2º turno: A dura escolha dos eleitores

Se o eleitor encontra severas dificuldades para escolher o candidato da eleição presidencial no próximo dia das bruxas, agradeça se por acaso você não fizer parte daqueles que também terão que escolher o governador.

Se a eleição para o governo de seu estado está resolvida, eu diria então que será só sombra e água fresca (isso sem contar os próximos 4 anos). Mas se você é eleitor dos estados abaixo, veja o que te espera nas urnas. Repare o leitor que a maioria das disputas é entre governadores e ex-governadores do estado. Eita falta de opção, hein?

Os eleitores de Alagoas terão que escolher entre Teotônio Vilela (PSDB) e Ronaldo Lessa (PDT). Vilela é o atual governador e Lessa já foi governador. Este último leva a “vantagem” de receber apoio de Collor e Renan Calheiros. Vilela enfrenta sérios problemas na segurança pública do estado. 23 moradores de ruas foram assassinados em 2010, provavelmente por grupos de extermínio. Outro fato curioso nas Alagoas, para o eleitor tentar entender como é a política brasileira, houve um tempo em que Vilela apoiou Lessa e teceu elogios ao político-amigo. Agora, “descasca o abacaxi” contra seu oponente nas urnas. Não acredita? Veja você mesmo: http://www.youtube.com/watch?v=Sz-acZPfDuA

Amapá terá sua disputa entre Lucas Barreto (PTB) e Camilo Capiberibe (PSB). O estado viveu um drama antes da eleição. O atual governador, Pedro Paulo Dias (PP), que conseguiu apenas 13% dos votos e ficou em 4º lugar, foi preso pela Polícia Federal e passou 10 dias no xadrez. Barreto é apoiado por Sarney e Capiberibe é filho de João Capiberibe, ex-governador e ex-senador pelo estado. Foi cassado e tentava se eleger senador, mas sua candidatura ainda esta sub-judice. No Amapá, está “tudo em casa”.

No Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT) e Weslian Roriz (PSC) almejam o cargo de governador, já ocupado por José Roberto Arruda (DEM) que também tem uma “cana” registrada na sua ficha. Weslian Roriz é mulher de Joaquim Roriz, que não conseguiu fazer passar sua candidatura por causa da Lei da Ficha Limpa. Foi apelidada de “mulher laranja” depois de sua perfomance nos debates.

Goiás para mim terá a tarefa mais dura.  Marconi Perillo (PSDB) e Iris Rezende (PMDB). Não sei qual dos dois é pior, mas deixo esse problema para os eleitores goianenses (?). Ambos já foram governadores e eu me recuso a pesquisar no google a ficha desses senhores.

Pará: O ex-governador Simão Jatene (PSDB) quase levou no primeiro turno, mas deu sobrevida a candidata Ana Júlia (PT), atual governadora do estado. Tirando o fato de ambos dependerem do apoio do PMDB do candidato ficha suja (pelo menos até hoje, quando recurso será julgado no STF) Jader Barbalho, parece que não há grandes escândalos ligados aos candidatos.

Não há como negar que na Paraíba o resultado da eleição é um colírio para os amantes da democracia. Ricardo Coutinho (PSB) venceu o atual governador Zé Maranhão (PMDB) por uma diferença de pouco mais de 8 mil votos, o que representa 0,44%. Juntos, eles receberam 99% dos votos do Estado. Faltou 5 mil votos para que Coutinho levasse no primeiro turno. É um dos poucos que ainda não foi governador. Seu último cargo foi de prefeito de João Pessoa. A seu favor, se isso é possível, tem o seu partido, PSB, que teve no primeiro os dois governadores mais votados do país, ambos com mais de 80% dos votos.

No Piauí Wilson Martins (PSB), que era vice-governador e assumiu o cargo de governador quando Wellington Dias (PT) se afastou para concorrer ao Senado (e foi eleito) tenta, portanto, permanecer no cargo. Sílvio Mendes (PSDB) foi prefeito de Teresina e não terminou o mandato, se afastando para tentar comandar o estado. A curiosidade desse estado não está amparada por escândalos, mas o fato em que ambos os candidatos são médicos.

Em Rondônia a eleição será entre o prefeito de Ariquemes, Confúcio Moura (PMDB) e o atual governador do estado, João Cahulla (PPS), que também ascendeu ao cargo por conta da renúncia de Ivo Cassol (PP), que disputou e conseguiu uma das vagas ao senado. Um terceiro candidato, Expedito Junior (PSDB), não teve seus votos divulgados porque foi barrado pela Ficha Limpa.

Roraima terá que escolher se mantém no cargo o atual governador,  Achieta Júnior (PSDB) ou se elege o ex-governador, Neudo Campos (PP). Será que faltam opções para os roraimenses? Neudo Campos já foi até preso e Anchieta Júnior foi abordado por policiais federais recentemente em Boa Vista. O carro era do governo, mas a PF não sabia que o governador lá estava. Porque será que ele precisava usar carro “não oficial”? Havia denúncia de compra de votos.

Mas não pense vocês, eleitores dos estados acima, que a situação é ruim. Veja os exemplos que citamos agora.

São Paulo elegeu o PSDB que governa o estado há 16 anos.
Rio Grande do Sul elegeu Tarso Genro (PT), a quem tenho ressalvas próprias.
Maranhão deu mais um mandato para Roseana Sarney (PMDB).
Rio de Janeiro elegeu o “chorão” Sérgio Cabral (PMDB), a quem nunca vou perdoar pelas lágrimas derramadas por conta dos “ovos” do Pré-Sal.

Na verdade, todos nós precisamos de muita sorte para os próximos 4 anos. Uma boa eleição a todos.

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Arquivado em Eleições 2010

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