Arquivo da categoria: Educação

O Papa Francisco

Aqueles que me conhecem sabem que eu não sou um católico fervosoro, apesar de ter sido batizado, feito primeira comunhão e crisma.

Mas poucos papas me cativaram tanto quanto o papa Francisco. Isso também não é nada do outro mundo, porque além dele só conheci o Ratzinger e o Wojtila.

Confesso que meu interesse se dá mais pelas teorias da conspiração sobre o Vaticano (haja visto minhas duas últimas aquisições literarias-  Veja o post Acervo Pessoal) do que pelo carater espiritual ou religioso propriamente dito.

Isso sem falar que prefiro a Igreja Católica e suas mazelas do que qualquer religião evangélica. Eu disse qualquer, sem exceção. Jamais serei hipócrita com aquele discurso medíocre de que tem que respeitar a crença ou que religião não se discute.

Só não se discute um assunto quando não se tem argumentos e pra evangélico ter argumento, a maioria deles precisaria antes sentar em um banco de escola ou ler aquela bíblia que eles carregam embaixo do suvaco.

Voltando ao carismático Francisco, nessa manhã ele anunciou novos cardeais e entre eles, um brasileiro. A Praça São Pedro deveria estar apinhadas de brasileiros que devem ter comemorado como se fosse um gol. A manifestação não passou desapercebida do Santo Padre,  que então desferiu sua simpatia extraordinária, motivo pelo qual me motivou a compatilhar minha alegria com o espírito de Francisco.

Também vale destacar que a escolha do nome foi de uma felicidade sem igual.

Que Deus e os manda-chuvas do Vaticano permitam que Francisco ensine alguma coisa que ficaram pra trás nos últimos 40 anos.

Anúncios

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional, Educação, Teoria da Conspiração, WikiLeaks

Reitor da USP toma posse na Sala São Paulo

João Grandino Rodas já é oficialmente o novo Reitor da Universidade de São Paulo (USP). A posse aconteceu no último dia 25 de janeiro na Sala São Paulo, numa cerimônia repleta de autoridades e com a devida importância que tem a maior universidade brasileira e uma das maiores da América Latina. A data marcava ainda o aniversário da cidade e da própria USP, fundada em 1934.

O leitor que acompanha o Cotidiano Nacional conheceu toda a trajetória das eleições na USP no ano passado.

Inicialmente com uma análise dos primeiros resultados e depois com a antecipação do nome daquele que seria o escolhido pelo governador José Serra. Para quem não sabe, a eleição consiste na formação de uma lista tríplice, e o governador pode escolher qualquer um dos três. Desta vez, o escolhido foi o segundo nome da lista. Isso não ocorria desde a ditadura militar, segundo informou reportagem da Folha Online.

Na USP há um sentimento de alívio e grande expectativa para a nova gestão. A postura inicial do Reitor antes mesmo de tomar posse justifica a fala de seu discurso: “primus inter pares” (Primeiro entre iguais). Leia o discurso de posse na integra.

A cerimônia transcorreu de forma tranquila, exceto pela presença de 50 manifestantes contrários a posse de Grandino Rodas e que protestavam também contra o aumento das passagens de ônibus (sic). Protestos agora são feitos por lote.

Outro ponto negativo do evento foi a organização por parte do Cerimonial da USP no que diz respeito a distribuição de convites. Ao que parece, os responsáveis subestimaram a importância da posse do Reitor da maior universidade brasileira, que possui um orçamento estimado em R$ 2,8 bilhões. Mas a cerimônia mostrou-se grandiosa ofuscando esse deslize institucional.

O CN deverá acompanhar a administração da Universidade e dará destaque aqui no blog, sempre que a ocasião merecer.

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional, Educação

Vamos resolver o problema da Educação?

Por conta da licenciatura, estou cursando duas disciplinas no sábado: Didática e Psicologia da Educação.

As professoras são excelentes e vários aspectos dos problemas da Educação acabam por serem abordados em ambas as aulas, só que isso já está por demais cansativo.

E então, muitas das vezes, quando você está cansado de uma coisa que é exaustivamente repetida, porém sem resultados práticos visíveis, você invariavelmente começa a “desacreditar” de tudo aquilo.

E é exatamente isso que está acontecendo comigo. Será mesmo que a Educação tem um problema? Ou esse problema somos nós?

Pelo que percebi, existem várias literaturas que tratam da questão e cada uma apresenta uma solução, todas muito bem embasadas e aparentemente simples de serem aplicadas. Nas aulas todo mundo tem uma boa ideia para fazer uma escola melhor. Cenário perfeito? Não. A escola continua com problema e apesar de “conhecermos o caminho das pedras”, nada muda.

Até mesmo nossos executivos da Educação parecem ter boas ideias, mas por algum motivo, que decidimos denominar “falta de vontade política”, a Educação permanece com o estigma de ser um modelo falido.

Até quando vamos escrever e ler sobre os problemas da Educação e ficar apenas lendo e discutindo?

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional, Educação

A volta do Império Romano

Algumas histórias, quando contadas, parecem mentiras ou inventadas por mentes dissimuladas em busca de um pouco de divertimento ou coisas do tipo.

Mas algumas histórias estão muito acima do imaginário popular e por isso mesmo é a mais pura verdade. É uma dessas que eu vou contar para vocês nas linhas que seguem.

Duas garotas, provavelmente alunas do último ano do ensino médio ou quase isso, conversavam enquanto iam para a escola.

Uma explicava para a outra que em Roma, como o primeiro Imperador chamava-se Cesar, todos os demais imperadores eram chamados de césares também. Eu nem sei se isso é verdadeiro, mas o desfecho da história faz com que isso não faça a menor diferença.

A garota disse que antes os imperadores eram denominados assim, mas que “agora eu não sei como é que está”! 

Como assim, agora? Confesso que custei a acreditar no que tinha ouvido. Fiz até um exame de consciência, tentando reconstituir em minha mente as últimas palavras da estudante. Inacreditável! Simplesmente e absurdamente inacreditável!

Por fim, contentei-me em achar que, pelo fato de não mais assistir telejornais, o Império Romano havia ressurgido das cinzas e eu fiquei sem saber.

A julgar pelo “conhecimento” da moça, que vai crescer, tomar decisões importantes, votar, ser votada – ela é “o futuro do país” – continuaremos a ter wellingtons salgados perambulando pelo “velho-oeste brasileiro”.

Mas, afinal, que nomes estão recebendo os imperadores de Roma?

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional, Educação

São Paulo: USP tem programa alternativo ao sistema de cotas raciais.

A Universidade de São Paulo (USP) criou um programa – Inclusp – alternativo ao sistema de cota para negros, assunto polêmico nas universidades e conforme já mostrou o Cotidiano Nacional, sem consenso entre os dirigentes universitários.

O programa concede a alunos egressos de escolas públicas um acréscimo de 3% na nota, desde que tenha feito todo o ensino na escola pública.

Segundo nota publicada no jornal paulista “Destak”, a USP “registrou um crescimento de 7,3% na proporção de estudantes de graduação que fizeram o ensino médio em escolas públicas”.

O Inclusp não leva em consideração renda ou origem étnico-social. Ainda segundo a reportagem, com o programa aumentou o número de negros e índios na Universidade.

Como não poderia deixar de ser, mesmo com a adoção desse sistema, a Universidade sofre críticas pelo fato de nem sequer cogitar a adoção de cotas para negros.

O Inclusp se assemelha ao programa adota pela UFES (Universidade Federal do Espírito Santo) que foi objeto de destaque do Cotidiano Nacional (Leia aqui).

Deixe um comentário

Arquivado em Educação, Viagens pelos Estados

A importância da postura acadêmica

Recentemente escrevi um artigo que criticava faculdades particulares por não proporcionarem aos alunos um ambiente acadêmico propício ao desenvolvimento intelectual universitário.

Na semana passada fui surpreendido por uma professora, que havia faltando numa sexta e numa segunda, seus dias de aula, deixando-nos sem 4 aulas (R$ 27,00 é quanto nos custa essas 4 aulas). Na aula seguinte, ela ficou espantada pelo fato de nenhum aluno, exceto eu, ter o texto que ela pediu para ler (apesar de ter o texto, eu não li) e a lista de exercícios que ela pediu para fazer (eu, apesar de ter também a lista de exercícios, não fiz).

Neste momento eu já estava me perguntando por que não li o texto e por que não me prontifiquei a discutir com meus colegas de classe sobre o assunto proposto. Para piorar a situação a professora questionou sobre o que fizemos no dia em que ela faltou. Segundo a professora, a Coordenadora do curso havia ficado tranqüila ao saber que os alunos tinham matéria para estudar e exercícios para fazer.

Sabe o que fizemos no dia em que a professora faltou? Comemoramos a falta e fomos embora para casa!

Um lugar sem ambiente acadêmico com alunos sem postura acadêmica é o que?

Deixe um comentário

Arquivado em Educação

Espírito Santo: as cotas lá são para estudantes de escola pública.

A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) destinará já no próximo vestibular 40% de todas as suas vagas oferecidas para alunos que tiverem estudado pelo menos 7 anos em escola pública. O porcentual representa 1.286 vagas que serão disputadas somente por alunos das escolas públicas.

 A decisão da Ufes vem causando polêmica e bate bocas entre alunos de escolas particulares, que se consideram prejudicados, e alunos das escolas públicas, que terão duas chances de entrar na Universidade: a primeira disputando o vestibular geral e a segunda disputando as vagas de cotas.

 A Universidade só não abre mão da nota de corte, impedindo então que alunos muito “fracos” consigam a vaga. Em não sendo preenchidas as vagas destinadas aos alunos da escola pública, essas vagas passarão para o quadro geral e poderão ser preenchidas por qualquer vestibulando, independente da “origem” escolar.

É muito difícil comentar sobre as cotas. Se eu fosse negro, gostaria de entrar numa universidade pública por mérito próprio e não ser “empurrado” por um sistema de cotas, essencialmente racista. Como estudante de escola pública, preferia que o governo desse “rios de dinheiro” para a Educação e que considerasse isso um grande investimento e não mais uma despesa de seu orçamento.

Mas o que me chamou a atenção foi o fato de universidades federais, que teoricamente tem o mesmo “dono”, praticarem cotas da forma que acharem melhor. Digo isso porque a UFRS adotou cotas para negros (Se você quiser ler esse texto, clique aqui), a UnB, se não me engano, além dos negros atende também os índios e algumas talvez não adotem nenhum tipo.

O assunto é tão polêmico que talvez impeça a padronização país afora. Ou seria “falta de vontade política”?

Deixe um comentário

Arquivado em Educação, Viagens pelos Estados