Arquivo do mês: agosto 2007

Heroes na Record

A Rede Record começou a exibir na segunda-feira uma nova novela: Caminhos do Coração.

A novela conta a história de uma clínica médica que produz indivíduos mutantes, com poderes extraordinários. Muito curioso, se não patético a “idéia inovadora” da Record.

Para a grande maioria que não tem acesso a TV paga ou mesmo uma boa conexão de internet e uma dose de “navegador”, a novela imita descaradamente a série Heroes, que passa em um canal de TV por assinatura e que pode ser baixado facilmente (junto com inúmeras outras séries) da internet.

Eu não vou me dignar a escrever mais sobre isso, porque eu sinceramente cansei. Esse é o nível de nosso país. Assim como temos o governo que mereceremos, temos as redes de televisão que merecemos. É tanta coisa ruim, que eu prefiro mil vezes ler um livro, mesmo que seja um Paulo Coelho ou um Harry Potter, do que ficar assistindo novelas, pânicos e domingões por ai.

Mais uma vez gostaria de citar uma frase do primo do Sherlock Holmes: “É lamentável, caro Watson”.

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional

Um verbo para ser conjugado: reduzir

Semestre passado assisti uma palestra sobre biodiesel, dada por um técnico do governo, mostrando como estão os estudos e preparativos para a produção de novo combustível que acredita-se, será o sucessor do petróleo, quando este chegar ao fim.

Apesar da segurança do representante do governo em demonstrar que áreas para a produção de alimentos não seriam utilizadas para o plantio de culturas de biodiesel, ainda há muitas dúvidas sobre o que o governo fará e de que forma trabalhará com essa nova alternativa de energia.

Mas faltou um detalhe: fala-se muito em substituir o petróleo, produzir grandes quantidades de biodiesel (e de álcool também), encontrar alternativas de energia e muitas outras coisas em busca de substituir o petróleo, que teria pouco mais de 40 anos “de vida”, mas em nenhum momento falou-se de reduzir o consumo.

E se não há planos para reduzir o consumo, em todos os setores, de que forma os governos pretendem reduzir as emissões de gases, por exemplo.

Pelo “andar da carruagem”, vamos continuar “consumindo” nosso planeta até a exaustão.

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional

Goiás: Nem pouco nem muito. Equilíbrio é fundamental

Acontece neste sábado, em Goiânia, um torneio de pesca um tanto quanto diferente. O principal motivo da criação do torneio e a superpopulação de tilápias e carpas no lago do jardim botânico da cidade.

Os peixes, que tem grande poder de reprodução, acabam por aumentar a quantidade de bactérias da água que por sua vez consomem oxigênio, matando esses peixes.

Outro problema é que esses peixes são exóticos, vindo de países como China e regiões da África, trazidos para o Brasil por volta de 1940, e que acabam por “dizimar” as espécies nativas. Os lambaris, por exemplo, são presas fáceis para as tilápias.

O órgão municipal que cuida do meio ambiente na capital goiana informou que além da facilidade de reprodução dos peixes, a população lança esses peixes nos mananciais, sem autorização, contribuindo com um reforço adicional do contigente.

Curioso saber que o peixe que se reproduz com facilidade e de forma rápida vem da China. Qualquer semelhança com a espécie humana seria mera coincidência?

Cerca de 250 pessoas participarão do torneio entre adulto e crianças estudantes das escolas municipais. Os peixes pescados serão encaminhados ao Zoológico e farão parte do cardápio dos animais.

Deixe um comentário

Arquivado em Viagens pelos Estados

Não é só maluco que rasga dinheiro

Semana passada fiz uma enquete na sala de aula para saber quantos de meus colegas jogariam ou rasgariam R$ 27,00. Todos disseram de forma firme e decidida que não, pois R$ 27,00 representa muito dinheiro para os padrões dos “cofres” dos brasileiros.

 Até ai tudo bem. Quando eu comecei a revelar o que estava por trás da pesquisa, os rostos mudaram um pouco, alguns ficaram ruborizados e outros davam sorrisos amarelos.

Nessa faculdade, localizada numa cidade da Grande São Paulo, os alunos pagam R$ 614,00 pelo curso de Ciências Biológicas, durante 8 semestres. Não vou nem considerar o fato de que estudam no máximo 9 meses.

Tomando por base o mês de agosto com 23 dias letivos, cada dia de aula custa R$ 26,69. Para encurtar o assunto, muitas vezes meus colegas faltam ou eu percebo a vontade que eles têm de estar em qualquer lugar, menos ali. Portanto, quando isso acontece, acredito que eles estejam jogando ou rasgando R$ 27,00 (não pus R$ 26,69 porque seria extremamente difícil rasgar moeda).

É de parar e pensar, não? Para eles não. No dia seguinte após o intervalo, fomos informados pelo Inspetor da faculdade que o professor havia faltado e que todos estavam dispensados.

Alguns comemoraram como se fosse um gol!!! Mas, certamente, o maluco sou eu.

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional

Uma guerra declarada nos hipermercados

Se você vai a hipermercados e faz a “compra do mês” tome muito cuidado. Uma prática que parece ser comum nestes grandes centros de compras, onde você adquiri desde uma cueca, passando pelo arroz e feijão até cama, guarda-roupa e fogão, é “errar” no preço de seus produtos, anunciando um valor e mostrando outro, um pouco superior, na hora de passar no caixa.

Mas como controlar isso numa compra com vários produtos? É quase que impossível fazer isso e acreditar na honestidade da loja também não dá. Então somos reféns do principal objetivo do capitalismo: o lucro.

É necessário também mostrar que o hipermercado acumula algum prejuízo, que certamente procura cobrir com essa prática de dois preços. A quantidade de embalagens abertas ou mesmo vazias pelas gôndolas é um absurdo. A quantidade de produtos, inclusive os “de geladeira” que ficam nas cestinhas próximas ao caixa é uma grandeza.

Um absurdo! Atitudes típicas de povos subdesenvolvidos (como o nosso), de sem educação (como o nosso). Já presenciei várias vezes a pessoa no caixa desistir de um produto ou porque é caro (não viu na gôndola o preço?) ou porque a compra já está alta e não vai ter dinheiro para pagar. Atitude típica de pessoas que não tem controle de nada e pegam tudo que vem pela frente, não sabem calcular o valor do dinheiro.

Eu sei que existem pessoas que sabem exatamente o que querem quando vão ao supermercado, compram o necessário e apenas aquilo que podem pagar. Mas é uma privilegiada minoria. E a maioria vence, lembra? Então temos que pagar o preço pela mediocridade da grande maioria do nosso povo.

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional

PAC da segurança: o erro continua

O ministro da justiça, Tarso Genro, anunciou ontem algumas das medidas do Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), dentre elas, a construção de 160 presídios. A reportagem fala outras coisas, algumas bobagens ditas pelo ministro, valores gastos com a obra e a medíocre expectativa de Genro em “evitar o desenvolvimento das universidades do crime”.

Como disse antes e vou continuar repetindo, o problema do país, insegurança e criminalidade incluídos, é a educação.

Ao invés de construir presídios, dê educação para as crianças para que quando elas crescerem, sentirem prazer em respeitar as leis, as pessoas e a não cometer crimes, apesar de viverem em um país onde os líderes são os “peixes-grandes” da criminalidade. Bandidos profissionais!

Isso mesmo Sr. Ministro, construa muitos presídios, para quem sabe um dia colocarmos essa corja que toma conta de nosso país atrás das grades.

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional

Espírito Santo: as cotas lá são para estudantes de escola pública.

A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) destinará já no próximo vestibular 40% de todas as suas vagas oferecidas para alunos que tiverem estudado pelo menos 7 anos em escola pública. O porcentual representa 1.286 vagas que serão disputadas somente por alunos das escolas públicas.

 A decisão da Ufes vem causando polêmica e bate bocas entre alunos de escolas particulares, que se consideram prejudicados, e alunos das escolas públicas, que terão duas chances de entrar na Universidade: a primeira disputando o vestibular geral e a segunda disputando as vagas de cotas.

 A Universidade só não abre mão da nota de corte, impedindo então que alunos muito “fracos” consigam a vaga. Em não sendo preenchidas as vagas destinadas aos alunos da escola pública, essas vagas passarão para o quadro geral e poderão ser preenchidas por qualquer vestibulando, independente da “origem” escolar.

É muito difícil comentar sobre as cotas. Se eu fosse negro, gostaria de entrar numa universidade pública por mérito próprio e não ser “empurrado” por um sistema de cotas, essencialmente racista. Como estudante de escola pública, preferia que o governo desse “rios de dinheiro” para a Educação e que considerasse isso um grande investimento e não mais uma despesa de seu orçamento.

Mas o que me chamou a atenção foi o fato de universidades federais, que teoricamente tem o mesmo “dono”, praticarem cotas da forma que acharem melhor. Digo isso porque a UFRS adotou cotas para negros (Se você quiser ler esse texto, clique aqui), a UnB, se não me engano, além dos negros atende também os índios e algumas talvez não adotem nenhum tipo.

O assunto é tão polêmico que talvez impeça a padronização país afora. Ou seria “falta de vontade política”?

Deixe um comentário

Arquivado em Educação, Viagens pelos Estados