Os últimos rojões de 2011

Em um ano de esmorecimento na luta contra a mesmice, abraçada desde a criação do Cotidiano Nacional, vamos terminá-lo como o próprio 2011 está terminando: chuvoso!

O ano de 2011 foi marcado por mudanças em todas as áreas possíveis e imagináveis, sejam do coletivo, seja do individual, e até do Cotidiano Nacional.

O Brasil viveu momentos novos, com a primeira presidente mulher, com destaque na economia, enfrentando de frente a crise global, causada pelo fracasso do Euro e da falta de agilidade da economia americana. Em contra partida, inúmeros ainda são os problemas sociais, e imensurável a corrupção, dentro e fora do governo. Se pesar na balança, demos 1 passo a frente e uns três atrás. De forma também se avança, mas bem devagar.

E para fechar o ano falando de tudo e falando de nada, vamos resgatar o modelo da nossa série de muito sucesso no passado, a “Apanhado Geral da Situação“.

– Talvez o que tenha mais marcado o ao de 2011 foram as inúmeras manifestações, sobre os mais diversos assuntos, que começaram ou ganharam força na internet, através do microblog Twitter ou da rede social Facebook.

– E toda essa movimentação vai fazer com que eu seja mais seletivo com meus “amigos” no Facebook. Eu não quero passar o ano recebendo pedidos de adoção de cachorro, ou casos de maus tratos contra animais, nem manifestações contra Belo Monte, muito menos discutir sobre homossexualismo. E quando começar o BBB então, tenho certeza que a foice vai fazer valer no Facebook. Porque isso? Porque a timeline e minha e o facebook é meu. Eu ainda quero ter o direito de ler e ver o que eu quiser. Há muitos anos eu desliguei a TV e não vai ser difícil desligar o Facebook.

– Na política, o grande destaque foram as quedas dos ministros da Dilma. Uma coisa precisa se dizer: a presidente não permitiu que ninguém se escondesse embaixo da sua asa, e simplesmente ceifou os corruptos do governo. Nesta área, se mostrou incorruptível, mas se vendeu para bancadas que pensam ser influentes. São influentes só mesmo dentro de suas respectivas áreas de atuação, cheia de gente ignorante.

– Também é necessário destacar as doenças da Dilma, e mais recentemente de Chavez, Morales, Lula e Cristina. Segundo Chavez, os EUA são os responsáveis por essas doenças, por algo que devem ter colocado em suas águas.

– Em outros tempos eu diria que Chavez bebeu, fumou, cheirou e comeu com farinha. Mas levando-se em conta o histórico de conspirações americanas, vai saber.

– Estou um livro, de ficção é verdade, que conta como o homem realmente chegou à Lua, em um deserto americano e que JFK teria forjado seu assassinato, usando um sósia, para viver em uma ilha paradisíaca com o grande amor da sua vida: Marilyn Monroe.

– Não pensem que eu engoli a história do acidente na base de Alcântara, no Maranhão. Parece que tem dedo estadunidense nessa história e eu sou um entusiasta das teorias da conspiração.

– Destaques nos esportes e nas tragédias mundiais são irrelevantes aqui. As coisas vão continuar como sempre foram. Algumas mudanças dependem mais de atitudes isoladas do que do conjunto. Deveria ser o contrário, mas infelizmente não é.

– Não poderia terminar esse ano sem falar da ilusão que é o combate ao crime no Rio de Janeiro. Prendem um cara, invadem uma favela e no outro dia tá todo mundo falando que agora tem paz. Que pena que dá dessas pessoas.

– O retrato da mediocridade carioca é o carnaval que já começou antes mesmo de 2011 bater as botas anunciando o carnaval. É um círculo vicioso, ano após ano, e que desamina qualquer um.

– E a quem interessar possa, já é ano novo em Samoa, Kiribati (que deverá desaparecer com os efeitos do aquecimento global, que na verdade não existem) e na Austrália.

– É engraçado parar para escrever sobre o ano e perceber que retrospectiva não serve para nada. Falamos que devemos aprender com os erros do passado. Não vejo ninguém aprendendo nada, e a vezes acho que cada um precisa quebrar a sua própria cara.

Porque algo que aconteceu uma, duas vezes, não significa que irá acontecer uma terceira. E o que serve para um povo, um cultura, uma mente, não serve para todos os povos, todas as culturas e todas as mentes.

Não devemos parar os homens, que movidos por duas coisas: experimentar e descobrir.

Que venha 2012.

Veja fotos do ano novo ao redor do mundo (G1)

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Arquivado em Cotidiano Nacional, Série Apanhado Geral da Situação

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