O horror carioca

Já faz tempo que não assisto TV, pois vejo que há pouco a acrescentar, e não tenho nenhum receio de ficar sem assunto, mesmo porque não gosto de conversar, principalmente sobre assuntos que não leva nada a lugar nenhum.

Ontem decidi esperar o jornal da noite para ver como havia sido o jogo do Brasil, pois peguei o finalzinho do jogo. Só vi um drible e três chutes. Todos resultaram em gols.

Mas antes disso tive que assistir cenas lamentáveis que ocorreram na “guerra” que a Polícia carioca trava com os traficantes.

Corpos no chão foi o de menos. A cena que não sai da minha cabeça foi a de dois indivíduos (seriam bandidos? Poderíamos chamá-los de cidadãos?) descendo o morro, rolando praticamente, e o helicóptero da Polícia numa perseguição implacável, desproporcional eu diria, com dois policiais (seriam policiais? Poderíamos chamá-los de cidadãos?) atirando nos indivíduos. As imagens são chocantes, porque você pôde ver inclusive as balas atingindo o solo (dá para ver a poeira levantando, na verdade).

No final, a apresentadora do jornal informa que ambos foram mortos. Se tinham a cena, tiveram o bom senso de não colocá-la no ar.

Talvez o pior sentimento é ver as pessoas vivas, ativas, e depois saber que estão mortas. Ver morto é uma coisa; ver vivo e depois morto é chocante. Mesmo sabendo que bandido bom é bandido morto, a vida é muito maior que nossas opções pessoais.

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Arquivado em Cotidiano Nacional

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