Arquivo do mês: novembro 2008

Não é difícil entender a crise financeira mundial

Parece que é difícil entender o caos financeiro ao redor do mundo, mas não é. Ou você é ingênuo o suficiente para achar que vamos continuar comprando, comprando, comprando e comprando para todo o sempre, amém?

Final de semana vi alguma coisa sobre portos americanos lotados de carros sem terem para onde mandar. É óbvio!

Onde pensam que vamos colocar tantos carros, celulares, refrigeradores, fogões, microondas, etc, etc?

E Mr. Obama começou errado. Não adianta os povos da Terra se empolgar muito com o primeiro presidente negro da história achando que ele fará do mundo uma terra de ursinhos carinhosos. A guerra é que sustenta nossos irmãos do norte, então depois não me venham com chorumelas.

Em seu primeiro devaneio, disse que pretende criar 2,5 milhões de empregos. Vai empregar toda essa gente para continuar produzindo carro para colocar onde, Mr Obama?

O que ele e os demais governantes do planeta precisam é investimento em educação para ver se as pessoas param um pouco de fazer filhos de forma inconseqüente. Tem gente que parece que só sabe fazer isso e são justamente os que menos têm. Tanto em relação a dinheiro quanto em relação à educação.

Se tivéssemos educação, teríamos certamente menos filho, saberíamos como tratar de nosso lixo, não iríamos lotar os hospitais por causa de uma topada, preencheríamos o tempo ocioso evitando tendências criminosas, não seríamos consumistas desenfreados e certamente saberíamos muito mais coisas que pudessem transformar o mundo em um lugar melhor para se viver.

Não uma terra de ursinhos carinhosos, onde tudo é lindo e maravilhoso, mas essencialmente em um lugar muito mais humano, muito mais natural.

Para uma segunda-feira, acho que está bom. Boa sorte aos bebês que estão chegando ao mundo. Torça por nós, pois o futuro de vocês está em nossas mãos.

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O caso Eloá Pinheiro

Os leitores do CN sabem que nós não nos envolvemos nesses assuntos que tomam conta do noticiário nacional. Foi assim com o caso da Isabela Nardoni e foi assim com o recente caso de seqüestro em Santo André.

Agora, com o assunto praticamente esquecido e com a cabeça fria, podemos dar nossa opinião na certeza de que esta não está sendo dada no calor dos acontecimentos.

Nós somos a favor de ganhar sempre e, quando for o caso, perder o mínimo possível. Esclarecendo: passadas 48 ou 72 horas do seqüestro e vendo que o fim seria trágico, como foi, na próxima aparição do seqüestrador na janela uma bala deveria ter atravessado sua cabeça e fim de conversa.

Duas (e por muito pouco não foram três) vidas foram perdidas naquele seqüestro. A menina de 15 anos que tinha uma vida inteira pela frente e por que não a do rapaz, com 22 anos e muita coisa ainda por fazer. Ela se foi e ele não vai durar muito na prisão. E se sair, vai ser morto na primeira oportunidade.

Se tivesse sido feito o que normalmente deve ser feito nessas ocasiões visando “perder o mínimo possível”, apenas uma vida teria sido perdido. E sairia barato.

Deveria ter sido assim também no seqüestro do ônibus 174 no Rio de Janeiro. Não como foi feito, mas com as várias oportunidades que o bandido deu colocando o rosto na janela do ônibus. Tivemos mais de uma chance de acertá-lo e hoje nem filme sobre o caso teríamos.

Sei também que no passado, no mesmo Rio de Janeiro, uma inocente foi alvejada junto com o bandido na ação de um atirador de elite. Uma fatalidade! A decisão foi correta, a ação porém…

Agora só podemos lamentar por nossa incapacidade de perder o mínimo possível.

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O fim do significado do Natal

Não há mais o que comemorar no dia 25 de dezembro e nas demais datas ditas “simbólicas”. Antes e pelo jeito apenas e tão somente para as crianças, o natal tinha um significado: “vou ganhar o melhor presente do ano”, ou “vou pelo menos ganhar um presente” ou ainda “quem sabe eu ganhe um presente desta vez”.

Ouvi estupefato uma reportagem na TV onde uma pessoa que se dizia responsável pela decoração de natal de um shopping diz ter gastado R$ 2 milhões e que certamente esse dinheiro seria facilmente recuperado pelas compras dos consumidores. E para piorar a reportagem um pessoa disse que sentia-se motivada em gastar mais de acordo com a decoração do shopping (sic). Quanta mediocridade!

São de pessoas assim que certamente o mundo não precisa. E por essas e outras que essas datas festivas passam cada vez mais em branco na minha vida. O difícil é convencer os meus familiares dessa realidade. É óbvio que meu filho vai ganhar um presente de natal, mas não há o que explicar para ele o que significa o natal, infelizmente.

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Começa a temporada de temporais em São Paulo

Conforme vai chegando o fim do ano os temporais castigam São Paulo e rapidamente surgem os famosos “pontos de alagamento”.

Ontem não foi diferente. O dia virou noite e então um dilúvio desabou sobre São Paulo.

Alexandre Carvalho

 

Alexandre Carvalho

Choveu forte, mas nada que justificasse o preparo do criador da USP.

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Em tempo: obviamente que nosso comentário é uma brincadeira, pois este “preparo” é uma intervenção cultural que ocorre em toda a cidade de São Paulo.

Fotos: Alexandre Carvalho

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Barack Obama é eleito presidente dos EUA

O democrata Barack Obama será o novo presidente americano a partir de 20 de janeiro de 2009. Obama conquistou até o momento 338 delegados (é necessário um mínimo de 270) contra 163 de John McCain. O republicano já reconheceu a derrota. 

Sites de notícias ainda apontam 3 estados onde a disputa está indefinida:

Missouri: Com 11 delegados, McCain leva uma pequena vantagem sobre Obama.
Indiana: Também com 11 delegados, a vantagem lá e de Obama.
Carolina do Norte: 15 delegados que devem engrossar os números de Barack Obama. 

Obama venceu em 6 dos 7 estados que o CN listou ontem como sendo “chave” para as eleições presidenciais. Perdeu apenas no Texas.

Leia a íntegra do discurso de vitória de Barack Obama (G1)

Confira o resultado final da apuração dos votos (G1)

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Americanos vão às urnas

Acontece hoje nos Estados Unidos a eleição que escolherá o próximo presidente daquele país. Ao contrário do que se pensa, não são os eleitores que escolhem diretamente o presidente americano, como acontece aqui no Brasil.

Lá a escolha é feito pelos Delegados Estaduais que formam o Colégio Eleitoral. São 538 delegados divididos proporcionalmente pelos 50 estados.

O candidato mais votado em cada estado leva, em tese, todos os votos dos delegados eleitorais. Falo em tese, pois alguns devem se lembrar que Al Gore, apesar de ter sido o mais votado pela população em determinados estados, acabou não recebendo todos os votos dos delegados o que levou a Casa Branca o candidato republicano George W. Bush.

Mas é assim que funciona ou que deveria funcionar, exceção feita ao estado do Maine e de Nebraska que é diferente, mas não me pergunte como, pois ainda não consegui descobri qual é a diferença. Nos demais 48 estados, ganhando a eleição ganha também os votos dos delegados. Aquele que conseguir 270 votos no Colégio Eleitoral será o 44º presidente dos EUA.

O que torna complicado a eleição americana e justamente a distribuição dos delegados. Por exemplo: Vamos supor que os dois primeiros estados a terminar a apuração foram Califórnia e Nevada e o candidato A ganhou no primeiro e o candidato B ganhou no segundo estado. Em tese, a eleição está empatada, certo? ERRADO. Califórnia possui 55 delegados enquanto que Nevada só 5.

Por isso alguns estados são “chaves” nessa eleição, como a Flórida foi na eleição de Bush. Os 7 estados com maior representação são: Califórnia (55), Texas (34), Nova Iorque (31), Flórida (27), Illinois e Pensylvania (21) e Ohio (20). Ou seja, 14% dos estados americanos respondem por 39% dos delegados e por 77% dos votos necessários para começar a exercer suas atividades a partir do salão oval.

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O CN acompanhará as eleições americanas e manterá o leitor informado dos resultados divulgados na grande mídia. Em post anterior, bem anteriormente a decisão de quem seria o candidato republicano a presidência (Hillary ou McCain) já apostávamos nossas fichas em John McCain. Mas por quê?

Primeiro porque consideramos os EUA ainda muito conservador para levar um negro a presidência. Nós não temos nenhum tipo de problema pelo fato de um negro chegar a presidência americana, o que nós incomoda de verdade é a inteligência de Barack Obama. Preferimos ignorantes como George W. Bush e John McCain,  pois eles só conseguem pensar em petróleo e então miram suas armas para o Oriente.

Entenderam nossa preocupação?

Nota da Redação: além dos dois candidatos citados acima concorrem ainda à presidência americana: Bob Barr (Libertarian), Ralph Nader (Indenpendent), Chuck Baldwin (Constitution) e Cynthia McKinney (Green).

Acompanhe as eleições americanas clicando na bandeirinha eua brasil

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Domingo, 02 de novembro: nasce um campeão

Fazia tempo que não sentia a dor de uma derrota, daquelas que geram um sentimento de “eu nunca mais vou assistir essa porcaria”, sentimento que dura no máximo até a próxima temporada. E muitas vezes até nos perguntamos: “Por quê?”.

Felipe Massa quase foi campeão do mundo, aqui no Brasil, diante de sua torcida e de seus familiares. Muito pouco mesmo. Mas não podemos nos enganar. Não foi ontem que Massa perdeu o campeonato, mas mais precisamente naquela corrida em que ele levou junto a mangueira de combustível.

A Ferrari errou demais nesse ano e complicou demais a vida do nosso piloto. O Massa seria campeão de longe, fazendo o Hamilton comer poeira.

A quase perda, novamente, do título no Brasil serviu para mostrar que Hamilton tem apenas o carro. Eu questiono seu talento e seu controle emocional. Ontem, nem carro ele tinha!

Parabéns ao Felipe Massa!!! Ano que vem certamente as coisas serão diferente. Torço ainda que Nelsinho Piquet seja valorizado por uma equipe, mesmo que seja na Renault do intragável Flavio Briatore. Ao Barrichello, desejo uma boa aposentadoria.

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