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O paradeiro dos projetos ambientais estratégicos

Menos de 24 horas depois de reclamar sobre o destino dos projetos ambientais estratégicos da Secretaria de Meio Ambiente do estado de São Paulo,  fomos contatados pelo  órgão para maiores esclarecimentos.

A assessoria de imprensa da SMA nos encaminhou email explicando as mudanças ocorridas, basicamente por término de projetos, mudanças na estrutura das Secretarias e também pelo fato da nova gestão ter “características e potencialidades próprias”.

Leia o email da assessoria de imprensa da SMA na íntegra:

“Olá Alexandre, boa tarde!

Gostaríamos de esclarecer, em nome da Secretaria do Meio Ambiente e do Governo do Estado de São Paulo, que não cancelamos os 21 Projetos Estratégicos, elaborados na gestão anterior, mas é importante ressaltar que cada administração adota uma estratégia, com características e potencialidades próprias. 

Alguns desses Projetos já haviam sido concluídos na administração anterior – como o “Cenários Ambientais 2020” e a “Reforma Administrativa”.

Em 01 de janeiro de 2011, a gestão dos recursos hídricos saiu da SMA e passou para a Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos, com isso, os projetos “Cobrança pelo Uso da Água”, “Mananciais” e “Onda Limpa” saíram da nossa responsabilidade direta. 

No entanto, continuamos participando do Sistema de Gerenciamento dos Recursos Hídricos ativamente. Quanto à fiscalização e monitoramento da qualidade das águas, essas atividades continuam com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB.

Um novo projeto de educação ambiental foi estruturado e entrará em vigor no ano letivo de 2012, parceria entre SMA, Secretaria de Educação e Fundação Padre Anchieta. As demais atividades continuaram, como o “Ecoturismo”, “Serra do Mar”, entre outros, e novos projetos ganharam destaque na gestão do secretário Bruno Covas: “Economia Verde”, os projetos de “Pagamento por Serviços Ambientais (PSA)”, o “Programa de Parceria para as Unidades de Conservação” e a ampliação dos planos de “Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE)”.

O antigo “Projeto Município Verde Azul”, não só foi incorporado como ampliado para “Programa Município Verde Azul”.

Neste momento nosso site encontra-se em fase de finalização de sua cara nova, estamos reestruturando-o para que seja um portal que englobe todos os órgãos, instituições e projetos ligados ao Sistema Ambiental Paulista. Aprimorando nossa comunicação, transparência e prestação de serviço ao público, inclusive com o Licenciamento Ambiental.

Estamos à disposição para mais esclarecimentos.

Att.
Aline Cavalcante”

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Governo de São Paulo abandonou meio ambiente?

Em outubro do ano passado o Cotidiano Nacional estreou sua coluna sobre meio ambiente, que visava acompanhar os 21 projetos ambientais estratégicos da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Os artigos publicados até o momento podem ser acessados aqui.

Por N motivos, a coluna deixou de ser publicada por um bom tempo e, agora que resolvemos voltar à carga com a questão ambiental, eis que os projetos já não são destaque na página principal da SMA. Nem sequer estão mais disponíveis nos antigos endereços.

Só nos resta imaginar que não há mais interesse em levar adiante bons projetos para o meio ambiente no estado de São Paulo. Como eu sei disso? Eu tenho impresso todos os 21 projetos e seus passos iniciais.

A ascensão de Bruno Covas à SMA pode ter sido um dos motivos para o abandono dos projetos, tendo em visto que a nomeação foi estritamente de caráter político, pois o secretário não tem nenhum cacoete para o meio ambiente; isso inclusive já havia sido motivo de preocupação por parte deste editor.

Durante a semana entraremos em contato com a Secretaria de Meio Ambiente em busca de informações sobre o andamento dos projetos e o porquê deles não mais figurarem a página principal da Secretaria e nem mesmo nenhum outro canto do site. Um ou outro projeto aparece “escondido”, mas praticamente sem nenhum tipo de atualização.

É lamentável que um governo possa abandonar de uma hora para outra projetos de grande importância para o desenvolvimento dos municipios do estado, além da melhoria na qualidade de vida dos cidadãos. Além disso, levamos a crer que o governo não dá valor aos recursos investidos nos projetos e nem mesmo à dedicação do principal recurso do projeto, o recurso humano. É um desrespeito aos servidores envolvidos e ao contribuinte, que precisa obter respostas acerca do andamento dos projetos.

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Lixo Mínimo

Apesar do desânimo inicial com a nomeação de Bruno Covas para a Secretaria do Meio Ambiente, hoje retomamos a série Cotidiano Verde com a questão do lixo, um problema seríssimo, principalmente nas grandes cidades.

A ideia é “eliminar a disposição inadequada dos resíduos domiciliares”. Para isso, o governo pretende acabar com os lixões a céu aberto e ajudará os municípios a tratar de forma correta ou menos prejudicial ao meio ambiente de seus resíduos.

É importante dizer que dos itens propostos pelo projeto, o mais importante deles, sem dúvida, é a questão da educação ambiental. Porque antes de tentar resolver onde vai jogar o lixo, é necessário ajudar a população a reduzir a produção de lixo, em especial aquele que vai para a coleta do caminhão de lixo.

Obviamente que há um grande caminho a percorrer, porque não adianta pedir pra população separar o lixo se não houver uma coleta seletiva adequada e proposta de reciclagem deste lixo. Pessoalmente tenho separado o lixo em “secos” e “molhados”. Meu município mal consegue recolher o lixo normal, que dirá ter coleta seletiva. Então, faço um esforço e encaminho o lixo que pode ser reciclado para conteiners na Universidade de São Paulo, acreditando que este lixo será reciclado.

Em relação aos resultados já apresentado pelo projeto temos que em 1997, 502 municípios eram considerados inadequados no IQR – Índice de Qualidade de Aterros de Resíduos – e agora, em 2009, esse número foi reduzido a 7 apenas.

Assim que terminamos a apresentação dos projetos ambientais do Estado vamos entrar em contato com a Secretaria em busca de informações para as ações em 2011, caso as informações no site não sejam atualizadas.

Maiores informações sobre os projetos, acesse http://www.ambiente.sp.gov.br/

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O futuro do Meio Ambiente em São Paulo

Minhas decepções “no que se refere” às nomeações de ministros e secretários não ficam restritas à esfera federal.

A nomeação de Bruno Covas para a Secretaria de Meio Ambiente em São Paulo foi um balde de água fria para o projeto Cotidiano Verde.

Quem é o que sabe Bruno Covas sobre meio ambiente? Se o leitor não sabe, ele só ganhou uma secretaria para deixar o caminho livre para que um aliado do governador Alckmin pudesse concorrer sem problema a presidência da Assembleia Legislativa, já que Covas, como deputado mais votado em São Paulo, pleiteava o cargo.

Para tanto, Alckmin o nomeou para o Meio Ambiente, uma clara demonstração da “importância” que o governador dá ou deu para a pasta.

Independente de qualquer coisa, vamos tentar levar adiante o projeto Cotidiano Verde e procurar alcançar resultados, acreditando que algumas pessoas na Secretaria possam ser técnicas e que tenham alcançado seus cargos por critérios técnicos, e não para sair da frente de políticos mais poderosos do que o neto do ex-governador Mário Covas.

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Ranking dos municípios verde e azul

Será divulgado hoje no Palácio Bandeirantes (sede do governo paulista) o ranking ambiental dos municípios.

Esse ranking faz parte do projeto ambiental “Verde e Azul” da Secretaria do Meio Ambiente do estado de São Paulo e que foi objeto de análise por nós, do Cotidiano Nacional, na série Cotidiano Verde.

Saiba mais clicando aqui:

http://www.ambiente.sp.gov.br/verNoticia.php?id=1065

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Aquíferos

No “programa” de hoje do Cotidiano Verde vamos abordar o Projeto Ambiental Aquíferos, da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

Obviamente que a questão da água deve ser plenamente estudada pois é vital para a manutenção das comunidades e levando-se em conta que São Paulo e seu entorno (grande São Paulo) possui uma população que supera os 20 milhões de habitantes, algo precisa ser mesmo pensado.

Mais uma vez as ações do governo são paliativa e aparentemente nada de muito concreto é visto, principalmente porque há indícios de que a água dos aquíferos paulistas já esteja contaminada.

Só podemos esperar que o próximo governo esteja de fato empenhado em dar continuidade a todos os projetos e em especial uma política sobre a água que fique muito além de cobrar mais taxas do contribuinte.

Conheça mais sobre o Projeto Aquíferos e os demais projetos ambientais estratégicos do Estado de São Paulo acessando o site da Secretaria de Meio Ambiente.

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Matar Ciliar

O 9° projeto abordado pelo Cotidiano Verde é o Mata Ciliar. O principio objetivo deste projeto é aumentar a cobertura vegetal do estado, por meio da recuperação de matas ciliares.

Para quem não sabe, mata ciliar é aquela que está próxima aos cursos d´água, como rios, lagos, represas ou nascentes. Como o próprio nome já sugere, ciliar é porque as árvores nas margens do rio funcionam como cílios, evitando o assoreamento do rio.

Atualmente o projeto está abrangendo 5 bacias hidrográficas: Paraíba do Sul, Piracicaba/Capivari/Jundiaí, Mogi-Guaçu, Tiête/Jacaré e Aguapeí.

Apesar da aparente boa distribuição das ações do Mata Ciliar (que podem ser conferidas clicando aqui) temos algumas perguntas que serão feitas ao novo secretário do meio ambiente, assim que o próximo ano (e consequentemente novo governo) começarem: Porque não há nenhum trabalho de reflorestamento da marginal Tiête? Porque ao inves de plantar árvores, foram construídas novas pistas para as marginais.

O mais interessante é que foram gastos “rios” de dinheiro para transplantar as árvores para outro lugar, com o salvatério de que a cobertura vegetal seria preservada. Mas quando chegarem as chuvas, e o rio Tiête subir de nível, como que as águas vão se dispersar, com tamanha cobertura de asfalto?

Nem que fossem plantadas o triplo de árvores removidas da marginal seriam suficientes, se estas não estiverem ao largo do rio, contribuindo para a vazão das águas da chuva e também absorvendo uma boa parte dessa água.

Esperamos que o próximo governo possa pensar em soluções realmente eficazes e não soluções desastrosas como da ampliação da marginal Tiête. Ah, o trânsito, “responsável” por tudo isso, continua o mesmo ou pior.

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