Arquivo do mês: abril 2011

A morte do centro de São Paulo

Sempre fui um defensor ferrenho do centro da cidade de São Paulo. Incentivava meus amigos a olharem para o centro com outros olhos e até dava dicas de como perambular pelo centro sem ser incomodado pelas mazelas que lá existem.

Para mim, o centro é e sempre será a alma da cidade. É lá onde tudo começou e que a história vai sendo desnudada conforme andamos pelas ruas e galerias da cidade. Mas em sendo a alma da cidade, nem mesmo o diabo quer aceitá-la no inferno.

O local está entregue às prostitutas, travestis, drogados e algumas outras tribos que confesso não saber classificá-las. E não estou falando isso porque vejo na TV não. Eu passei por prostitutas, por travestis (gente feia, viu) e dois usuários de crack, ali, na minha frente, sem o menor constrangimento. Constrangido fiquei eu de passar na mesma calçada. Poderia estar atrapalhando, não é mesmo?

Só espero que ninguém venha reclamar que eu estou discriminando esse ou aquele grupo. Eles fazem isso por si próprio, não precisam que ninguém os discriminem. É como empurrar bêbado em ladeira.

Será com muita insatisfação que eu deixarei de frequentar o centro da cidade de hoje em diante. A menos que as autoridades parem que falar besteira e realmente façam alguma coisa. Porque falar de revitalização do centro eu escuto desde 1994.

Bom, vamos ao cenário político para ver se eu poderei em breve voltar ao centro de São Paulo: nosso atual prefeito é o Gilberto Kassab, ex-DEM e atual PSD (sic). Dois candidatos conhecidos à prefeitura são Netinho de Paula e Gabriel Chalita. Dito isso, vou armazenar o maior número de fotos do centro, porque voltar a pisar lá, com o cenário apresentado, só mesmo nas minhas fantasias.

É simplesmente uma pena ver o centro da maior cidade do país nessas condições. É de quase chorar.

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Vida fácil X Preservação do meio ambiente

O que você tem feito ultimamente para contribuir com a preservação do meio ambiente? Ir na feira e levar sua sacola e recusar embalagens plásticas é uma boa. Separar o lixo de casa, ao menos o seco do molhado (orgânico e não recicláveis) já é alguma coisa também. Mas não esquece de encaminhá-lo a um local de reciclagem ou ao menos de coleta.

Você que tem um terreninho em casa, já plantou sua horta, construiu seu sistema artesanal de coleta de água da chuva, uma composteira e aquecimento de água do chuveiro também artesanal?

Também é possível recolher o óleo de cozinha usado, entregar em postos de coleta ou utilizar uma simples receita para fazer sabão (não precisa nem de gatos nem de cachorros). Já foi para o seu trabalho de bicicleta ou de transporte público? Reduziu consumo de água e eletricidade? E consumo em geral?

Dá trabalho tudo isso, não dá?

Contra isso temos inúmeras outras opções que não vou, nem por decreto, mencionar. Mas você já experimentou comer sopa de copo. Esquenta a água, coloca no copão, espera três minutos e manda ver.

As vezes fico pensando o quanto é difícil preservar ou mesmo fazer qualquer tipo de coisa que exija esforço e dedicação. Não só em questão do meio ambiente, mas na própria preservação da nossa saúde.

O que é preciso para convencer as pessoas da necessidade de colocar em prática todos os exemplos que citei acima? O que é preciso para nos convencer disso?

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A queda de braço entre Petrobrás e Ministério da Fazenda

Nesta semana que passou com tantos acontecimentos ao redor do globo, gostaríamos de mencionar a queda de braço entre o ministro da Fazenda e o presidente da Petrobrás.

Infelizmente a presidente Dilma Roussef resolveu mantê-los, pois são remanescente do governo Lula, o que mostra ou uma ausência de pessoas competentes para os cargos ou simplesmente a questão partidário, que é muito mais óbvio. Imagina que alguém está preocupado com competência nessa altura do campeonato. Não que eles não sejam, mas outros poderiam ocupar seus respectivos cargos.

Mas a queda de braço entre Gabrielli e Mantega nada mais é do que um teatro de bonecos, que sinceramente, não tenho capacidade de entender para que serve. Tanto um como outro não devem parar seus carros para abastecer nos postos de gasolina.

Já o nobre leitor, tenho certeza que sabe e também não consegue entender porque um disse que a gasolina vai aumentar e o outro diz de pé junto que não haverá aumento.

Só que a gasolina já aumentou. Alguém de Brasília poderia fazer o favor de mandar um recado para eles?

Sim, a gasolina aumentou. Tenho uma planilha dos meus gastos com combustível e digo para você que a gasolina está muito cara, pelo menos 9,75%. A média do preço do combustível (gasolina comum) em abril está em R$ 2,589 contra R$2,359 em fevereiro.

Então quero mandar um recado para José Gabrielli da Petrobrás e Guido Mantega da Fazenda: CALEM A BOCA!!!!

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“Só não estuda quem não quer”

Com essa afirmação, a presidente que me recuso a escrever o nome deu o tom da entrevista no diário “Café com a Presidenta”, ao falar das políticas públicas e sobretudo sobre as regras do financiamento estudantil.

Longe de mim, entretanto, falar mal das medidas governamentais em favor do ensino. O objeto de nossa crítica é justamente essa necessidade que esta república tem que querer amparar em todos os meios, seus cidadãos. De fato, ao fomentar todo o modo de vida, educação, saúde alimentação e outros temas, estamos criando uma geração incapaz de fazer escolhas, como se fossem crianças mimadas que choram pra mãe quando não recebem o que querem na hora que querem.

No que se refere às crianças, desde a invenção do politicamente correto, primo-irmão da psicologia infantil, temos a chance de alimentar ditadores em miniatura, calando suas bocas com os mais variados (e caros) presentes.

Ousamos dizer que nosso país sofre do mesmo mal, onde grupos específicos – dentre os quase 200 milhões de habitantes que sofrem de algum tipo de problema relacionado à cidadania – se aproveitam da bondade alheia para causarem danos enormes aos nossos próprios bolsos, sem contar aos deles mesmos.

Vemos isso em toda campanha de arrecadação para ajudar as vítimas de alguma trajédia; todos os dias no trânsito, quando algum espertinho corta pela direita falando ao celular ou sem cinto de segurança; ou no caso recente, na cidade mineira de SSão Joaquim das Bicas.

O “maior programa de transferência de renda de nunca antes da história dos últimos anos” realizou depósitos indevidos nas contas de servidores municipais, 140 casos, desde declarações falsas de renda, endereços de parentes ou amigos para não mostrar maior poder aquisitivo e quem sabe mais que tipo de fraude!

Quando o executivo anuncia o Bolsa Família, o faz em frações e com frases de efeito tais como: “Com os cento e pouco reais que a família do seu fulano ganha, dá para comprar mais leite” ou “O Bolsa Família paga menos de sei lá quantos reais, o que parece pouco, mas é muito para aquela gente” e outras parecidas.

Mas se “esquecem” de dizer qual o tamanho da conta que temos que pagar por isso.

Questionados sobre esses problemas, nossas autoridades parecem estar fora do mundo, na terra abençoada de Aman, lar dos altos-elfos e intocada de todo o mal que há na Terra.

Do alto de suas montanhas, com afirmado pelo vereador paulistano Carlos Apolinário (DEM): “são um bando de senhorinhas que não têm o que fazer e vêm aqui dar nota para nosso trabalho”, ao comentar sobre a avaliação feita pela ONG Voto Consciente, que acompanha os trabalhos na Câmara de Vereadores desde 2004.

Que que se pode fazer?

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Arquivado em Cotidiano Nacional, Vivendocidade