Arquivo do mês: março 2011

Porque defendo a bomba atômica

Em um recente artigo no Vivendocidade, enquanto falava da mudança da postura de nossa política externa, acertadamente ajustada pela presidente Dilma e pelo Chanceler Patriota, introduzi um assunto extremamente polêmico e que em primeiro momento parece mais uma loucura do que algo pensado e refletido. Enfim, eu sugeri que o Brasil deveria ter a bomba atômica.

Diferentemente de um amigo que adoro argumentar e se fosse escrever esse artigo, três folhas para ele seria pouco, eu vou ser curto e grosso e o caro leitor é que vai fazer o favor de pensar sobre o assunto.

Hoje, os EUA e companhia atacam a Líbia em nome do povo líbio. De fato o coronel Kadhafi está promovendo um massacre, mas na verdade ele nada mais vez do que dar brecha para os americanos despejarem toneladas de bombas e mísseis sobre suas instalações militares e em quem mais estiver por perto.

Os americanos, que acham que a medicina europeia ainda usa sanguessuga, acredita que o resto do mundo ainda viva na idade média e por isso mesmo pensam que são os mais esperto de todo o mundo. Já diz o ditado: “o mal de todo esperto é achar que todo mundo é bobo”. Resumindo: os americanos estão de olho no petróleo, é óbvio e fico até vexado de tocar nesse assunto, e também na reconstrução da Líbia, afinal, as construtoras americanas estão precisando de um reforço de caixa. Isso é o beabá e deveria ser ensinado no ensino fundamental.

Mas e a bomba atômica brasileira? Vamos por partes: os EUA atacaram a líbia dizendo que civis estavam sendo atacados pelo ditador e para defendê-los, foi necessário a intervenção militar.

Mas vamos ao Brasil. Com todo nosso novo potencial petrolífero e nossas reservas de água doce, os EUA, no futuro, poderão dizer que o Brasil não respeita seus cidadãos, porque boa parte vive em condições precárias e muitos estão na pobreza absoluta, morrem de fome, crianças abandonadas, crime organizado, etc, etc, etc. Isso é muito mais motivo do que a Líbia deu para eles encostarem seus portas-aviões na região e mandar fogo.

Teoria da Conspiração? Sim, uma baita de uma teoria, tão clara quanto a luz solar, mais cristalina do que a água do aquífero Guarani.

E por todos esses motivos expostos, além daqueles já mencionados no Vivendocidade, ter uma bomba atômica para nossa própria proteção será a única saída para tentar garantir nossa independência e soberania.

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Arquivado em Cotidiano Nacional, Teoria da Conspiração

Serviço público: 6 horas são suficientes

Alguns órgãos do governo, senão todos, deveriam adotar a jornada de 6 horas de trabalho, sem redução de salário.

É claro que aqueles que não se dão à própria mente alguns segundos apenas, vão dizer que funcionário público é vagabundo, que não gosta de trabalhar, que tem muitas vantagens e tudo mais. Obviamente essa mesma pessoa não espera que eu acredite que ela seja diferente desse perfil.

Talvez o contribuinte não saiba, mas se o governo abrir mão de duas horas diárias, mesmo que não reduza os salários de seus servidores, fará uma economia extraordinária.

Imagem de Edgar Lisboa

Seis horas diárias são mais do que suficiente para quem há 20 anos faz a mesma coisa. Sobra tempo inclusive para que essa pessoa, apesar de muito tempo, ainda achar que está perto de melhorar a forma de trabalhar, coisa que ela tenta há pelo menos 20 anos.

Os benefícios que todos os contribuintes terão com essa redução é quase imensurável: redução do trânsito no horário de pico; diminuição da perda de tempo a procura de uma vaga para estacionar; redução da lotação dos ônibus, trêns e metrô; redução das filas para almoçar, pois muitos vão preferir ir para casa; redução do consumo de água, energia elétrica e telefone; descongestionamento das redes de internet, com a redução considerável do envio de spams; economia de insumos como papel, papel higiênico, sabonete líquido, café, açucar, bolachas. Mas o principal ganho da população seria a diminuição do tempo em que lhe é prestada um péssimo serviço. Ao inves de ser mal atendido por 8 horas, seria mal atendido “apenas” 6 horas diárias.

É engraçado como as pessoas que atualmente chegam ao cargos mais altos da administração pública tenha mais de uma faculdade, várias especializações, mestrados, doutorados, não consigam visualizar esse filão que é a redução das horas trabalhadas. Ao inves disso eles se preocupam com placas de estacionamentos, com nomenclatura de cargos e com trâmites processuais sem fim que impedem, por exemplo, o serviço público de receber por doação uma muda de planta. O processo demorou tanto, que quando se deram conta que poderiam receber a muda, a planta já tinha pelo menos 1,20m de altura.

Inteligência se mede pela grossura do memorial? Acho que não. Mobilizem-se em suas unidades administrativas e lutem pela jornada de 6 horas de permanência em seu local de trabalho. Mesmo porque, seu eu falar que são 6 horas de trabalho, tem gente que vai começar a tremer e passar mal.

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Mau uso do dinheiro público no carnaval

Existem inúmeros exemplos do mau uso do dinheiro público em diversas áreas e essas notícias estão veiculadas nos principais jornais pelo menos uma vez por semana, se não for mais.

Mas hoje quero falar de um mau uso que eu percebi rapidamente em uma reportagem enquanto esperava a apuração das notas das escolas de samba de São Paulo. Como não assisti nenhum desfile em SP, minha curiosidade é de carater meramente estatístico.

A imprensa informou que as urnas ou envelopes contendo as notas dos jurados eram guardadas por policiais militares e que seriam conduzidas ao sambodromo através de escolta policial.

Isso é simplesmente um absurdo que deveria ser apurado pela Corregedoria da Polícia e Ministério Público.

Onde já se viu tirar policiais e viaturas das ruas para cuidar de notas de escola de samba? Que país é esse? (não respondam, please). Para mim configura-se em um dos maiores absurdos e deveria ser proibido a partir de hoje.

O mais correto seria que a Liga das Escolas de Samba recolhesse dinheiro das escolas para financiar uma segurança privada para cuidar dessas urnas, que não tem o menor valor para grande parcela da população, leia-se, contribuinte.

O Cotidiano Nacional estudará nos próximos dias se entrará com uma representação na Secretaria de Segurança Pública e no Ministério Público sobre a utilização de força policial para algo que não é de nenhum interesse público comum

É quase fazer com que a PM se torne, naquele momento específico, uma guarda patrimonial, cuidando dos interesses de poucos, mas sendo financiada por muitos, que certamente precisariam destes policiais e destas viaturas em quaisquer outras circunstâncias.

E isso serve também para a guarda municipal, se esta também foi utilizada no evento para o fim destacado em nossa reportagem.

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A imprensa esportiva paulista

Faz tempo que gostaria de falar da imprensa esportiva paulista, mas faltava vontade e até mesmo disposição.

Mas neste carnaval, não tem como não comentar o fato de que os jornalistas que cobrem o futebol paulista ficaram meio sem saber o que dizer, ou mesmo o que falar. Uma pequena nota no fim da coluna de Benjamin Back (que eu nem acho tão imbecil, tem piores) definiu o incômodo.

Ele escreveu assim: “Por que a Globo não transmitiu Linense X Corinthians e por que a Band passou Fla e Olaria para São Paulo?”

Antes de tentar responder a pergunta do Back, preciso lembrar que a imprensa esportiva paulista é ridícula, medíocre, recheada de “profissionais” que eu não consigo classificar de outra forma. Não vou citar nomes, mas não é por medo, é para não cometer injustiças e não listar todos os ridículos que tentam convencer o país sobre a supremacia do futebol paulista.

A título de exemplo, podemos citar o Neto, que já colocou mais de 3.500 jogadores na seleção brasileira. Em cada jogo que ele transmite, pelo menos uns 3 jogadores de cada time deveriam ter uma vaga na seleção. Desde jogadores do Corinthians, Palmeiras e São Paulo até jogadores do São Bernardo, Santo André e Linense.

É simples, meu caro Benjamin Back. Talvez a Globo e a Band tenham percebido que passar jogo do Corinthians contra ninguém não é tão interessante quanto eles imaginavam que fossem. Tentar convencer o país de que a torcida do Corinthians é maior que a do Flamengo já foi uma das batalhas perdidas pela Globo. Antes, todo o resto do país assistia jogos emocionantes, jogos que valiam alguma coisa, enquanto que São Paulo aturava partidas sonolentas do Corinthians contra qualquer time. Era o fim da picada.

Espero verdadeiramente que as TV´s levem mais a sério a questão da audiência e passe jogos que realmente sejam rentáveis para ela, ao invés de ficar investindo no cavalo paraguaio corinthiano. Conheço mais de uma pessoa que desligaria a TV se fosse obrigado a assistir Corinthians X Linense, que por causa do estado do gramado, parecia mais um jogo do “Desafio ao Galo”.

Felizmente a Band se tocou e passou o jogo do Flamengo. Já a Globo, desencanou de vez e passou um filme. Perder para o Flamengo é normal, mas perder para um filme, ah sim, é o fim. Só mesmo sendo um bando de loucos.

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Carnaval 2011

O carnaval , do literal “prazeres da carne”, desponta em todo país como uma das festas populares mais festejadas em todo o país.

O carnaval do Rio de Janeiro está no Guiness Bock como o maior carnaval do país.

Criado para que todos se fartassem antes dos 40 dias de jejum instituído pela Igreja Católica no século XI, o carnaval nos dias atuais deve servir para muitas outras coisa.

Os brasileiros estão começando a fazer a declaração do imposto de renda e descobrindo que vão restituir menos do que o esperado; o Banco Central aumentou os juros e apertou o crédito, enquanto vários brasileiros estão emperrados em dívidas feitas em tempos mais acreditáveis; O novo Congresso começou agora e os deputados ganharam um super aumento de salário; Tiririca foi parar na comissão de Educação e João Paulo Cunha na de Ética; a maioria dos funcionários públicos pararam de trabalhar na sexta-feira e só retornam na próxima quinta. Existem alguns que conseguiram emendar a semana inteira.

Penso que devemos aproveitar o carnaval e esquecer todas essas mazelas. Sim, em parte, é para isso que serve o carnaval.

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Esquerda atônita

Sim, nobre leitor. A antes barulhenta esquerda brasileira está, já faz um tempo, diga-se de passagem, atônita com o desenrolar dos acontecimentos.

Para quem não sabe, estar atônito significa que está sem reação, ou que não sabe como lidar com a situação. É exatamente assim que estão os militantes do PT e demais partidos ditos de esquerda.

Mas antes de continuar esse devaneio, vale lembrar que esquerda e direita vigorou no Brasil, se muito, até 1984, com o fim da ditadura. Naquela época ainda era possível separar a direita militarizada da esquerda mulambenta. Atualmente, não é possível separar a direita peessedebista da esquerda petista. Farinha do mesmo saco, insisto.

Os recentes demandos da presidentE Dilma Roussef em relação às promessas de campanha (pasmem, ainda tem gente que acredita nisso), os cortes do orçamento por causa dos gastos excessivos e desnecessários do ex-presidente (que prazer escrever isso) Lula e a recente aliança entre DEM e PC do B em São Paulo fizeram esquerdistas mais ferrenhos a terem espasmos. Foi hilário, apesar de tudo.

Isto posto, gostaria de deixar um recado para os que acham que são de esquerda e os que acham que são de direita. Acordem para cuspir. Aqui no Brasil só existe interesse político. Por interesse político, eles são capazes de unir Deus e o diabo.

Dilma Roussef continuará decepcionando a todos nós, e algumas vezes agradando a muitos de nós também, porque não? Só não quero que os partidários de PT e PSBD continuem achando que são de times opostos.

Vocês não são!

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