As pesquisas eleitorais confrontando os resultados oficiais

Mais divertido do que o resultado de algumas pesquisas eleitorais, só mesmo o horário eleitoral gratuito. Verdadeiras piadas.

Vamos abordar aqui algumas ratas dos institutos de pesquisa, sem no entanto citar o nome, mesmo porque não queremos dar ibope pra ninguém.

Nosso intuito é levar ao eleitor algum discernimento, evitando que ele vote nos candidatos melhores colocados nas pesquisas mas sim naquele em que o eleitor possa acreditar, mesmo que isso pareça insanidade de minha parte.

Feita nossa introdução, vamos agora direto ao assunto e elencamos alguns resultados controversos em relação às pesquisas, uns bem absurdos, outros nem tanto.

São Paulo: Geraldo Alckmin passou a eleição inteira na expectativa de ser eleito ainda em primeiro turno, mas as pesquisas sempre mostravam um resultado indefinido. Mas na abertura das urnas, o tucano paulista deu uma goleada em seus opositores e emplacou quase 58% dos votos.

Pernambuco: na terra do falecido Eduardo Campos, seu sucessor venceu fácil e superou em 11% as pesquisas. Paulo Câmara (PSB) foi eleito com pouco mais de 68%.

Bahia: 4° maior colégio eleitoral do país, tudo indicava que a eleição baiana seria disputada voto a voto entre os democratas e os petistas. Mas, no frigir dos ovos, Rui Costa (PT) conquistou 54% dos votos e foi eleito no primeiro turno. A derrota para Paulo Souto (DEM) teve um gosto amargo porque segundo as pesquisas, ele teria “liderado com folga durante quase toda a campanha do 1° turno”. Ele acreditou nas pesquisas.

Ceará: Eunicio Oliveira (PMDB) chegou com possibilidade de vencer no 1° turno pois tinha 50% de intenção de votos. Resultado: não venceu, vai voltar às urnas dia 26 e ainda chegou em segundo, sendo superado pelo candidato do PT. Placar do 1° tempo: 47,81% x 46,41%.

Amazonas: o Ibope instituto de pesquisa também errou feio no Amazonas. Eduardo Braga (PMDB) tinha 51% das intenções de votos, mas ficou com 43,16%. O atual governador José Melo (PROS) ganhou sobrevida com 43,04%.

Pará: outro resultado fascinante em termos de números. Helder Barbalho (PMDB) que durante a apuração chegou a ter 50% dos votos, por muito pouco não liquida a fatura: 49,88%. O atual governador, Simão Jatene (PSDB) ficou com 48,48%.

Rio de Janeiro: quando todos esperavam uma disputa entre Pezão (PMDB) e Garotinho (PR), eis que surge o evangélico licenciado Marcelo Crivella. Os cariocas tem uma dura escolha a fazer no dia 26. O ditado é verdadeiro: casa de ferreiro, espeto de pau. Mesmo o RJ tendo o Cristo Redentor, nessas eleições, nem Jesus salva.

Roraima: o atual governador do PSB, Chico Rodrigues tinha 42% de intenções, mas fechou as urnas com 64,29%, um dos mais votados do Brasil.
Correção: a justiça eleitoral liberou os votos para Suely Campos (PP), que ficou com 41,48% e Chico Rodrigues com 37,62% que disputarão o 2° turno.

Rio Grande do Sul: o maior fora das pesquisas aconteceu no RS. O Ibope mostrava Tarso (PT) com 40%, Ana Amélia(PP) com 31% e José Ivo Sartori (PMDB) com 23%. Houve tempo em que a candidata do PP liderou a disputa. Os números do Datafolha eram 36%, 29% e 29% respectivamente. Tenho severas dúvidas sobre a sinceridade dos gaúchos depois do resultado final:
Sartori (PMDB) 40,40%
Tarso (PT) 32,57%
Ana Amélia (PP) 21,79%

As pesquisas são importantes, mas é você, eleitor, quem efetivamente entra e campo e marca o gol. Esperamos que a lição que fique seja a mesma do futebol:  o jogo só acaba quando termina.

Vejo vocês no dia 26.

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