Arquivo do mês: outubro 2008

O português como língua oficial

Recentemente o Cotidiano Nacional mostrou uma faixa de agradecimento de uma professora pelo fato de ter sido eleita. Curiosamente algumas pessoas consideraram o erro da “professora” não tão grave, apesar de ser um dos erros mais básicos da língua portuguesa e que geralmente aprendemos nos primeiros anos de vida escolar.

Hoje apresentamos mais um erro de português, curiosamente na mesma cidade da professora-vereadora que não sabe diferenciar o “mais” do “mas”, só que desta vez a placa é de responsabilidade do poder executivo da cidade.

 

Alexandre Carvalho

Foto: Alexandre Carvalho

Vejam que não é só o Legislativo da cidade que está bem representado, mas também o Executivo. E a gente não vai atrás de uma gafe no Judiciário para não correr o risco de ser processado. Vai saber com que tipo de gente estamos lidando, não é mesmo?

Imagina os textos das leis que serão discutidos na próxima gestão? Exagero meu? Pode ser, mas se não cuidam do básico, do simples, o que dirá do mais complexo?

Boa sorte a todos.

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Eleições em SP: Kassab é reeleito com 60% dos votos

O atual prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) foi reeleito no último domingo (26/10) com 60% dos votos válidos, superando a candidata petista, Marta Suplicy.

No início da campanha Kassab era apenas o 3º colocado nas pesquisas e conseguiu em pouco tempo superar seus adversários e vencer a eleição no primeiro turno. No segundo turno a vantagem só fez aumentar e a vitória foi confirmada nas urnas.

Recentemente o Cotidiano Nacional lamentou que os paulistanos tivessem que escolher entre Kassab e Marta (Leia o postTodo castigo para eleitor é pouco“), mas agora com o fim das eleições, assumimos o que diz o ditado: “tá no inferno, abrace o diabo”.

Resta-nos esperar por uma boa administração, mas acima de tudo resta-nos “adotarmos” um vereador e cobrar por trabalho sério e comprometido com a cidade. Eu já escolhi o meu vereador, e você?

Acreditamos que todos os eleitores devam fazer uma corrente no sentido de cobrar dos vereadores eleitos, em todo o país, por meio de e-mail, carta, comparecendo às sessões e de muitas outras maneiras.

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Eleitores com memória

Muito se fala sobre o fato de os eleitores não terem memória e esquecerem em quem votaram. Isso parece que realmente acontece, pois é só perguntar para os seus colegas e ver se alguém lembra em quem votou.

No meu caso pretendo que as coisas sejam diferentes, principalmente porque tenho sérias tendências em ser chato.

O vereador que eu escolhi nessa eleição foi eleito. Parabéns para ele. No entanto, pretendo lembrar isso pelos próximos quatro anos bem como fazê-lo saber disso.

Assim que forem divulgados os contatos dos vereadores pretendo enviar uma carta (escrevi carta por ser mais formal, mas serve um email mesmo) por semana cobrando sobre os projetos que tenho em mente para a cidade de São Paulo. Nada mais justo, afinal ele é meu representante na Câmara.

Ele pode ignorar meus apelos? Pode. Mas pelo menos terei feito meu papel e daqui a 4 anos poderei responder pesquisas sobre em quem eu votei “no verão” passado.

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Os desafios da mãe-natureza

Enquanto pesquisava sobre o Ipê para uma atividade na semana cultural da faculdade onde vamos mostrar como se faz para identificar a família de uma determinada árvore a partir de suas estruturas vegetais com auxílio de uma chave de identificação fui surpreendido com uma situação inusitada ocorrida em Porto Velho, Rondônia.

Uma árvore transformada em poste voltou à vida e apresenta uma imagem muito curiosa. Aprecie da forma como melhor lhe convier, mas reflita sobre um significado útil desse “exemplo de vida.

Clique na imagem para ler a reportagem publicada no blog “zÉducando e pensando e seguindo a canção…”

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Confronto entre as polícias em São Paulo é destaque na imprensa internacional

Futura Press

Foto: Futura Press

O confronto ocorrido ontem entre a Polícia Civil (em greve) e a Polícia Militar nas proximidades da sede do governo paulista foi destaque na imprensa internacional, mais precisamente na Península Ibérica.

O Jornal português Público divulgou um vídeo onde mostra cenas do confronto entre a polícia anti-motim (PM) e a polícia civil.

Para o jornal espanhol El País, houve uma batalha campal nas ruas da cidade entre as duas polícias.

Fica muito difícil julgar tanto a decisão dos civis em greve quanto a da militar em impedir os protestos com violência. Pelo grau de dificuldade da profissão, as polícias deveriam ser muito melhor preparadas, equipadas e com melhores salários.

Eu sou um profundo admirado do trabalho da polícia.

Agora, voltando meus olhos e ouvidos para as declarações do governador José Serra, enxergo certa seriedade em suas afirmações e sou também um entusiasta do governo mas, deixando todos esses devaneios de lado, tenho a impressão que o governador é daqueles que enquanto as polícias se arrebentam lá fora, ele fica sentando, quietinho, embaixo da sua mesa.

Espero sinceramente que uma solução seja encontrada o mais rápido possível, porque a sensação de insegurança na cidade de São Paulo já é grande com a Polícia trabalhando, imagina com eles em greve.

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Inversão de valores

São raras as vezes que leio ou distribuo correntes mandadas por email ou transcrevo aqui textos escritos por outras pessoas. A única vez que fiz isso até hoje fui criticado, pois o texto poderia não ser de autoria de quem eu disse que era.

Mas o que as pessoas não entendem é que eu não dou a mínima para quem escreveu isso ou aquilo – se descobrir o verdadeiro autor, não tenho problema em corrigir isso – o que importa para mim é justamente a transmissão da mensagem e chamar as pessoas a pensarem um pouco além do que realmente fazemos. Nosso pensamento e análise sobre muitas coisas geralmente é de uma superficialidade constrangedora.

Leia esta suposta carta de uma mãe à outra falando sobre seus filhos:

“Vi seu enérgico protesto diante das câmeras de televisão contra a transferência do seu filho, menor infrator, das dependências da FEBEM em São Paulo para outra dependência da FEBEM no interior do Estado.

Vi você se queixando da distância que agora a separa do seu filho, das dificuldades e das despesas que passou a ter para visitá-lo, bem como de outros inconvenientes decorrentes daquela transferência.

Vi também toda a cobertura que a mídia deu para o fato, assim como vi que não só você, mas igualmente outras mães na mesma situação que você, contam com o apoio de Comissões Pastorais, Órgãos e Entidades de Defesa de Direitos Humanos, ONGs, etc….

Eu também sou mãe e, assim, bem posso compreender o seu protesto. Quero com ele fazer coro. Enorme é a distância que me separa do meu filho. Trabalhando e ganhando pouco, idênticas são as dificuldades e as despesas que tenho para visitá-lo.

Com muito sacrifício, só posso fazê-lo aos domingos porque labuto, inclusive aos sábados, para auxiliar no sustento e educação do resto da família.

Felizmente conto com o meu inseparável companheiro, que desempenha, para mim, importante papel de amigo e conselheiro espiritual. 

Se você ainda não sabe, sou a mãe daquele jovem que o seu filho matou estupidamente num assalto a uma vídeo locadora, onde ele, meu filho, trabalhava durante o dia para pagar os estudos à noite.

No próximo domingo, quando você estiver abraçando, beijando e fazendo carícias no seu filho, eu estarei visitando o meu e depositando flores no seu humilde túmulo, num cemitério da periferia de São Paulo…

Ah! Ia me esquecendo: e também ganhando pouco e sustentando a casa, pode ficar tranqüila, viu? Eu estarei pagando de novo, o colchão que seu querido filho queimou lá na última rebelião da Febem.

No cemitério, nem na minha casa, NUNCA apareceu nenhum representante destas ‘Entidades’ que tanto lhe confortam, para me dar uma palavra de conforto, e talvez me indicar ‘Os meus direitos’! ”

Nota da Redação: Texto enviado gentilmente ao Cotidiano Nacional por Eliane Holanda, de Osasco/SP.

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Última sobrevivente do Titanic passa por dificuldades financeiras

Algumas coisas são difíceis de entender e nessas horas eu acho que sou muito “coração-mole”. Já defendi aqui – e fui criticado por isso – que os heróis do primeiro título do futebol brasileiro em 1958 fossem agraciados com uma aposentadoria vitalícia.

Agora tomo conhecimento que a última sobrevivente do Titanic irá leiloar lembranças do naufrágio, Millvina Dean de 96 anos, para pagar dívidas do asilo em que vive.

O leilão deve render o equivalente a R$ 11 mil.

Nessas horas que entra a história do “coração-mole”. Será que não há ninguém nesse planeta que poderia ajudar essa senhora no pouco tempo de vida que lhe resta?

Querendo ou não é uma personagem história e merece sim uma atenção especial. Eu sei que se for assim teremos uma legião de pessoas cobrando ajuda. Mas não estou falando para institucionalizar esse tipo de auxílio, mas para que pessoas com condições pudessem ajudar de alguma forma.

Sei ainda que muitos podem dizer: “e os que passam fome na África; e os doentes sem hospital; e os desempregados, etc.”

Esse é o mal do mundo. Colocamos tantos problemas como prioridade e nunca damos o primeiro passo. Não dá pra salvar todos, mas dá para aliviar o sofrimento de alguns. Menos falatório e mais ação. É disso que precisamos.

O Titanic naufragou na madrugada de 15 de abril de 1912, no Oceano Atlântico, a 600 km da costa do Canadá matando 1521 pessoas. 706 sobreviveram.

Em 2001, aos 92 anos, morreu Michel Navratil, o último homem sobrevivente do naufrágio. Em 2007, aos 96 anos, morreu Barbara Dainton, transformando Dean na última sobrevivente do Titanic.

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