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Não vai ter Copa!

Pelo menos não da forma como eu imaginava quando tinha 15 anos e vi o Brasil perdendo para a Argentina por 1×0 e sendo eliminado. Foi um dia triste. Mas mesmo assim sonhava em um dia ver uma Copa no Brasil e mais do que isso, poder assistir os jogos e fazer toda a festa que o futebol traz.

Mas a realidade e dura a administração pública brasileira é de envergonhar qualquer um. Estádios e cidades sem sua infraestrutura pronta para o evento, obras inacabadas e algumas que, pasmem, nem saíram do papel. Uma presidente que segue a regra de todos: fala demais e pouco faz.

A mágica da Copa do Mundo está um pouco abalada, mas chegou o dia. O sangue quente brasileiro, o desejo de ver um país melhor, a emoção ver tremular a bandeira brasileira e ouvir o nosso hino. Sim, esses valores devem ainda ser cultivados em nossas crianças para que eles também sonhem com um país melhor.

Não vou desejar sorte aos jogadores porque aprendi que a definição de sorte é: “preparo mais oportunidade”. Espero que eles estejam preparados porque a oportunidade chegou.

Vamos Brasil, rumo ao Hexa, rumo à diminuição da desigualdade social, à melhor distribuição de renda, ao fim da violência desenfreada nos grandes centros, ao desenvolvimento real de infraestrutura no país inteiro, em especial no Norte e Nordeste, sempre esquecido em favor dos “estados do sul”. Vamos rumo a uma melhor educação, que trás como consequência uma melhor saúde. O Brasil pode fazer um futuro diferente para seus cidadãos.

Boa Copa a todos!!!

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Para você que reclama dos programas de TV

Creio que uma das coisas inadimissíveis no dia de hoje são as reclamações contra as programações das emissoras de TV aberta.

E o motivo é tão simples que não é possível escrever muitas linhas sobre o assunto. E não pense o leitor, aqui, no caso, telespectador, que nós estamos defendendo os canais abertos. Nós estamos defendendo você.

Enquanto fomos os senhores absolutos do controle remoto, jamais seremos controlados pela televisão. É você quem decide o que entra na sua casa.

Não adianta ficar arriado no sofá, maldizendo os programas de televisão com a tevê ligada. Ou miss o canal ou desliga a tevê.

Conhecendo os programas da tevê aberta, quero dar um conselho: pegue um livro e leia. Mas não se esqueça de desligar a tevê.

E aproveite nossas dicas de leitura, toda sexta, aqui no Cotidiano Nacional.

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O mito da nossa Rota 66

Como dizem que nós adoramos imitar os EUA, temos também a nossa própria rota 66: a SP-68, hoje chamada rodovia dos Tropeiros mas que também responde por Antiga Rio-São Paulo.

Morei até os 18 anos às margens dessa rodovia, haja visto que a estrada percorrida, ou melhor, atravessava o centro da pequena cidade de Bananal, encravada no vale do Paraiba.

Com a inauguração da via Dutra (BR-116) a antiga Rio-São Paulo foi deixada de lado, bem como as cidades por quais ela passava. E as receitas que ja eram pequenas, quase que desapareceram. E as cidades podem ser retratadas, por exemplo, no Cidades Mortas, de Monteiro Lobato.

Lembro-me, uma vez quando criança, houve um bloqueio na via Dutra que na época falaram que era greve e então eram reativaram a SP-68. Passava tanto carro na rua de casa que eu passei boa parte do dia sentado em frente sentado na calçada com a minha avó anotando os nomes das cidades das placas do carro.

Com o abandono, a estrada também deixou de receber manutenção e só passava mesmo quem tinha destino às cidade do trajeto: Arapeí, São José do Barreiro, Areias e Silveiras. Contando com Bananal são 5 cidades, pouco mais de 100km. A empresa de ônibus da região também utilizava a estrada, com duas linhas: Bananal-São Paulo e Bananal-Aparecida, apelidada de pinga- pinga porque parava em todas as cidades, entrava em cada rodoviária.

Com isso, criou-se a máxima: a estrada é ruim e se hoje você perguntar, a resposta é a mesma, mesmo que o cidadão jamais tenha feito o trajeto, seja de ônibus ou de carro.

Mas eu, teimoso de natureza, em minha curta estada em Bananal, resolvi no retorno a São Paulo, enfrentar a estrada. Curiosamente ela está em excelente estado de conservação, com um trecho um pouco desgastado depois da cidade de Silveiras, a última antes da Dutra.

Todos que puderem e gostarem de pequenas cidades, comida caseira, artesanato, uma boa conversa na praça e paisagens naturais de tirar o fôlego, devem fazer esse caminho. Mas um alerta: venha com tempo!

Você não precisa necessariamente percorrer todo o percurso, RJ-SP, mesmo porque eu mesmo não conheço o trecho carioca. Se você vem de SP, entre logo após a cidade Cachoeira Paulista. Entrada à direita, na Rodovia dos Tropeiros. Logo no início você pode parar na igreja da Nossa Senhora da Santa Cabeça e pedir a benção para sua viagem. Em seguida, compre artesanato em Silveiras e depois pare para almoçar em Areias ou São José do Barreiro. Faça o seu pernoite em Bananal, mas reserve um dia inteiro para descobrir suas atrações. Em todas as paradas, converse com as pessoas. Faz toda a diferença.

Se você vem do Rio de Janeiro, abandone a via Dutra na entrada para Angra dos Reis, pegue a estrada até o trevo de Rio Claro e rume para Bananal. Faça o caminho inverso, mas não deixe de dormir em Bananal.

Tanto na ida quanto na volta procure saber onde é o morro frio. Lá você verá uma das vistas mais lindas de todo o percurso. É de tirar o fôlego. Para ajudar a localização, ele fica bem próximo do letreiro da cidade de Areias, em um recorte de morro, com um ponto de ônibus. Vale a parada para fazer umas fotos.

Não deixe se iludir por um tapete onde se poder voar a 110 km/h. Deixe o tempo passar devagar na antiga Rio-São Paulo. Você vai se surpreender.

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As benesses da vida nas pequenas cidades

Do Enviado Especial à Bananal

No ano em que completarei 20 anos desde que sai de Bananal em busca de novos horizontes, gostaria de fazer alguns comentários.

Se fosse em outros tempos, talvez eu incentivaria as pessoas a virem avisando que não temos shopping, cinema ou fast foods. Hoje eu falo que venham mesmo porque não temos shopping, cinema e fast foods.

As vezes acho que estou sendo repetitivo, mas quem vier precisa vir com tempo, para viver a cidade. Como ex-morador, adoro ficar “vagando” pela cidade.

O silêncio do cemitério, as ruas de pedra,  a penumbra da noite em ruas e praças com pouca iluminação, os senhores jogando dominó ou carteado no coreto da praça, o sino da torre do relógio.

Aproveito duas impressões de hoje: o maior mercado da cidade não tem mais que seis caixas e apenas duas estavam abertas. Mas eram demais. Lembro de ter visto somente mais uma pessoa no mercado, e não é difícil, pois o mercado tem somente 4 corredores de gôndolas. Foi impagável a sensação. Confesso que estava desconcertado.

Outro foi ver o antigo bar do Pio sem os velhos biombos que “escondiam” as mesas de sinucas. Quando eu era pequeno, aquilo era território proibido. Lembro de já ter ido naquele bar, mas nunca me atrevi a lançar sequer para aquele local que permanecia escondido aos olhos transeuntes.

Agora, com a proximidade do carnaval, começam os ensaios das escolas de samba. Topei com um na praça da Matriz (igreja). Não se iluda achando que verá mulatas. Eram 6 rapazes e mais meia dúzia de cidadãos que ocupavam alguns bancos da praça, na certa apenas aproveitando a noite quente de verão.

São assim as noites na pequena Bananal e provavelmente em muitas cidades pequenas. Mas alguém disse que vida mesmo é na cidade grande, onde perdemos horas dentro de um carro, comemos correndo em fast foods hamburgueres com gosto de papelão, enfrentamos filas em estacionamentos, mercados, bancos, cinemas e até mesmo em carrocinhas de hot dog…

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Aposentadoria: seu dia vai chegar.

O Brasil mudou. Agora vivemos mais, ganhamos mais, gastamos demais (isso sempre foi assim) e mesmo com todas as dificuldades que o governo impõe, os brasileiros estão conseguindo a tão sonhada e ao mesmo tempo temida aposentadoria.

Que fique bem claro que quando uso o termo temida,  refiro-me  aos fracos. Porque no meu caso, seria a tão sonhada aposentadoria.

A questão é a seguinte: você, que vai se aposentar em breve, tem que estar preparado para isso. Não venha com sua mediocridade me perguntar o que você vai fazer quando se aposentar, porque se você não sabe, lamento profundamente que tenha nascido.

Eu, que tenho 38 anos de idade e pouco mais de 17 anos de contribuição, já estou completamente preparado e pronto para a aposentadoria. Penso até em me tornar um personal-aposentor e ajudar a velharada aos idosos a se preparar para essa hora tão esperada, e acreditem, tão especial.

Nossos ensinamentos servirão tanto para os aposentados da capital, quanto dos interior.

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Bananal/SP: Uma viagem ao passado

Do Enviado Especial à Bananal

Com esse título piegas, começo esse post que dará uma boa dica de viagem para quem gosta do interior e de coisas antigas, históricas.

A pequena cidade de Bananal, distante 350 km da capital paulista, encravada no berço da cultural nacional, também conhecido como Vale do Paraíba, é a nossa dica de hoje.

Com pouco mais de 10 mil habitantes, Bananal se encaixa perfeitamente nas narrativas de Monteiro Lobato em seu “Cidades Mortas”. As glórias do passado ainda ofuscam as verdadeiras necessidades do bananalenses.

E por mais que minhas enteadas achem que não tem nada pra fazer aqui, Bananal tem uma gama de atividades, tanto na cidade com nas cercanias, basta apenas apurar o teu olhar.

Não espere, no entanto, comer no Mc Donalds ou pegar um cinema, mas tem vegetação abundante, rios e cachoeiras de águas límpidas, história a céu aberto e um povo pra lá de hospitaleiro.

Aqui você ainda compra fiado e o bêbado se indireita na calçada pra dizer “bom dia”. Os enterros são anunciados em carro de som e a prefeita toma café na casa do munícipe. Os restaurantes, fecham no final de semana.

Não vou dar endereço nem indicar passeios ou locais. Isso você consegue na praça. Mas também não venha pra cá pra ficar dois dias. Você tem que andar pelas ruas, viver o cotidiano da cidade, conversar com as pessoas.

Mas você também precisa de uma nova mentalidade. Você precisa aumentar seu campo de visão. Do contrário, você vai perder a viagem.

Se suas limitações são shopping, fast foods e sabe-se la o que mais que faz sua cabeça, é melhor nem vir, porque não quero pessoas limitadas na minha cidade.

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O Papa Francisco

Aqueles que me conhecem sabem que eu não sou um católico fervosoro, apesar de ter sido batizado, feito primeira comunhão e crisma.

Mas poucos papas me cativaram tanto quanto o papa Francisco. Isso também não é nada do outro mundo, porque além dele só conheci o Ratzinger e o Wojtila.

Confesso que meu interesse se dá mais pelas teorias da conspiração sobre o Vaticano (haja visto minhas duas últimas aquisições literarias-  Veja o post Acervo Pessoal) do que pelo carater espiritual ou religioso propriamente dito.

Isso sem falar que prefiro a Igreja Católica e suas mazelas do que qualquer religião evangélica. Eu disse qualquer, sem exceção. Jamais serei hipócrita com aquele discurso medíocre de que tem que respeitar a crença ou que religião não se discute.

Só não se discute um assunto quando não se tem argumentos e pra evangélico ter argumento, a maioria deles precisaria antes sentar em um banco de escola ou ler aquela bíblia que eles carregam embaixo do suvaco.

Voltando ao carismático Francisco, nessa manhã ele anunciou novos cardeais e entre eles, um brasileiro. A Praça São Pedro deveria estar apinhadas de brasileiros que devem ter comemorado como se fosse um gol. A manifestação não passou desapercebida do Santo Padre,  que então desferiu sua simpatia extraordinária, motivo pelo qual me motivou a compatilhar minha alegria com o espírito de Francisco.

Também vale destacar que a escolha do nome foi de uma felicidade sem igual.

Que Deus e os manda-chuvas do Vaticano permitam que Francisco ensine alguma coisa que ficaram pra trás nos últimos 40 anos.

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