Arquivo do mês: janeiro 2012

A polícia precisa de preparo mais do que de salário

Antes de mais nada é preciso deixar claro uma coisa: não foi o policial André Luiz que agrediu um aluno da USP. Foi a polícia militar do estado que o fez.

Esse recente episódio mostrou um problema sério na PM de São Paulo e provavelmente em todas as polícias. Concordo que eles precisam de um salário melhor, mas a polícia precisa se preparar melhor. Muito melhor, e sempre.

Para saber mais: PM saca arma e agride aluno dentro da USP

Assusta o fato de ter um indivíduo sem nenhum controle emocional nas ruas com uma arma na cintura, e possivelmente ainda ser amparado pelo estado se fizer alguma porcaria (para não escrever merda).

Não vou entrar no mérito se a questão foi racial, porque também agora fica muito fácil para a vítima se fazer de coitado. E também não vou achar que esse episódio isolado imploda (não como o Kassab fez) o convênio da USP com a PM, que deve ser mantido e ampliado, se possível.

Mas é imperativo que a polícia se prepare para agir na USP, nas ruas, nas favelas, e em qualquer situação.

Não é para servir e proteger? Então façamos valer o que está escrito, como nos velhos tempos.

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Prêmio de consolação para o Neymar

Eu não sei porque foi criada uma situação para que o Neymar fosse poupado das derrotas do time do Santos. Um time mediano, de médio para baixo, eu diria, e que ganhou a Libertadores assim como o Santo André já ganhou uma Copa do Brasil. São coisas que acontecem quando o time não convence em campo.

E para não deixar nenhum santista bicudo, vamos citar rapidamente que o time do Santos levou uma goleada acachapante do Barcelona, e mais do que nunca mostrou que não convenceu ninguém.

Agora o estranho mesmo é ficar forçando a barra, passando a mão na cabeça do Neymar. Porque isso? Vamos discutir então o prêmio que ele ganhou, por fazer o gol mais bonito do ano, ou seja lá qual for o nome desse arranjo.

Passaram o ano inteiro falando sobre esse gol que ele fez. O gol foi bonito mesmo, driblou uns seis jogadores e jogou a bola para o fundo das redes. Mas como diria o sábio Carlos Alberto Parreira, o “gol é apenas um detalhe”.

Imagine você o Neymar contando o seu feito. Se vangloria, mostra o prêmio, fala que driblou 6, marcou um golaço, etc, etc. Mas e ai Neymar, quanto foi o jogo? Ah, nós até estávamos ganhando de 3×0 ainda no primeiro tempo, mas tomamos um cacete e o jogo terminou 5×4 para eles.

O que o Neymar ganhou foi um mero prêmio de consolação.

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Transporte no final de semana

Confesso que não entendo a lógica do transporte público adotada nos finais de semana.

Reconhecidamente, trens, ônibus e metrôs circulam em maior número e com intervalos reduzidos, para dar vazão à quantidade de pessoas que se deslocam durante a semana, digamos, útil. Isso nada mais é do que a segunda a sexta-feira.

Mas quando chega o sábado, o número reduz bastante e aos domingo, chega a ser constrangedor.

O que quero questionar é porque aos finais de semana, quando a população pode descansar e ter um pouco de lazer, não tem transporte público suficiente para levá-los aos diversos locais que existem na cidade de São Paulo, por exemplo. Qualquer deslocamento com transporte público no final de semana é um transtorno certo.

Mas será que existem pessoas suficientes para justificar um número maior de trens e ônibus nas ruas? Talvez os empresários aleguem isso para reduzir ao máximo os ônibus nas ruas, afinal, um trabalhador de final de semana é mais caro que um de dia de semana. E dane-se a população.

O governo, no entanto, não tem essa justificativa. Poderia sim manter uma frota maior. Não precisa ser tudo, mas precisava ser mais.

Mas mesmo assim eu digo que sim, há número de pessoas suficientes para encher os cofres dos que cuidam do transporte público. É óbvio que atualmente se reconhece como ruim sair aos finais de semana, por isso prefere-se ficar em casa. Mas se anunciassemos mais ônibus e trens nos finais de semana, mais pessoas poderiam sair de casa e ter, muitas vezes, o seu único momento de lazer.

Mas será que alguém está realmente preocupado com isso? Creio que não. Enquanto nossos “líderes” não resolverem pelo bem da coletividade, ficaremos em nossas casas nos finais de semana, esperando a segunda-feira chegar.

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As chuvas de janeiro

Reclamar das chuvas de janeiro virou ladainha e parece que ninguém mais da importância. Principalmente o governo que age de forma passiva diante da desgraça na vida dos contribuintes e eleitores.

Foto: Antônio Cruz / Folha da Manhã / Futura Pres

Os governos corruptos de Minas Gerais e, principalmente, o do Rio de Janeiro, nada fazem para amenizar o sofrimento. Todo mundo sabe que em janeiro o mundo desaba, mas nada se faz. É bem mais fácil achar que não há solução para as forças da natureza. De fato não há, mas há muito o que se pode fazer, mas nada é feito.

O que os (e)leitores precisam entender, é que quando um babaca como o Sérgio Cabral vai na televisão chorar por causa da divisão do petróleo, ele não está preocupado com o bem estar do carioca, mas sim com o seu próprio bem estar, porque quanto mais dinheiro no estado, melhor para ele. Se não tiver o dinheiro do petróleo, ele não faria nada. Se tiver o dinheiro do petróleo, ele não faria nada. Com todo respeito ao carioca, eu torço para que vocês fiquem a minguá.

A chance de fazer alguma coisa é agora, no final do ano, na eleição para prefeito. Vamos extirpar da cidade o senhor Eduardo Paes, ja que o mal maior vocês vocês “comeram bola”, dando outro mandato ao Sérgio Cabral.

Agora, quem souber rezar, pode começar. Janeiro ainda nem começou e acho que muita água ainda vai passar por debaixo da ponte, ou por cima.

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Uma nova ordem na USP

Parece que algumas atividades na maior universidade brasileira, a USP, estão com os dias contados.

Aqueles a quem a sociedade nomeia de “filhinhos de papai” e que promovem badernas na campus do Butantã, quando deveria estar com a bunda sentada na cadeira da sala de aula, aprendendo a ser uma pessoa melhor, e acima de tudo honrando o dinheiro do contribuinte, que passivamente arca com todas as despesas destes “alunos”, estão enfrentando dificuldades “nunca antes vistas nessa universidade”, desde o fim da ditadura militar.

Dois fatos recentes mostram a disposição da Reitoria da USP em não negociar em caso de depredação do patrimônio público, infração ao direito de outros alunos e funcionários de ir e vir e qualquer tipo de atitude que atente contra o “estado democrático de direito”.

Os alunos que invadiram o prédio da Reitoria, destruindo o portão da garagem do Reitor, mostrado para todo o país através da liberação das imagens das câmeras de seguranças, não esperavam o desfecho que foi dado. Tenho certeza absoluta que eles contavam os dias para sair do prédio e ir para o barzinho tomar sua cerveja e contar para quem quisesse ouvir. Mas eles foram parar na delegacia. Todos foram presos e visivelmente humilhados pela Polícia. Não acho que houve exageros, o que houve foi um restabelecimento da ordem, e nestes casos alguém sempre sofre.

Outro caso mais recente, foi a invasão de um prédio desocupado em frente à Reitoria, por punks (ainda existe isso???). Isso aconteceu ontem e não houve conversa. Hoje a polícia expulsou os invasores, tudo que havia no local pertencente aos alunos foi recolhido pela universidade e o local foi isolado por tapumes. Pela rapidez da ação, não houve sequer hesitação. E o ponto máximo da ação foi a presença do Reitor, João Grandino Rodas, no local momentos antes de iniciar o tumulto.

A vida não será mais fácil para quem escolheu a tirania ao invés da democracia. Vale lembrar que os alunos que invadiram a Reitoria foram os mesmos que democraticamente foram DERROTADOS na assembleia da FFLCH. Difícil explicar que aqueles que lutam pela liberdade de expressão desde tempos imemoriais estejam “levando a bola embora”.

Parece que a era dos alunos irresponsáveis da USP terminou, porque Grandino Rodas, o portador do anel, decidiu que usaria-o “para a todos governar”.

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A namorada do Zuckerberg

Fiquei pelo menos uma hora navegando para buscar um assunto que pudesse chamar a atenção do nobre leitor esta noite, e quando já estava desistindo eis que surge uma notícia que me chamou a atenção.

Mark Zuckerberg passou Réveillon em Florianópolis, diz jornal

A reportagem é fraquíssima, aborda aspectos sem nenhuma importância, mas como é um caderno de celebridades, não poderia esperar que o jornalista tivesse algum senso, qualquer que fosse.

Mas o divertido mesmo não é a reportagem, mas os comentários de alguns “pobres” brasileiros. O brasileiro em especial, mas o ser humano de um modo geral, tem um sério problema em relação à aparência. Acham que beleza é fundamental. Ou que uma roupa faz mesmo diferença. Na certa acham que roupa molda o caráter. Pode colocar até gravata, se você não tem caráter, uma roupinha alinhada não vai tirar isso, que na certa está escrito na sua cara. A mediocridade chega a tal ponto que pessoas morrem na mesa de cirurgia, em busca de uma beleza que não vão conseguir nem se nascerem de novo.

O dono do Facebook escolhe Santa Catarina para passar o ano, aluga uma casa e traz amigos. Manda desinfetar a casa e trocar toda a mobília. Contrata funcionários, de cozinheiro a segurança e manda tirar os animais porque alguns de são amigos são alérgicos.

Não deixa de ser uma reportagem de várzea, mas qual é o ponto central da discussão? A namorada “feia” de Zuckerberg! Eu iria listar alguns dos comentários feitos aqui, mas esses medíocres não merecem publicidade. Alias, merecem sim, para saber que suas vidas são pequenas e suas mentes são atrofiadas, suas capacidades limitadas. São pessoas que escutam uma opinião no jornal à noite e saem repetindo pela manhã, como se fossem verdades absolutas. O máximo que leem é o horóscopo, resumo da novela e a chamada principal da notícia. Suas conversas são da profundidade de um pires (adoro essa).

Se o leitor tiver interesse em se divertir em uma quinta-feira ociosa, recomendo a leitura. Vale lembrar, no entanto, que existem pessoas que conseguem compreender alguma coisa nessa vida e enxergam além de um  palmo do nariz. Pessoas que compreenderam que a vida é muito mais que um rostinho bonito.

Mas nem isso é suficiente para esconder a verdade sobre algumas pessoas que se dizem cultas porque estão lendo o jornal. Enquanto leem o jornal parecem cultos, mas quando abrem a boca, nada segura sua reputação.

Pois como diz o ditado, é melhor ficar quieto e se passar por imbecil, do que abrir a boca e não deixar dúvida alguma.

Foto: The Grosby Group

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O absurdo da religião

De tempos em tempos vamos assistindo aos maiores absurdos protagonizados por essas igrejas evangélicas, que já superam e muito os números de botecos por quilometro quadrado. E não vem me falar que esta é melhor que aquela ou que nesta a doutrina é voltada para isso ou aquilo. Tudo a mesma porcaria.

Tanto é verdade que nem vou citar o nome da igreja ridícula que parou a via Dutra no domingo, fez com que pessoas perdessem seus voos no aeroporto de Guarulhos, sem falar no tipo de gente que frequenta esses lugares. Complicado.

Não, eu não respeito nenhuma religião. Sabe porque? Porque eu, como cientista, tenho que provar por A + B que o que eu estou falando tem fundamento, é visível, e qualquer pessoa interessada poderá repetir meu feito. Só assim é que minha tese será considerada válida. Enquanto isso, pessoas babam, caem no chão, falam em línguas (sic), falam coisa nem nenhum sentido (se tiver paciência, preste atenção) e não conseguem provar nada. Não chegam nem perto. E usa a desculpa que isso se chama Fé.

Faz tempo que eu estou de saco cheio de igrejas. Nenhuma presta, mas as evangélicas são as piores. Conheço profundamente uma dessas. Enquanto os “fiéis” batalhavam duro para pagar a oferta (o famoso dízimo), os líderes usufruíam de casas luxuosas e seus filhos estudavam nas melhores escolas. Quando o celular ainda era um luxo, todos eles tinham. E de conta, nada pré-pago. Um belo dia, descobriu um rombo nas contas. Para a maioria dos “fiéis”, a ficha havia caído  e somente alguns mais bitolados é que continuam acreditando que estão comprando um terreno no céu.

Espero verdadeiramente que o Ministério Público possa atuar de forma dura e que a prefeitura de Guarulhos crie vergonha na cara e cancele o alvará de funcionamento do ‘Templo”.

Mas sabe o que é pior disso tudo? Os bitolados vão achar que estão sendo perseguidos e então vão se comparar aos religiosos de outrora, e vão se tornar mais bitolados ainda achando que estão no caminho certo. É de chorar de rir.

Esses religiosos que pregam a volta de Cristo seriam os primeiros a crucificá-lo, se por acaso ele voltar, assim como foi (se é que foi) há 2.000 anos.

E para aqueles que pensam que eu não acredito em Deus, tenho minha própria tese sobre sua existência, aprovada pelo meu professor de Evolução. E vocês religiosos vão ter que aceitar. Eu não posso provar, mas eu vou invocar a Fé.

P.s.: Não vou nem comentar da relação promíscua do governo com os chamados “Marginais da Fé”.

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