Balanço do governo Lula

Terminado 8 anos de governo do presidente Lula, todos nós nos achamos habilitados a fazer uma análise deste período, mesmo que não sejamos especialistas no assunto. É mais ou menos como ir ao estádio de futebol e achar que nossas análises são melhores que a do técnico e então xingamos, pedimos substituição e damos a receita para que o time possa vencer.

Eu classificaria o governo do presidente Lula como muito bom. Houve avanço na área social e muitas pessoas tiveram um leve aumento em seu poder de compra, principalmente por causa das inúmeras bolsas e auxílios criados pelo governo. A principal delas, a bolsa-esmola bolsa-família é uma das grandes responsáveis pela reeleição do Lula e pela vitória da Dilma.

Muitos empregos foram criados, apesar da crescente desqualificação do trabalhador brasileiro, e muitos jovens (alguns mais velhos) puderam ingressar na faculdade e cursar o ensino superior, obtendo assim seu diploma, afinal, não é todo mundo que tem a honra de receber, como primeiro diploma, o de presidente da república.

No entanto, o governo Lula pecou muito na área da justiça. Para que amigos fossem beneficiados, a lei foi jogada fora, rasgada e jogada na lata do lixo, e muitas vezes quem fez isso foi o então ministro da justiça, Tarso Genro. Antes deles, Márcio Thomaz Bastos também nos envergonhou.

O ex-presidente Lula é do tipo que usa o expediente “Aos amigos tudo, aos inimigos a lei”. Expediente típico de esquerda que se diz perseguida, mas que rompe todas as barreiras do direito para impor sua vontade. Essa é a famosa ditadura democrática.

Com o governo do PT, o sentimento de querer participar de jogatinas aumentou. A criminalidade ficou mais a vontade, principalmente por causa da impunidade, acobertada pelo presidente. Mas isso, meu caro, só se você fazer parte do time dele.

Exemplos claros são a presença de Antônio Palocci no governo Dilma e o fato recente, que tomei conhecimento hoje, de que Lula defende a volta de Delúbio Soares, ex-tesoureiro de campanha expulso do PT, ao partido.

Mas o nobre leitor pode me questionar: “Mas e o Alckmin que acaba de nomear um pessoa que já foi condenada por improbidade administrativa?” Não pense que eu esqueci desse fato, e para piorar, por ter elevada estima e confiança no governador de São Paulo, só posso fazer papel de desapontado. Mas nem tanto, afinal repeti mais de uma vez que PSDB e PT são farinha do mesmo saco. Eu até defenderei a fusão do partido, em artigo posterior.

Sendo assim, nobre leitor, o que poderemos fazer para tentar forçar a mudança da mentalidade de nossos políticos? Nós não temos força, a não ser naquela maquininha que usamos esporadicamente em domingos de outubro e novembro. Você ainda tem dúvida de que ela é nossa única saída? Acho que sim, visto os resultados das eleições no Rio de Janeiro, Maranhão, Rio Grande do Sul e por que não, São Paulo.

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Arquivado em Cotidiano Nacional

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