Onde reside o interesse americano

Existem muitos conceitos vigentes nos Estados Unidos que não são próprios para o nosso país ou o nosso cidadão comum. Por essas e outras é que nossa imitação do império yankee fica meio capenga, muitas vezes sem sentido.

Por essa mesma razão é que escrevi no Vivendocidade sobre alguns desses conceitos: o país como uma ideia, conceito de contribuinte. E agora, falaremos do conceito de capitalismo. Para variar, por outro foco, evidentemente.

Para os Estados Unidos, tudo é questão de oportunidade. Em cada situação que ocorre ao redor do mundo, eles são os principais interessados. Sabe porque? Um exemplo simples e rasteiro. Os Estados Unidos acabaram com a parca infraestrutura do Iraque, em busca de armas de destruição em massa que, ou nunca existiram, ou os iraquianos comeram, junto com areia e petróleo. Quando terminar a guerra e o Iraque for um país “livre” (sic) de novo, a infraestrutura precisará ser reerguida, não é mesmo? E quem vocês acham que vão reconstruir o Iraque? De graça é que não ser, eu amigo. Desta forma, fica mantido o ganho das empreteiras americanas. De vez em quando uma brasileira consegue uma parte dessa fatia. Durante a guerra Irã-Iraque construturas brasileiras atuavam no país.

Ser capitalista, acima de tudo, deve ser aquela pessoa ou corporação que saiba fazer dinheiro em qualquer situação. No popular, aquele que consegue tirar leite de pedra. Nem que para isso seja necessário destruir algo, para depois reconstruí-lo, mediante voltuosas quantias.

Por ocasião da divulgação dos documentos pelo WikiLeaks, tomamos conhecimento da preocupação dos americanos com a realização dos jogos olímpicos na cidade do Rio de Janeiro, em 2016. E eles se preocupam mesmo, como nestes trechos do telegrama de 24/12/2009 (traduzidos gentilmente por Google Tradutor + adaptação própria), intitulado “Jogos Olímpicos Rio 2016 – o futuro é agora”

Além de se preparar para as oportunidades que os jogos irão permitir às empresas dos EUA, o Governo dos EUA deveriam buscar o interesse do governo brasileiro para que houvesse uma parceria bilateral para o sucesso dos jogos nas áreas de intercâmbio de informações e segurança

Missão Brasil já começou e as agências em Brasília e Rio de Janeiro começaram a planejar um aumento significativo de pessoal, instalações e recursos que o envolvimento dos EUA nas olimpíadas exigirá

Dado o alto grau de interesse nas olimpíadas pelos brasileiros e os altos valores para a realização com sucesso dos jogos, já existem oportunidade para o governo dos EUA para prosseguir com a cooperação e outros objetivos mais amplos no Brasil

Os trechos citados acima são o que entendemos serem voltados aos interesses econômicos dos americanos no Brasil na realização dos jogos olímpicos. O telegrama é muito mais amplo e trata de vários outros assuntos que poderemos abordar em outros posts.

Por mais que eu tenha escrito no Vivendocidade que o que o WikiLeaks não tinha revelado nenhuma novidade, não há como ficar com a pulga atrás da orelha, tendo a absoluta certeza de que as práticas que só vemos em filmes existem realmente.

Imaginar que possa existir é uma coisa. Ter a certeza dessa existência é um pouco chocante, por mais teóricos da conspiração que possamos ser.

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