A língua portuguesa e os órgãos oficiais

Recentemente, o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), publicou  um decreto “demitindo” o gerúndio (tempo verbal), proibindo seu uso pois, para Arruda,  o gerúndio está ligado à ineficiência no serviço público.

O grande problema, na verdade, não é o gerúndio, mas o gerundismo. Quem nunca ouviu, ou mesmo disse sem perceber: “vou estar verificando; vou estar indo (essa é triste); vou estar imprimindo; vou estar enviando, etc.

A ineficiência no serviço público tem outro nome, mas vamos deixar isso para outra oportunidade. Estou aqui para comentar sobre uma portaria assinada pelo ministro Guido Mantega (nunca na história deste país tivemos um ministro tão entojado).

A portaria nº 300, em seu artigo 1º, revigora a Portaria nº 160. O primeiro comentário de uma colega foi o fato da portaria 160 ter tomado biotônico Fontoura (aqui fazemos propaganda). Depois foi pensado sobre a possibilidade da “revigorada” ter sido uma forma de reforçar a portaria 160.

E é bem simples de entender: A portaria 160, que alterou caput da portaria 264/2006, foi revogada pela 236, que foi revogada pela 300, que deu a famosa revigorada na 160, voltando a valer a alteração do caput da 264/06. Entendeu?

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Arquivado em Cotidiano Nacional

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