Energia Nuclear: segura, prática, barata e de eficácia comprovada

A afirmação acima é do cientista inglês James Ephraim Lovelock. Para ele, a nossa “tábua de salvação” é a energia nuclear.

O artigo publicado, primeiro na revista Seleções do Reader´s Digest e recentemente republicado na Scientific American, mostra números impressionantes acerca da produção de energia nuclear em relação às demais fontes de energia a partir de combustíveis fósseis, além de argumentos fortes que não justificam o pavor que temos da energia nuclear.

Vejam esses exemplos, tendo como parâmetro a necessidade de abastecer metade de uma cidade grande, como Paris:

Carvão: a quantidade de carvão necessária formaria uma fila de vagões de trem de mil quilômetros. Seriam emitidos mais de 1 bilhão de m3 de gás, gerando poeira e mais de 600 mil toneladas métricas de resíduos tóxicos.

Petróleo: 4 ou 5 navios-tanques, gerando praticamente a mesma quantidade de gás que o carvão, além do óxido sulfúrico, que forma a chuva ácida.

Gás natural: transportado por via marítima ou por meio de tubulações, está sujeito a vazamentos ou acidentes, além de ser alvo fácil para ataques terroristas (como brasileiro jamais imaginaria isso, mas como ele é inglês…).

Energia Nuclear: “bastaria uma carga equivalente a dois caminhões de urânio, elemento metálico barato e abundante, a ser importado de países estáveis como Canadá ou Austrália. Emissão de gases e ácidos: zero. Poeira e resíduos tóxicos: nada. Resíduos de alto nível de radioatividade: o equivalente a alguns baldes”.

No trecho acima, que descreve a energia nuclear, fiz questão de reproduzir conforme publicado pois fiquei com algumas dúvidas, dúvidas que o cientista também tem.

A eficácia da energia nuclear é comprovada, segundo Lovelock, “porque neste exato momento 137 reatores nucleares estão gerando mais de um terço da eletricidade consumida pela Europa Ocidental“. 1/7 da energia mundial são geradas por 438 reatores.

Apesar disso, países da Europa estão desligando suas usinas, outros “estão decididos a não ter geradores de energia nuclear em hipótese alguma“. Apenas França, Bulgária, Romênia e outros países da Europa Central pretendem construir usinas nos próximos anos.

E o cientista, fiel defensor do uso da energia nuclear, faz inúmeras observações que eu gostaria de compartilhar com meus leitores: i) estamos expostos a cada minuto à radiação natural, que aumenta em 10% quando dormimos ao lado de um ser humano,  é o dobro quando estamos na praia entre rochas e muito mais se passarmos uma semana numa estação de esqui e mesmo assim convivemos com ela; ii) do total de radiação que estamos expostos, 1% é emitida pelo setor nuclear, 14% pelo emprego de radiação na medicina e o resto é natural; iii) O acidente de Chernobyl, considerados um dos maiores desastres do século, matou 42 pessoas, sendo a maioria bombeiros e funcionários da usina; iv) Seria a França o país mais poluído e sua população estaria condenada, já que 78% de toda energia francesa é produzida por reatores nucleares?; v) 50 anos de operações não militares no Reino Unido produziram 10m3 (tamanho de uma casa pequena) de resíduos, contra 13.700 km3 de dióxido de carbono; vi) o resíduo nem pode ser assim considerado, pois se reprocessado pode ser utilizado novamente como combustível.

Penso que chegou a hora de desmistificar o “monstro” da energia nuclear e poderíamos receber a singela colaboração da imprensa. Principalmente por causa desse trecho: “Quando um conduto de vapor se rompeu em uma usina nuclear japonesa, matando 4 pessoas, em agosto de 2004, as manchetes de jornais de todo o mundo falaram em acidente ‘nuclear’, embora não houvesse qualquer aspecto nuclear envolvido. Apenas duas semanas antes, a explosão de um gasoduto na Bélgica deixou 24 mortos e mais de 130 feridos; fora do país, porém, o acidente teve pouca repercussão.”

Estão convencidos? Talvez nem eu, mas que eu fiquei “com a pulga atrás da orelha”, eu fiquei. Pra terminar, nada melhor que a última frase do artigo de James Lovelock: “Neste mundo elétrico, a energia nuclear é uma centelha de esperança“.

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