Se gritar pega ladrão…

Por Carlos Correa, especial para o Cotidiano Nacional, que escreveu esse texto em homenagem à sua família, seus filhos e netos. “Um beijo para minha mãe, meu pai, para a Xuxa e para a Sasha…”

 

Em nossa história recente, não me lembro de ver pessoas coladas ao pé da TV para acompanhar uma sessão do parlamento, e só por isso, a votação sobre a decisão do prosseguimento do impeachment deveria ser lembrada.

Não que eu seja a favor deste governo, ou mesmo contrário a ele. Só que nos últimos dias, o que temos visto nas ruas são pessoas que, ao contrário de acompanhar o trabalho parlamentar, agem apenas como torcedores em volta de uma arena de batalha.

Momento da piada ruim: Esta torcida é de se lamentar… OK, desculpe.

A democracia, em uma visão simplificada, tende a ser um regime político superior, pois é o único em que os populares têm voz e podem, com algum esforço, chegarem ao topo da estrutura.

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Fonte: Folha de São Paulo

Para os gregos das cidades-estado, suponho que este caminho fosse mais fácil, pois o envolvimento das pessoas com as questões da cidade fosse algo mais natural, mas alguns milhares de anos depois, o que vimos ontem foi um festival de idiossincrasias.

O ponto alto da noite, o nobre amigo leitor há de concordar, foi o voto em “homenagem” ao torturador da presidente, proferido pelo também “homenageável” deputado Jair Bolsonaro que, momentos mais tarde, recebeu de presente uma cusparada de outro nobre colega, o deputado PSOLista Jean Wyllys.

Caso o evento não tenha sido grotesco o bastante, fazemos questão de repetir: entre nossos representantes eleitos, existem aqueles que fazem homenagens para torturadores, bem como insanos do tipo que preferem expor seus germes ao invés de pensamentos. Tomara que, pelo menos, essa cusparada não venha carregada de H1N1.

Saudades das minhas aulas do colégio, onde se ensinavam matérias como Educação Moral e Cívica, OSPB, Economia Doméstica, Educação para o Lar, Latim e Técnicas Comerciais, todas elas retiradas do currículo básico por não fazerem mais sentido no contexto social atual.

Carlos Alberto CORREA Filho
Administrador, pós-graduado em história, delegado especialista da
Associação Mundial de Esperanto (UEA), membro da Câmara Brasileira
da Língua Internacional Esperanto (CBLIE)

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