Algumas tragédias podem acontecer na vida de qualquer um. A isso damos o nome de fatalidade. Porém, fatalidade acontece uma única vez na vida de uma família. Acontecer de novo é como se um raio caísse duas vezes no mesmo lugar.
Tudo isso dito acima perde parte do sentido. As famílias são diferentes. Os (ir) responsáveis são diferentes. Poderíamos considerar ambos os casos uma fatalidade. Mas não foram fatalidades.
A morte do menino João Roberto e da jovem Rafaele está longe de ser uma fatalidade. É, infelizmente, uma rotina.
Policiais despreparados, mal equipados, mal pagos e certamente corruptos, perseguindo colegas bandidos, confundem os carros e metralham sem nenhuma chance de defesa inocentes que – podemos usar aquela frase idiota, mas verdadeira para o atual cenário – estavam no local errado na hora errada.
Veja a situação: os inocentes é que são culpados porque estavam na hora errada no local errado. Absurdo completo. Na verdade são aqueles policiais que estavam na hora errada e no lugar errado. Estou sendo injusto jogando todos num mesmo saco? Provem-me o contrário!
A coisa vai de mal a pior. A frase usada no Rio de Janeiro é disseminada Brasil afora: “a ação foi desastrosa”. Isso deve servir muito para pais que enterram seus filhos, algo dolorido demais por fugir da regra natural da vida.
Não há mais o que dizer. Enterremos nossos mortos!
Para saber mais: Jovem é morta por engano no Paraná
3 Comentários
julho 15, 2008 às 12:31 pm
Não há mais o que dizer mesmo. Parece que uma “tragédia” nunca vem sozinha. Podemos fazer uma linha cronológica das besteiras causadas pela polícia, e hoje podemos adicionar mais uma: ontem, no RJ, o administrador Luiz Carlos Soares da Costa, foi morto por policiais militares logo depois de ter sido feito refém por um assaltante.
Mais uma vez a polícia fuzilou um carro. Podem até falar, “ah, mas no carro tinha um assaltante”, pode até ser, mas tinha um inocente, que foi vítima de um bandido, mas principalmente da polícia. Agora Luiz Carlos está morto e o bandido passa bem… Parece até piada, mas de muito mau gosto!
A notícia: http://www.estadao.com.br/geral/not_ger206186,0.htm
julho 15, 2008 às 12:37 pm
[...] PR: A polícia é outra; a lambança é a mesma [...]
julho 17, 2008 às 8:51 am
[...] também: PR: a polícia é outro; a lambança é a mesma & RJ: polícia mata [...]