Arquivo do mês: novembro 2013

O trato com o dinheiro público

Não há como negar que a forma como tratamos o dinheiro público é a mais displicente, desrespeitosa e vagabunda possível.

E essa afirmação é feita com conhecimento de causa e não só com base em reportagens. Muitas das vezes nos falta a consciência de que esse dinheiro chega as nossas mãos – administradores públicos – pelo suor do contribuinte, que paga uma infinidade de impostos e das formas mais variadas, para manter várias máquinas administrativas.

Creio que falta para alguns de nós, o que muitas vezes vemos retratados nos filmes e séries americanos (e não adianta reclamar dos EUA, pois alguns bons exemplos vem de lá sim) o conceito de contribuinte e o respeito pelos recursos.

Quero crer que serei capaz de dar valor a cada centavo pago em impostos, fazendo bom uso dos recursos e cuidando para que os gastos cumpram seu principal papel e que realmente seja de interesse público.

Temos que ter em mente que todas as vezes que fomos apresentar uma despesa devemos sempre questionar qual é o interesse público ao realizá-la. Nessa semana mesmo que passou fui obrigado a dizer que uma despesa que me foi solicitada era considerada “imprópria e desprovida de interesse público”.

E devemos ainda estar preparados para ouvir “sempre foi assim” ou “há 10 anos acontece assim” e outras coisas do tipo. Vai ser difícil, mas essas pessoas precisam ser disciplinadas.

Como administrador de recursos públicos, esse será meu maior desafio para 2014.

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Arquivado em Cotidiano Nacional

Pitacos sobre tudo e sobre nada

Quando me propus a fazer esse blog tinha bem certo as coisas que gostaria de comentar ou os assuntos que iria abordar, isso sem falar das colunas que planejo, algumas desde o começo e que até hoje nunca saíram do papel. Preciso esclarecer, no entanto, que algumas mudanças na minha vida fizeram com que eu tivesse mais ou menos tempo. Bastou uma breve organização para que eu encontrasse mais tempo para me dedicar (isso não é uma promessa).

Dito isto, eis que eu encontro o país em um panorama desolador, dado os inúmeros acontecimentos, alguns dos quais passo a comentar:

– Confesso que fiquei comovido de ver os condenados do mensalão se entregando. Isso mostra que eles acreditam na justiça desse país. Interessante foi o nenhum comentário feito pela Presidente Dilma em seu twitter (agora ela não sai mais do microblog) sobre o episódio. Penso que está de bom tamanho o que vem acontecendo. Não dá pra esperar muita coisa em um país como o nosso;

– Está chegando a Copa do Mundo de Futebol e as coisas vem acontecendo. Estádios novos, investimentos em infraestrutura, venda antecipada de ingressos, alta no preço das passagens (alguns vão reclamar, mas essa é a mais básica regra de mercado). Creio que o legado da Copa será bom. Só acho que temos condições de ter melhores condições em todas as áreas, mesmo que não tivéssemos esse evento, e o outro (Olimpíadas);

– Os episódios de espionagem por parte dos EUA acabou ficando chato de tanto que se falou. Espionagem é pra ser feita em segredo e não ser anunciada. Nada de útil a comentar nestes episódios;

– Reta final do campeonato brasileiro e o que chama a atenção são os protestos por melhores condições de trabalho. Não tenho capacidade de dizer que jogar quarta e domingo é bom ou ruim, é possível ou não. Deixo para os interessados resolverem isso, sentando ou não no gramado. Dentro das 4 linhas, pouco tenho a comentar, já que os campeões da Serie A e da Série B são times sem expressão nacional (papo de torcedor);

– Das promessas que eu fiz aqui só consegui falar malemá das eleições na USP, que ganharam em dramaticidade, mas que não me levaram a empolgação total. Único destaque é que eu consegui falar com um dos candidatos, que eu considero forte, de que precisarei de mais recursos no ano que vem. Ele sorriu pra mim e disse: “Pode contar comigo”. Se ele ganhar, certamente irei bater na porta da Reitoria dizendo: “vim buscar o meu dinheiro”. (Pra quem não sabe, desde setembro, administro o orçamento de uma das unidades da USP);

– A derrocada de Eike Batista é manchete nas maiorias dos jornais, mas confesso que parece que eu já sabia pois tive uma péssima impressão deste senhor quando li o livro dele, o X da questão. É um livro com características marcantes de egocentrismo, e uma narração muito pobre para quem ostentava tantos recursos. Mas, no fundo, acabei sendo ludibriado porque quando especulava na bolsa de valores ganhei e perdi dinheiro com as empresas X.

– Outro assunto que gostaria de comentar foi a concorrência para a “entrega” de dois importantes aeroportos: Galeão no RJ e Confins, em MG. Os valores alcançados em especial pelo Galeão foram surpreendentes que fizeram até a Presidente Dilma comemorar e maldizer sobre os “cavaleiros do apocalipses”, mas como eu não nasci ontem e se a iniciativa privada, que raramente perde, aceitou desembolsar tamanhos valores é porque a coisa vale muito a pena. O tempo dirá.

Desculpe o nobre leitor se não comento mais nada, mas é com uma nova ideia que eu estou (não vou divulgar, porque se não for pra frente, não posso ser acusado de propaganda enganosa) talvez tenhamos mais de nossas observações muito em breve.

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Arquivado em Cotidiano Nacional, Série Apanhado Geral da Situação

Definido os candidatos a Reitor da USP

Seguindo o novo modelo das eleições na USP, 4 chapas foram inscritas e confirmaram algumas das nossas previsões.

O atual vice-reitor Hélio Nogueira da Cruz confirmou sua candidatura. Será a segunda vez que Cruz tentará chegar ao posto máximo da Universidade.

Outro candidato por nós anunciado é José Roberto Cardoso, diretor da Poli. Cardoso, que participou de uma semana de apresentação de candidaturas realizadas no auditório do Instituto Oceanográfico, protagonizou uma cena curiosa. Ao dizer que receberia os Diretores de Unidades e Instituto Especializados para saber das necessidades de cada um, alunos da Poli que estavam presentes deram risada. Posteriormente foi possível apurar que Cardoso, no âmbito de sua Unidade, é totalmente inacessível a professor, alunos e funcionários.

O terceiro reitorável é Marco Antonio Zago, também anunciado aqui no CN. A curiosidade ficou pelo fato de que Vahan Agopyan, que também seria um virtual candidato ao cargo, juntou a Zago e será o seu vice. Não há como negar que a chapa chega com força.

A surpresa foi o anuncio da candidatura de Wanderley Messias da Costa e a ex-reitora Suely Vilela como vice. Costa sempre foi uma figura controversa na Universidade, mas parece que surge com bastante força para tentar sensibilizar o governador Geraldo Alckmin.

Cada candidato poderá enviar três emails no período eleitoral para os uspianos, a título de propaganda eleitoral. Costa e Zago sairam na frente e já mandaram seus “panfletos”. Agora nos resta esperar pelo dia 19 de novembro quando o colégio eleitoral decidirá que ordem terá a famosa lista tríplice. Espera-se ainda que o governador escolha o novo reitor da USP antes da noite de natal.

Para saber mais sobre as eleições na USP: http://www.usp.br/imprensa/?p=34149

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