Arquivo do mês: dezembro 2011

Os últimos rojões de 2011

Em um ano de esmorecimento na luta contra a mesmice, abraçada desde a criação do Cotidiano Nacional, vamos terminá-lo como o próprio 2011 está terminando: chuvoso!

O ano de 2011 foi marcado por mudanças em todas as áreas possíveis e imagináveis, sejam do coletivo, seja do individual, e até do Cotidiano Nacional.

O Brasil viveu momentos novos, com a primeira presidente mulher, com destaque na economia, enfrentando de frente a crise global, causada pelo fracasso do Euro e da falta de agilidade da economia americana. Em contra partida, inúmeros ainda são os problemas sociais, e imensurável a corrupção, dentro e fora do governo. Se pesar na balança, demos 1 passo a frente e uns três atrás. De forma também se avança, mas bem devagar.

E para fechar o ano falando de tudo e falando de nada, vamos resgatar o modelo da nossa série de muito sucesso no passado, a “Apanhado Geral da Situação“.

– Talvez o que tenha mais marcado o ao de 2011 foram as inúmeras manifestações, sobre os mais diversos assuntos, que começaram ou ganharam força na internet, através do microblog Twitter ou da rede social Facebook.

– E toda essa movimentação vai fazer com que eu seja mais seletivo com meus “amigos” no Facebook. Eu não quero passar o ano recebendo pedidos de adoção de cachorro, ou casos de maus tratos contra animais, nem manifestações contra Belo Monte, muito menos discutir sobre homossexualismo. E quando começar o BBB então, tenho certeza que a foice vai fazer valer no Facebook. Porque isso? Porque a timeline e minha e o facebook é meu. Eu ainda quero ter o direito de ler e ver o que eu quiser. Há muitos anos eu desliguei a TV e não vai ser difícil desligar o Facebook.

– Na política, o grande destaque foram as quedas dos ministros da Dilma. Uma coisa precisa se dizer: a presidente não permitiu que ninguém se escondesse embaixo da sua asa, e simplesmente ceifou os corruptos do governo. Nesta área, se mostrou incorruptível, mas se vendeu para bancadas que pensam ser influentes. São influentes só mesmo dentro de suas respectivas áreas de atuação, cheia de gente ignorante.

– Também é necessário destacar as doenças da Dilma, e mais recentemente de Chavez, Morales, Lula e Cristina. Segundo Chavez, os EUA são os responsáveis por essas doenças, por algo que devem ter colocado em suas águas.

– Em outros tempos eu diria que Chavez bebeu, fumou, cheirou e comeu com farinha. Mas levando-se em conta o histórico de conspirações americanas, vai saber.

– Estou um livro, de ficção é verdade, que conta como o homem realmente chegou à Lua, em um deserto americano e que JFK teria forjado seu assassinato, usando um sósia, para viver em uma ilha paradisíaca com o grande amor da sua vida: Marilyn Monroe.

– Não pensem que eu engoli a história do acidente na base de Alcântara, no Maranhão. Parece que tem dedo estadunidense nessa história e eu sou um entusiasta das teorias da conspiração.

– Destaques nos esportes e nas tragédias mundiais são irrelevantes aqui. As coisas vão continuar como sempre foram. Algumas mudanças dependem mais de atitudes isoladas do que do conjunto. Deveria ser o contrário, mas infelizmente não é.

– Não poderia terminar esse ano sem falar da ilusão que é o combate ao crime no Rio de Janeiro. Prendem um cara, invadem uma favela e no outro dia tá todo mundo falando que agora tem paz. Que pena que dá dessas pessoas.

– O retrato da mediocridade carioca é o carnaval que já começou antes mesmo de 2011 bater as botas anunciando o carnaval. É um círculo vicioso, ano após ano, e que desamina qualquer um.

– E a quem interessar possa, já é ano novo em Samoa, Kiribati (que deverá desaparecer com os efeitos do aquecimento global, que na verdade não existem) e na Austrália.

– É engraçado parar para escrever sobre o ano e perceber que retrospectiva não serve para nada. Falamos que devemos aprender com os erros do passado. Não vejo ninguém aprendendo nada, e a vezes acho que cada um precisa quebrar a sua própria cara.

Porque algo que aconteceu uma, duas vezes, não significa que irá acontecer uma terceira. E o que serve para um povo, um cultura, uma mente, não serve para todos os povos, todas as culturas e todas as mentes.

Não devemos parar os homens, que movidos por duas coisas: experimentar e descobrir.

Que venha 2012.

Veja fotos do ano novo ao redor do mundo (G1)

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Arquivado em Cotidiano Nacional, Série Apanhado Geral da Situação

O Twitter, o Facebook e as redes sociais

Não é de hoje que as pessoas confundem redes sociais, microblogs e afins. E nem sei porque há essa confusão, porque para mim são de uma claridade solar.

O Twitter é um microblog. Imagina que vc goste de ler centenas de blogs, e que teria que abrir um por um, endereço por endereço. Ficaria chato e vc não conseguiria ler todos. O Twitter permite que você leia vários microblogs em um só lugar: a timeline.

Em tese, só lemos aquilo que nos interessa, correto? Então porque tem aqueles que ficam mandando o “segue que eu te sigo”? Eu só leio o que me interessa. Alias, é o principal mote do Twitter.

O Facebook sim é uma rede social, que serve para juntas pessoas, separar pessoas, e fazer amigos. Em tese deveríamos aceitar somente pessoas do nosso círculo de amizade, mas acaba entrando “vizinhos” para jogos e um sem número de pessoas. Mas porque? Será que é bonito ter muitos amigos no Facebook?

Precisamos é transferir para as mídias sociais certa reserva que temos no dia a dia em relação ao que “somos obrigados” a ler ou ver. Funciona mais ou menos como a televisão. Não agradou, mude o canal ou desligue a TV.

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Para que serve a Controlar?

Para aqueles que não são da cidade de São Paulo, saibam que aqui é feita, anualmente, uma inspeção veicular em todos os carros para saber se estão poluindo demais ou de menos. Essa inspeção é obrigatória, mas apenas para os carros registrados no município de São Paulo.

A Controlar é uma empresa privada que foi escolhida através de licitação realizada pelo Prefeitura de São Paulo. Só lembrando, sabe-se lá como, o prefeito é o Gilberto Kassab, que era do DEM e capitaneou a fundação do PSD.

Preocupado com o meio ambiente, pelo fato de trabalhar e passear sempre na cidade de São Paulo e ainda ter um carro antigo, quase um modelo de colecionador, fiquei preocupado em saber se o carro está poluindo muito o meio ambiente. No entanto, como meu carro não é registrado na Capital, eu não sou obrigado a fazer a inspeção. Pelo menos não por enquanto.

Eis que, como cidadão responsável e sabedor de meus direitos e deveres, e levando-se em conta que a maior parte dos meus quilômetros são rodados dentro dos limites da capital paulista, entrei em contato com a Controlar através do chat disponível em sua página na web. A intenção era realizar a inspeção em meu veículo – mesmo não sendo obrigado -, pagar a respectiva taxa e receber o veredicto. Informei ao atendente do chat meu anseio para saber as “condições ambientais” do meu carro, e disse do detalhe, do não registro por São Paulo.

Tamanha foi minha surpresa ao ser informado que a Controlar “não disponibiliza esse serviço”. Ou seja, eu quero saber se meu carro está poluindo, mas a Controlar não disponibiliza esse serviço. Então, o que eles fazem? E porque cobram mais de R$ 60,00 por um serviço que não disponibiliza.

Não ficando contente, o atendente (que preservarei o nome porque ele deve ter contas a pagar) me aconselhou a procurar um mecânico de confiança. E porque os paulistanos não podem procurar também um mecânico de confiança para verificar a questão das emissões? Eu perguntei isso e a resposta foi que para os carros de São Paulo a inspeção é anual e obrigatória.

Pode ser que eu tenha entendido tudo errado ou que o atendente se confundiu com a minha pergunta. Pode até ser, mas tenho que lembrar que os bens do prefeito Gilberto Kassab estão bloqueado pela justiça, que já mandou o contrato com a Controlar ser cancelado e que uma nova licitação, limpa desta vez, seja feita para contratar uma outra empresa.

E sendo feita uma nova licitação, quem sabe a nova empresa realmente disponibilize o serviço de inspecionar os veículos de São Paulo para medir suas emissões e não somente cobre dos motoristas sessenta e poucos reais.

Apenas para lembrar e finalizar, o valor da inspeção cairá para R$ 44,00, mas curiosamente, a Controlar, que não disponibiliza o serviço de medir emissões de carros que não tenham placa de São Paulo, irá contestar o valor, alegando que tem custos.

Mas o pior disso tudo é que, muito em breve, provavelmente eu serei obrigado a fazer a inspeção. E quando for obrigado, será que eles já estarão disponibilizando o serviço para o meu carro. Será que o que impede de ser feita a inspeção no meu carro é a placa do carro?

Chega a ser hilário que o lema da empresa seja “Ajudando a melhorar o ar de São Paulo”.

 

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Os hidrômetros do governador Geraldo Alckmin

No último dia 5 de novembro o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), entregou simbolicamente as chaves de um empreendimento gerenciado pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano) para funcionários públicos do estado, num programa que visa aproximar o servidor de seu local de trabalho.

Nenhum mérito para o governador e para sua companhia de habitação, que além de não fazerem mais que sua obrigação, estão atrasados com o empreendimento em pelo menos 3 anos, ou mais.

Mas os problemas não param por ai. Hoje, 10 de dezembro, mais de um mês depois da cerimônia simbólica, nenhum morador tomou posse de sua unidade. O principal entrave à entrada dos moradores é um problema com os hidrômetros, aparelho que mede o consumo de água. Detalhes a parte, vamos para o “jogo sujo” do governo, para justificar o título deste artigo.

No discurso do governador, na presença de seus “colegas” servidores do estado e de várias outras autoridades (secretários, deputados, vereadores, prefeito, etc), foi dito bem claro que os apartamentos teriam leitura remota do consumo de água, uma inovação para prédios construídos pela CDHU, que em sua maioria tem carater social.

De fato esse empreendimento é um diferencial no “cardápio” da CDHU, que sempre constrói prédios de 4 ou 5 andares, sem elevador. Neste caso, são 4 torres de 11 andares cada uma.

Mas vamos nos ater aos fatos. O discurso do governador consta da página oficial do governo do estado e foi editado, porque lá não está mais a menção da leitura remota. Mas como não poderia deixar de ser, o serviço foi “porco”, para variar. O governador também menciona a presença de quadra poliesportiva no condomínio. Não tem quadra poliesportiva nenhuma. Ele se confundiu com uma quadra particular, dessas que alugam para grupos, que tem ao lado de um dos empreendimentos. Erro primário e amador, para um governador tão experiente.

Tudo isso acontece por um motivo simples: a nomeação política para cargos de assessores faz com que o governador fique cercado de incompetentes e faça um papelão desses. Fala o que não sabe, e quando alguém descobre a lambança e vai fazer uma “maquiagem” acaba ficando pior. É lamentável que tudo isso aconteça.

A expectativa é que os moradores que agora compõem o corpo diretivo do condomínio, que estão fazendo um trabalho excelente, resolvam da melhor maneira possível a questão da medição da água e não desistam de acionar o governo na justiça para que eles cumpram com o propagandeando.

Ano que vem é ano de eleição e vamos pagá-los na mesma moeda. É ótimo para conseguir o que precisamos.

Não fui eu que falei bobagem no dia da inauguração do condomínio.

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O paradeiro dos projetos ambientais estratégicos

Menos de 24 horas depois de reclamar sobre o destino dos projetos ambientais estratégicos da Secretaria de Meio Ambiente do estado de São Paulo,  fomos contatados pelo  órgão para maiores esclarecimentos.

A assessoria de imprensa da SMA nos encaminhou email explicando as mudanças ocorridas, basicamente por término de projetos, mudanças na estrutura das Secretarias e também pelo fato da nova gestão ter “características e potencialidades próprias”.

Leia o email da assessoria de imprensa da SMA na íntegra:

“Olá Alexandre, boa tarde!

Gostaríamos de esclarecer, em nome da Secretaria do Meio Ambiente e do Governo do Estado de São Paulo, que não cancelamos os 21 Projetos Estratégicos, elaborados na gestão anterior, mas é importante ressaltar que cada administração adota uma estratégia, com características e potencialidades próprias. 

Alguns desses Projetos já haviam sido concluídos na administração anterior – como o “Cenários Ambientais 2020” e a “Reforma Administrativa”.

Em 01 de janeiro de 2011, a gestão dos recursos hídricos saiu da SMA e passou para a Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos, com isso, os projetos “Cobrança pelo Uso da Água”, “Mananciais” e “Onda Limpa” saíram da nossa responsabilidade direta. 

No entanto, continuamos participando do Sistema de Gerenciamento dos Recursos Hídricos ativamente. Quanto à fiscalização e monitoramento da qualidade das águas, essas atividades continuam com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB.

Um novo projeto de educação ambiental foi estruturado e entrará em vigor no ano letivo de 2012, parceria entre SMA, Secretaria de Educação e Fundação Padre Anchieta. As demais atividades continuaram, como o “Ecoturismo”, “Serra do Mar”, entre outros, e novos projetos ganharam destaque na gestão do secretário Bruno Covas: “Economia Verde”, os projetos de “Pagamento por Serviços Ambientais (PSA)”, o “Programa de Parceria para as Unidades de Conservação” e a ampliação dos planos de “Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE)”.

O antigo “Projeto Município Verde Azul”, não só foi incorporado como ampliado para “Programa Município Verde Azul”.

Neste momento nosso site encontra-se em fase de finalização de sua cara nova, estamos reestruturando-o para que seja um portal que englobe todos os órgãos, instituições e projetos ligados ao Sistema Ambiental Paulista. Aprimorando nossa comunicação, transparência e prestação de serviço ao público, inclusive com o Licenciamento Ambiental.

Estamos à disposição para mais esclarecimentos.

Att.
Aline Cavalcante”

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Governo de São Paulo abandonou meio ambiente?

Em outubro do ano passado o Cotidiano Nacional estreou sua coluna sobre meio ambiente, que visava acompanhar os 21 projetos ambientais estratégicos da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Os artigos publicados até o momento podem ser acessados aqui.

Por N motivos, a coluna deixou de ser publicada por um bom tempo e, agora que resolvemos voltar à carga com a questão ambiental, eis que os projetos já não são destaque na página principal da SMA. Nem sequer estão mais disponíveis nos antigos endereços.

Só nos resta imaginar que não há mais interesse em levar adiante bons projetos para o meio ambiente no estado de São Paulo. Como eu sei disso? Eu tenho impresso todos os 21 projetos e seus passos iniciais.

A ascensão de Bruno Covas à SMA pode ter sido um dos motivos para o abandono dos projetos, tendo em visto que a nomeação foi estritamente de caráter político, pois o secretário não tem nenhum cacoete para o meio ambiente; isso inclusive já havia sido motivo de preocupação por parte deste editor.

Durante a semana entraremos em contato com a Secretaria de Meio Ambiente em busca de informações sobre o andamento dos projetos e o porquê deles não mais figurarem a página principal da Secretaria e nem mesmo nenhum outro canto do site. Um ou outro projeto aparece “escondido”, mas praticamente sem nenhum tipo de atualização.

É lamentável que um governo possa abandonar de uma hora para outra projetos de grande importância para o desenvolvimento dos municipios do estado, além da melhoria na qualidade de vida dos cidadãos. Além disso, levamos a crer que o governo não dá valor aos recursos investidos nos projetos e nem mesmo à dedicação do principal recurso do projeto, o recurso humano. É um desrespeito aos servidores envolvidos e ao contribuinte, que precisa obter respostas acerca do andamento dos projetos.

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