Uma nova ordem na USP

Parece que algumas atividades na maior universidade brasileira, a USP, estão com os dias contados.

Aqueles a quem a sociedade nomeia de “filhinhos de papai” e que promovem badernas na campus do Butantã, quando deveria estar com a bunda sentada na cadeira da sala de aula, aprendendo a ser uma pessoa melhor, e acima de tudo honrando o dinheiro do contribuinte, que passivamente arca com todas as despesas destes “alunos”, estão enfrentando dificuldades “nunca antes vistas nessa universidade”, desde o fim da ditadura militar.

Dois fatos recentes mostram a disposição da Reitoria da USP em não negociar em caso de depredação do patrimônio público, infração ao direito de outros alunos e funcionários de ir e vir e qualquer tipo de atitude que atente contra o “estado democrático de direito”.

Os alunos que invadiram o prédio da Reitoria, destruindo o portão da garagem do Reitor, mostrado para todo o país através da liberação das imagens das câmeras de seguranças, não esperavam o desfecho que foi dado. Tenho certeza absoluta que eles contavam os dias para sair do prédio e ir para o barzinho tomar sua cerveja e contar para quem quisesse ouvir. Mas eles foram parar na delegacia. Todos foram presos e visivelmente humilhados pela Polícia. Não acho que houve exageros, o que houve foi um restabelecimento da ordem, e nestes casos alguém sempre sofre.

Outro caso mais recente, foi a invasão de um prédio desocupado em frente à Reitoria, por punks (ainda existe isso???). Isso aconteceu ontem e não houve conversa. Hoje a polícia expulsou os invasores, tudo que havia no local pertencente aos alunos foi recolhido pela universidade e o local foi isolado por tapumes. Pela rapidez da ação, não houve sequer hesitação. E o ponto máximo da ação foi a presença do Reitor, João Grandino Rodas, no local momentos antes de iniciar o tumulto.

A vida não será mais fácil para quem escolheu a tirania ao invés da democracia. Vale lembrar que os alunos que invadiram a Reitoria foram os mesmos que democraticamente foram DERROTADOS na assembleia da FFLCH. Difícil explicar que aqueles que lutam pela liberdade de expressão desde tempos imemoriais estejam “levando a bola embora”.

Parece que a era dos alunos irresponsáveis da USP terminou, porque Grandino Rodas, o portador do anel, decidiu que usaria-o “para a todos governar”.

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Arquivado em Cotidiano Nacional

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