O debate nas entrelinhas

Ontem tive o desprazer de assistir ao debate dos presidenciáveis, o último antes do fatídico dia da eleição, no próximo domingo.

Ao término do evento, já na madrugada de hoje, não tive a menor condição de avaliar o resultado ou aquela velha máxima: “Quem ganhou o debate?” (como se isso fosse possível).

Tenho certeza porém que minha mente ficou trabalhando à noite toda, ou melhor, o resto de noite que me restava, porque acordo cedo para contribuir com a economia.

Assim que acordei, recebi o resultado desse “processamento” de informações a que meu “célebro” foi exposto na noite de ontem.

Descobri que nenhum dos candidatos tem a menor condição moral e intelectual de representar uma massa que já supera 200 milhões. São fracos, alguns até demonstram resíduos de analfabetismo, desvios de caráter, ignorância total aos anseios da população e do verdadeiro sentido de dedicação à vida pública, respeito às instituições, ao contribuinte.

A presidente Dilma se mostrou destemperada; Marina fazendo seu bom e velho papel de vítima. Lembrei-me de Benedita da Silva, que se dizia preta, pobre e favelada. Pastor Everaldo foi incapaz de formular uma pergunta sobre a previdência social. Aécio Neves acha que política está no DNA. Levy Fidelix…esse passei o debate inteiro tentando criar um perfil, o que se mostrou uma tarefa ingrata e irrelevante. Nem para defender a família como ele diz ter feito no debate anterior ele consegue sustentação no que fala. Por incrível que pareça, só mesmo o Eduardo Jorge é que não consigo fazer uma crítica que seja, não que isso signifique que ele tem condições de ser presidente ou mesmo que vá receber meu voto.

Independente do resultado nas urnas, o Brasil continuará na penúria que vive há anos e não vejo nenhuma possibilidade de mudança pelos próximos 20 anos.

A conclusão a que chego neste momento em que se encerra a propaganda eleitoral e que cada um, ou alguns, estão de verdade escolhendo seus candidatos, com a premissa de “o menos pior”, é que pessoas de bem não se misturam a essa raça, os políticos.

Por isso mesmo que o principal ponto do “Meu Plano para o Brasil” é a extinção da remuneração para legisladores. Muito em breve, aqui no mesmo no Cotidiano, vamos divulgar o nosso plano de governo. E o que nós escrevermos, vamos arcar, viu Marina Silva. Mas vamos pelo menos escrever, diferentemente do que ainda não fizeram a Dilma e o Aécio. Não perca!

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