvens noctilucentes –visíveis à noite por surgirem em baixas temperaturas a grandes altitudes e abrigarem partículas com cristais de gelo brilhantes.
Como cometas possuem alta proporção de gelo em sua composição, o impacto de um deles com a Terra liberaria uma enorme quantidade de vapor de água a grandes altitudes (até 85 km) devido ao superaquecimento causado pelo choque.
E ônibus espaciais fazem o mesmo: por usarem hidrogênio e oxigênio como combustível, liberam até 300 toneladas de vapor d’água cada vez que decolam para o espaço, fruto da reação química que gera energia para seus propulsores.
Como nuvens noctilucentes haviam sido vistas em 1908 um dia após o evento de Tunguska, alguns cientistas já haviam proposto a hipótese do impacto de um cometa. Uma coisa, porém, estava mal explicada: elas haviam sido observadas no Reino Unido e arredores, não na Sibéria. Nenhuma teoria explicava como nuvens poderiam viajar tão rápido a distância entre esses dois lugares.
No estudo divulgado ontem, liderado por Michael Kelley, da Universidade de Cornell (EUA), uma explicação para isso finalmente é apresentada. Ao observar a formação de nuvens desencadeadas por lançamentos de ônibus espaciais, os cientistas descobriram que as nuvens noctilucentes se espalham na superfície da atmosfera por um fenômeno chamado “turbulência bidimensional”.
Segundo Kelley, a mesma coisa é o que acontece na superfície de uma xícara cheia. “Se você joga um pouco de creme no centro do seu café, logo ele vai se espalhar por toda a superfície”, explicou o cientista à Folha em conversa por e-mail.
Segundo ele, isso acontece porque redemoinhos superficiais são mais poderosos que os profundos. “Em turbulência 2-D, redemoinhos aumentam com o tempo. Em 3-D, eles apenas se reduzem.”
Segundo o pesquisador, a ideia que deu origem para o estudo surgiu um ano e meio atrás, quando ele assistiu ao lançamento de um ônibus espacial pela primeira vez.
“Assim que o vi, eu tinha a solução”, diz. Ele reconhece, porém, que teve um pouco de sorte, já que ônibus espaciais não liberam vapor d’água durante todo o percurso de decolagem, só nos propulsores acionados mais no alto. “A mágica é que a espaçonave entra em ignição na mesma altitude em que o cometa se desintegra.”
Setembro 7, 2009 às 7:58 pm
Hoje é unamime que o mais provável que tenha acontecido, é que um cometa, com talvez cem metros de diâmetro tenha explodido na atmosfera.