Arquivo do mês: agosto 2010

Marina Silva responde ao Cotidiano Nacional. Ou não!

Quando lancei o desafio de perguntas aos três principais candidatos ao Palácio do Planalto, confesso que não esperava a mínima atenção, afinal os candidatos devem ter muito trabalho e muitas viagens nessa campanha, por um país reconhecidamente continental.

Mas também a que se querer um pouco de atenção, afinal sou eleitor e provavelmente meus leitores também são e desejam ter suas dúvidas sanadas. No entanto, alertado por um leitor que já teve experiência trabalhando com um político da capital paulista, os candidatos não sabem usar a internet ou não entendem a importância que ela tem nos dias atuais e tão pouco sua equipe.

Essa introdução fez necessária simplesmente porque a Marina Silva (leia-se sua equipe e afins) não respondeu a pergunta do Cotidiano Nacional. E é de se lamentar que uma equipe que assessora uma candidata a presidência fosse capaz de ao menos fazer uma redação tentando responder nossa questionamento. Muito pelo contrário. Eles simplesmente transferiram a responsabilidade para você,  (e)leitor.

O Cotidiano Nacional agradece a atenção dispensada pelo comitê da Marina Silva, pede desculpa aos leitores pela ausência da informação solicitada e espera que as ambições da candidata do Partido Verde estejam além de distribuir links aos (e)leitores. Não percam amanhã, a “resposta” do candidato José Serra.

Confira agora, na íntegra, a pergunta e a “resposta” da candidata a Presidência da República pelo Partido Verde, Marina Silva

Pergunta: Sua principal plataforma de governo está fincada na questão ambiental e gostaríamos muito de saber como a senhora pretende manter o crescimento do país sem alterar de maneira significativa o meio ambiente, tendo em vista que a maioria dos países que alcançaram alto desenvolvimento, simplesmente dizimaram suas reservas e espécies animais e vegetais?

Resposta: Bom dia Alexandre,

Muito obrigado pela mensagem enviada.

Sobre sua questão, veja as propostas de Marina para sustentabilidade, acesse:
http://www.youtube.com/msilvaonline#p/search/1/TU3dp3YcXK8 ,
http://www.minhamarina.org.br/perguntas_frequentes/sustentabilidade.php
http://www.minhamarina.org.br/perguntas_frequentes/reforma_agraria.php
http://www.minhamarina.org.br/perguntas_frequentes/agronegocio.php e
http://www.minhamarina.org.br/diretrizes_governo/governo/economia-sustentavelv2.php

Esperamos ter dirimido suas dúvidas e, caso ainda tenha alguma, não
hesite em entrar em contato novamente.

Abraços,
Equipe Marina

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13 milhões de votos faz toda a diferença

O fato de deixarmos Marina Silva fora das perguntas aos candidatos não se trata de discriminação pura e simples. Mas não é necessário muito para reconhecermos nosso erro e voltar atrás. E não precisou de muitas reclamações. Para nós, bastou a reclamação de um único eleitor.

Confira agora a pergunta encaminhada ao site oficial de campanha da candidata Marina Silva:

Pergunta: Sua principal plataforma de governo está fincada na questão ambiental e gostaríamos muito de saber como a senhora pretende manter o crescimento do país sem alterar de maneira significativa o meio ambiente, tendo em vista que a maioria dos países que alcançaram alto desenvolvimento, simplesmente dizimaram suas reservas e espécies animais e vegetais?

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Eleições 2010: Perguntas que não querem calar

O leitor que está acostumado com a temática de nosso blog sabe que não somos capazes de perguntar as mesmas coisas aos candidatos, como sempre acontece nas entrevistas e debates exibidos na televisão. Também não aceitamos respostas prontas, apesar de não conseguir impedí-las.

O CN postou nesta noite, no site dos dois candidatos principais a presidência, uma pergunta específica e nos comprometemos a publicar a resposta na íntegra.

Confira as perguntas e assim como o leitor, esperaremos um mínimo de consideração daqueles que vem à nossa porta em busca de voto.

Pergunta: Com toda a polêmica da instalação de diversas praças de pedágios nas rodovias paulistas por ocasião da concessão das rodovias à iniciativa privada, quais seriam as propostas do candidato para as rodovias federais, reconhecidamente em mau estado de conservação. A concessão seria uma saída viável? O governo não poderia priorizar essa necessidade, visto que não dispomos de transporte ferroviário adequado?

Pergunta: Por mais diferenças que o PT possa ter em relação aos demais partidos, não conseguiu ficar distante da corrupção e o partido se mostrou ser igual ao PSDB, dentre outros. Como a senhora pretende combater a corrupção caso seja eleita e como convencer o eleitor disso, visto sua proximidade com Antônio Palocci, acusado de envolvimento com o escândalo do Mensalão?

Acesse aqui a pergunta feita à candidata Marina Silva

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Candidatos têm espaço no Cotidiano Nacional

Todo e qualquer candidato que quiser divulgar suas propostas em nosso blog terá espaço para isso, e nós, do Cotidiano Nacional, esperamos que os candidatos respondam, de forma simples e direta a uma pergunta feita pelo blog.

Hoje o CN abre espaço para o candidato tucano José Anibal, que concorre a reeleição para Deputado Federal. Confira a pergunta feita ao candidato e sua resposta:

Cotidiano Nacional: Ano após ano os eleitores acabam por se decepcionar com o seu candidato ou mesmo sai de casa sem saber em quem votar e acaba votando no primeiro panfleto que recebe. Como candidato à reeleição, qual é o diferencial que o senhor pode oferece ao seu eleitor e como pretende atuar em favor dos 645 municípios de São Paulo caso seja reeleito?

Foto: Agência Câmara

Candidato José Anibal: Prezado leitor do blog “Cotidiano Nacional”, antes de tudo, gostaria de me apresentar.

Sou o candidato por São Paulo a deputado federal José Aníbal, do PSDB e meu número é 4586, com José Serra presidente e Geraldo Alckmin governador.

Comecei cedo minha atuação política: ainda no movimento estudantil, fui perseguido pelo regime militar e exilado na França, onde concluí minha formação acadêmica em economia. Voltei ao Brasil em 1979 e me integrei às lutas pela Anistia geral e redemocratização do país. Atuei na coordenação da Campanha pelas Diretas Já e em 1990 me transferi para o PSDB.

Atualmente, sou candidato para o meu quinto mandato como deputado federal, trajetória essa que se iniciou em 1990. Em 1994 fui reeleito, feito que repeti em 1998 e em 2006.

Fui quatro vezes líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Secretário Estadual de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico nos governos Mario Covas e Geraldo Alckmin e presidente nacional do PSDB, cargo que ocupei por dois anos e meio. Em 2002, fui candidato ao Senado ficando em quarto lugar, com cinco milhões de votos.

Como Secretário de estado, fui um dos maiores responsáveis pela aprovação da nova Lei de Informática no Congresso e ajudei a atrair várias empresas sem artifícios fiscais para nosso estado e dar o impulso inicial para a mais bem sucedida política de ensino profissionalizante do país, com a construção da Fatec Leste (1ª faculdade pública e gratuita da zona leste de São Paulo, região da Capital que tem quatro milhões de habitantes). Deste pontapé inicial foram implantadas em São Paulo nos governos de Alckmin e José Serra dezenas de Faculdades de Tecnologia (Fatecs) e Escolas Técnicas (Etecs).

Em 2004 fui eleito vereador paulistano, com 166 mil votos, quando fui líder do governo José Serra na Câmara Municipal. Como vereador, conduzi a aprovação de 27 projetos enviados pelo Executivo – desde a reorganização das finanças municipais a propostas que destravaram a cidade, como a reforma da previdência municipal, a nova sistemática na cobrança do ISS, a isenção de garagens nos novos prédios do centro da cidade, o programa de incentivos para a região da Nova Luz e a criação da nota fiscal eletrônica. Tive também aprovado um projeto de minha autoria que instituiu o sistema de avaliação do ensino municipal. Com isso, São Paulo se tornou o primeiro município do país a contar com um exame próprio para avaliar o desempenho dos seus alunos.

Pretendo atuar em prol dos 645 municípios de nosso estado, defendendo bandeiras que ajudem a elevar a qualidade do Congresso Nacional, com a aprovação de uma profunda reforma política, da qual constem o fortalecimento dos partidos políticos, a fidelidade partidária, o voto distrital misto e o fim das emendas individuais. Além disso, reconheço a urgência de reformas necessárias ao crescimento duradouro e continuado da economia brasileira, e trabalharei incessantemente por elas. Penso que este é o único caminho capaz de nos levar a um novo patamar de conhecimento, propiciando mais renda e realização pessoal e profissional dos brasileiros.

Atualmente, coordeno o Programa de Governo Geraldo Alckmin 2011-2014, espaço de discussão e incorporação das principais expectativas do cidadão paulista para os próximos anos do governo Alckmin. Nossa meta agora é elevar São Paulo a um novo patamar de renda e de qualidade de vida.

E é isso que vamos conquistar com Serra Presidente, Geraldo Governador e comigo na Câmara dos Deputados. Porque nós temos compromisso com o povo de São Paulo.

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A Regra do “Qualquer Um”

Meus anos de mesário me mostraram uma coisa: quando se trata em votarmos para o legislativo, a regra geral é que qualquer um vale.

Continuando a série de textos sobre as eleições, forma de votação, candidatos e afins, hoje vamos tentar mostrar os motivos que levam as pessoas a, literalmente, acharem seus candidatos na sarjeta.

Segundo a teoria da separação de poderes, o legislativo é um órgão da estrutura responsável pela função de escrever as regras e normas pela qual as pessoas, setores, empresas e todo o restante deverão cumprir. Imagine se na sua casa houvesse uma pessoa que escrevesse e guardasse todas as práticas e costumes da família, essa pessoa é o legislador.

Outra função dessa turma é o de fiscalizar o trabalho do executivo, presidente, governadores e prefeitos, como também os ministros e os secretários. O que não é pouca coisa, diga-se de passagem.

Então porque as pessoas não levam esse voto à sério?

O artigo publicado ontem no Vivendocidade mostra que a quantidade de candidatos inscritos, em relação ao tempo destinado a cada um, levando-se em conta o tamanho da coligação é fator determinante para que o fulano mal tenha tempo para dizer seu nome e número.

Outro fator, que também citei lá e que vamos ampliar aqui é a questão da produção por trás dos programas.

É nítido que a turma dos mais ricos faz programas cheios de cores, música, apelo emocional e tudo o mais. Inclusive minha pesquisa de pós-graduação foi sobre essa influência, sustentada no espetáculo, no culto ao líder e na massificação dos meios de comunicação.

De qualquer forma, essas superproduções ficam no imaginário das pessoas, o jogo de cores, os cortes de cena, a sequência dos programas… Tudo é feito para pescar nossa atenção.

Só isso já é um fator para aquele candidato de partido menor ficar esquecido num canto qualquer, e é justamente esse que corre a porta das escolas na madrugada do dia da eleição sujando a cidade de papel.

Outro fator que devemos levar em conta é o caráter universal das candidaturas. Pela nossa lei, basta ter nascido aqui, ter idade mínima e estar inscrito em qualquer partido. Isso contribui com que pessoas totalmente incapacitadas tentem uma vaga no parlamento, bandidos que querem apenas lavar dinheiro e genéricos de todos os tipos.

Como não temos clara a ideia de que a coisa pública é nossa (na verdade, entendemos que se é público, pertence a ninguém), há um verdadeiro abismo entre nossa realidade, com a realidade dos assuntos da cidade, do estado, e finalmente a nação.

Cansei de ver pessoas na urna que só querem votar para presidente, e colocar qualquer número, apertar qualquer botão até encontrar a tela certa.

Ambas as eleições serem no mesmo dia contribuem para isso, ou votar em seis candidatos de uma só vez pode confundir as pessoas.

Particularmente, acho que a transição do império para república ainda não foi sacramentada no inconsciente coletivo das pessoas. Ideia que também compartilha o imortal José Murilo de Carvalho, mas paro por aqui.

Ou continuo numa próxima oportunidade. Quem sabe?

Carlos Filho, 29 anos, Administrador de Empresas e Editor do Vivendocidade, escreve esporadicamente para o Cotidiano Nacional

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Votos Nulos ou em Branco conseguem anular uma eleição?

Olá amigos! Eu sou o Carlos Filho do Vivendocidade.com e fui convidado pelo Alexandre a escrever no Cotidiano.

Bom, o que queria comentar com vocês é sobre a validade do voto nulo e do voto em branco. Esse é um ano eleitoral e sempre se escuta que essa forma de “protesto” é a mais indicada para mostrar nossa insatisfação quando aos candidatos, polítiticos e o resto da “famíglia”.

De maneira simples e direta, votar nulo ou em branco não influencia em nada no resultado do pleito, mas vamos tentar explicar por partes:

No Brasil existem duas formas de votação: voto majoritário e o proporcional. O primeiro é fácil, já que o canditado deve ser ter maior quantidade de votos nominais para ser eleito ou se não conseguir de primeira, nos colégios eleitorais com mais de 200 mil eleitores, os dois mais votados vão decidir no segundo turno.

Essa forma majoritária de escolha é utilizada para eleição do Presidente da República, Governadores e Prefeitos, e também aos Senadores, e neste caso não há a existência do segundo turno.

É simples: o eleitor escolhe um nome, vota, e aquele que tiver mais votos válidos, é o cara!

Na forma proporcional de eleição é que a coisa fica mais complicada, já que tanto se pode escolher um nome, como um partido, e neste caso votamos na legenda.

A Lei Eleitoral (Lei n.º 9.504 de 30 de setembro de 1997 e alterações) estabelece em seu artigo 5º que voto válido é somente aquele dado ao candidato ou à uma legenda partidária.

Dessa forma, os votos brancos e nulos são simplesmente jogados fora. Valendo para os Deputados Federais e Estaduais e os Vereadores, somente os votos válidos.

Dessa forma, divide-se esse número pela quantidade de cadeiras em disputa, chegando-se a um número mágico conhecido por “quociente eleitoral”.

Quantas vezes o partido conseguir esse número, do total de votos que teve, terá direito à uma cadeira.

Por exemplo: Digamos que no estado do Rio de Janeiro (11,5 milhões de eleitores segundo o TRE-RJ) somente compareceram cerca de 100 mil pessoas, votando da seguinte forma:

Abstenções: 11,4 milhões
Total de votos: 100 mil
Votos Brancos e Nulos: 20 mil;
Votos válidos: 100 – 20 = 80 mil.

Sabemos que a Assembleia Legislativa carioca tem 70 cadeiras, portanto 80 mil / 70 = 1.142 (despreza-se a fração).

Quer dizer que todo o partido que conseguir esse quociente, terá direito à uma cadeira, resultando assim, em uma eleição decidida por apenas 0,7% do eleitorado.

Dessa forma, segundo a lei brasileira, que considera voto útil aquele que é válido, ao votarmos nulo ou em branco, nós apenas passamos a responsabilidade de escolha para outra pessoa.

Até a próxima pessoal, e não deixem de visitar o Vivendocidade.com onde falamos de política e muito mais assuntos relacionados ao cotidiano, sociedades, história e muito mais.

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Um dia de liberdade

Talvez a maior dificuldade das pessoas em relação a mudanças de hábitos é “por a mão na massa”. Mas eu resolvi mudar alguns hábitos, em relação ao convívio com o meio ambiente, esperando terminar a faculdade para tomar algumas decisões que deveriam ter sido tomadas a muito tempo e que não requerem um diploma na parede.

A partir desta semana comecei a separar o lixo da minha casa. Agora temos dois recipientes de lixo na cozinha. Um para lixo orgânico, que ainda está sendo encaminhado para a lixeira do condomínio e outro para lixo que pode (ou não) ser reciclado. O lixo reciclado está sendo encaminhado para a Universidade de São Paulo (USP) e depositado em recepientes próprios.

Essa não é minha primeira ação em relação à diminuição da poluição do planeta. Há alguns anos venho evitando utilizar sacolas plásticas em supermercado e até mesmo na feira livre. Particularmente sou uma atração a parte na feira, levando uma sacola retornável com frutas e legumes, todos misturados. É óbvio que alguns legumes e frutas não são possíveis de levar “jogado” na sacola, como mamão, morango e hortaliças.

Inicialmente cuidar do lixo dá um pouco de trabalho, mas rapidamente esse hábito sustentável causa-nos prazer e sem perceber estamos lavando embalagens e separando o lixo quase que automaticamente.

A redução na produção de lixo também é notada quando você começa a separar o seu lixo. VocÊ não passa produzir menos lixo, mas vocÊ começa a descartar uma quantidade menor de lixo nos recepientes comuns, aqueles que vão parar em um aterro sanitário, podendo comprometer o solo (se o aterro não for planejado), a água e o ar com a produção do metano e consequentemente aumento da temperatura da atmosfera (sim, isso é real e não “xilique” de ambientalista).

O próximo passo a seguir será a apresentação de um projeto de coleta seletiva de lixo para ser implantada no condominio. Já entrei em contato com a prefeitura (ainda sem retorno) para saber como funciona a coleta no município e quem sabe conseguir algum apoio. O próximo passo será contatar cooperativas de catadores de lixo e por fim aplicar uma campanha “porta-a-porta” de conscientização.

O esforço será recompensado com uma sensação de dever cumprido, apesar de ser apenas uma gota em um oceano inteiro. De resto caberá a todos a fiscalização do destino deste lixo, de que ele realmente esteja sendo aproveitado e se transformando em novos produtos com a utilização da reciclagem.

Vale a pena fazer alguma coisa pelo meio ambiente, mesmoque seja uma ação isolada. Você deve se lembrar que sempre haverá alguém te observado e apredendo com suas ações.

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