“Só não estuda quem não quer”

Com essa afirmação, a presidente que me recuso a escrever o nome deu o tom da entrevista no diário “Café com a Presidenta”, ao falar das políticas públicas e sobretudo sobre as regras do financiamento estudantil.

Longe de mim, entretanto, falar mal das medidas governamentais em favor do ensino. O objeto de nossa crítica é justamente essa necessidade que esta república tem que querer amparar em todos os meios, seus cidadãos. De fato, ao fomentar todo o modo de vida, educação, saúde alimentação e outros temas, estamos criando uma geração incapaz de fazer escolhas, como se fossem crianças mimadas que choram pra mãe quando não recebem o que querem na hora que querem.

No que se refere às crianças, desde a invenção do politicamente correto, primo-irmão da psicologia infantil, temos a chance de alimentar ditadores em miniatura, calando suas bocas com os mais variados (e caros) presentes.

Ousamos dizer que nosso país sofre do mesmo mal, onde grupos específicos – dentre os quase 200 milhões de habitantes que sofrem de algum tipo de problema relacionado à cidadania – se aproveitam da bondade alheia para causarem danos enormes aos nossos próprios bolsos, sem contar aos deles mesmos.

Vemos isso em toda campanha de arrecadação para ajudar as vítimas de alguma trajédia; todos os dias no trânsito, quando algum espertinho corta pela direita falando ao celular ou sem cinto de segurança; ou no caso recente, na cidade mineira de SSão Joaquim das Bicas.

O “maior programa de transferência de renda de nunca antes da história dos últimos anos” realizou depósitos indevidos nas contas de servidores municipais, 140 casos, desde declarações falsas de renda, endereços de parentes ou amigos para não mostrar maior poder aquisitivo e quem sabe mais que tipo de fraude!

Quando o executivo anuncia o Bolsa Família, o faz em frações e com frases de efeito tais como: “Com os cento e pouco reais que a família do seu fulano ganha, dá para comprar mais leite” ou “O Bolsa Família paga menos de sei lá quantos reais, o que parece pouco, mas é muito para aquela gente” e outras parecidas.

Mas se “esquecem” de dizer qual o tamanho da conta que temos que pagar por isso.

Questionados sobre esses problemas, nossas autoridades parecem estar fora do mundo, na terra abençoada de Aman, lar dos altos-elfos e intocada de todo o mal que há na Terra.

Do alto de suas montanhas, com afirmado pelo vereador paulistano Carlos Apolinário (DEM): “são um bando de senhorinhas que não têm o que fazer e vêm aqui dar nota para nosso trabalho”, ao comentar sobre a avaliação feita pela ONG Voto Consciente, que acompanha os trabalhos na Câmara de Vereadores desde 2004.

Que que se pode fazer?

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Arquivado em Cotidiano Nacional, Vivendocidade

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