Arquivo da categoria: Educação

O ensino fundamental rumo ao “primeiro mundo”

O Ministério da Educação vem realizando uma avaliação nas escolas públicas, de 5ª a 8ª séries, que leva em conta os resultados da Prova Brasil e do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), aplicados em todo o país.

Resultados divulgados em junho deste ano mostraram que das 18.653 escolas avaliadas, apenas 62 escolas alcançaram índice de países desenvolvidos.

Esta avaliação será feita a cada dois anos, até 2021, prazo definido como meta para que as escolas públicas atinjam o índice mínimo utilizado como padrão de países desenvolvidos.

Mas será que podemos comparar escolas públicas de um país sub-desenvolvido (que agora chamam de “em desenvolvimento”, para ficar menos feio) com países desenvolvidos. Talvez o grande diferencial seja uma só palavra: investimentos.

Mas investimentos não são só privilégio de países ricos, pois países como Coréia do Sul e Chile investiram “pesado” em educação e agora estão colhendo frutos saborosos destes investimentos.

É necessário ainda alertar o leitor que nosso país, em desenvolvimento, trata os gastos em educação como despesa e não como investimento. Precisa dizer mais alguma coisa?

Até 2022 há grandes desafios que precisam ser vencidos desde já. Mas parece que não é bem isso que vai acontecer. Segundo a Folha Online, onde foi publicada a matéria sobre essa avaliação, houve uma cerimônia no Palácio do Planalto onde o ministro da educação, Fernando Haddad, “anunciou um Plano de Desenvolvimento da Educação, que irá oferecer apoio técnico e financeiro às 5.000 escolas com pior nota do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica)”.

Os recursos estariam garantidos e, ainda segundo a reportagem, seriam da ordem de R$ 30 milhões. Fazendo uma conta simples, que aprendi no ensino fundamental, R$ 30 milhões divididos por 5.000 escolas representa uma verba de R$ 6.000,00 para cada escola.

Senhor Diretor de Escola, o que o senhor fará com R$ 6.000,00? Esse país é uma piada e o Sr. Fernando Haddad, que é professor da Universidade de São Paulo, na certa, é um brincalhão. Espero viver 2022 para ver “onde isso foi parar”.

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Balanço do Blog

Não tinha planejado fazer um balanço, mas também como não tinha a menor idéia de como dar seguimento a este projeto, não vejo nada demais em comentar sobre algumas coisas que se passaram nesses primeiros 30 dias (862 acessos). Só depois descobrir que gostaria de opinar sobre os acontecimentos do dia da nossa Terra de Santa Cruz.

A primeira, obviamente, é agradecer a todos os meus leitores que vem tendo paciência para acompanhar o blog diariamente. Espero que essa nova convivência possa durar bastante.

Até o momento nenhum comentário precisou ser “censurado”, todos foram feitos de forma respeitosa e sem exageros. E podem olhar lá, não há apenas elogios, mas também críticas e sugestões. Acredito que se só autorizasse os elogios ficaria difícil até mesmo para eu acreditar que tinha interesse em fazer um projeto sério. Acredito também que as críticas também são importantes, assim como os elogios.

Gostaria de destacar uma reclamação que me chamou bastante atenção: alguns (foram poucos) reclamaram do layout do meu blog e da falta de fotos para ilustrar os textos. Sobre o layout confesso que por não entender muito bem disso preferi pegar um modelo pronto, que em minha opinião não iria agredir os leitores (fundo preto, letreiros luminosos, som de fundo, essas coisas). Sobre a falta de fotos, eu não entendo bem como uma foto pode substituir um texto, mas aceitei a sugestão e passei a colocar algumas fotos para destacar melhor a reportagem. Mas o que penso dessas pessoas que fizeram as reclamações citadas acima? Para mim são o tipo de pessoa que você recomenda um livro, mas se o livro não tiver letras grandes e figuras nas páginas, elas logo descartam. Logo, não servem para ler meu blog.

Um rapaz disse não encontrar nada de interessante para se ler no blog. Eu escrevo sobre política, futebol, cotidiano, economia, ciência (se não escrevi ainda vou escrever), praticamente todos os assuntos. Se eu escrevo sobre tudo e ele não encontrou nada para ler, em que mudo você vive, meu rapaz?

De todos os textos escritos, apresento agora um ranking dos mais visitados. Se você não leu ainda, faça isso agora clicando no link:

Amazonas: lá também é Brasil – 26 acessos
O Prouni e a sociedade – 22 acessos
O pateta do esporte – 20 acessos
A importância do ambiente acadêmico – 18 acessos
Bahia: um fim de um reinado – 15 acessos
Brasil na final e Doni no meio da pequena área – 13 acessos
Robinho e mais dez – 13 acessos
Amapá: onde tem Brasil tem descaso com o dinheiro público – 13 acessos
Se os EUA se importassem com o Pan… – 13 acessos
Começa a viagem… – 12 acessos
Querem um conselho: usem filtro solar – 12 acessos
Porque nossas laranjas são verdes – 11 acessos
Alagoas: você se lembra quem veio de lá – 11 acessos
A caça aos golfinhos – 11 acessos

Destaque para o texto que fala do jogador Robinho. Uma colega disse que esse post era dispensável. Parece que ela se enganou!

Além disso, eu decidi “viajar” pela imprensa on-line do país em busca de história pitorescas, ou mesmo qualquer coisa que, em primeiro olhar, chamasse a atenção. Por isso convido vocês a lerem (quem ainda não leu) o texto campeão de acessos até o momento, que fala sobre a violência na cidade de Manaus, para mostrar que não é só RJ ou SP que a situação vai mal. Dos mais lidos estão esse já citado, Amazonas, e mais Bahia, Amapá e Alagoas.

Já passamos também por Rio de Janeiro, Acre, Rio Grande do SulRoraima e Ceará, o mais recente deles. Não deixe de lê-los.

Eu estou bastante contente com o desenvolvimento do blog e com a resposta dada por leitores interessados. Espero continuar contando com a presença diária de todos vocês.

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Arquivado em Cotidiano Nacional, Educação, Esportes, Internacional, Rio 2007, Vídeos, Viagens pelos Estados

A expansão universitária do governo Lula

Muitas vezes é necessário tomar decisões para que projetos de interesse do país saiam do papel. Mas quando essas decisões são por motivações políticas, eleitoreiras, os resultados negativos podem perdurar por muito mais tempo que o mandato conquistado através da manobra.

Foi assim a criação de quase 15.000 vagas nas universidades federais meses antes da reeleição do presidente Lula. Hoje, o que se vê, é o resultado de pôr em prática projetos sem nenhum planejamento prévio.

Alunos sem prédios, sem bibliotecas, sem nenhuma condição mínima para aprenderem na prática suas futuras profissões. Universidades sem campi, sem sede, sem nenhuma infra-estrutura para receber os alunos, espalhadas por todo o país.

Porque não investiu parte deste dinheiro na recuperação das tradicionais federais, que já possuem uma infra-estrutura montada, fazendo com que o aumento de vagas se desse nessas unidades. Mas não, está na cara que a medida foi apenas eleitoreira, com a cara do presidente Lula. Foram criadas unidades das universidades federais em lugares afastados, periféricos aos grandes centros, apenas para causar uma impressão que o povo seria beneficiado.

De que adianta alunos de educação física sem piscina e sem quadra. Alunos de química sem laboratórios e equipamentos. Universidades em prédios alugados e em alguns casos sem nem sequer ter o terreno para a edificação de sua sede.

É uma pena que algo tão sério nesse país, que faça tanta falta para o seu povo seja tratado apenas como vitrine política. 

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UNE: o que mais vem por ai?

A União Nacional dos Estudantes (UNE) escolheu sua nova presidente: Lucia Stumpf, 25 anos, estudante de jornalismo.

Lúcia Stumpf
Foto: UNE

O discurso da nova presidente mostra a decadência do ensino brasileiro, desde o ensino fundamental até a formação em “faculdades-botecos”.

A favor do aborto, das invasões das universidades públicas (e depredações e roubo também?) e até da demissão do presidente do Banco Central. Filiada ao PC do B, disse que pretende “fazer uma gestão de luta nos próximos anos”. Será que essa “gestão de lutas” inclui a violência, que vem sendo praticada pela nova classe estudantil?

Será que a UNE tem consciência do que os “almofadinhas” da USP fizeram nos 51 dias que ficaram no prédio da Reitoria e roubaram inúmeros equipamentos? É vergonhoso o nível da “classe estudantil” brasileira.

Os estudantes precisam tomar muito cuidado para que a UNE não se transforme no MSC: Movimento dos Sem “Celébro”.

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A importância do ambiente acadêmico

Das 24 horas diárias, tirando as 6 horas que eu durmo e as 2 horas que perco no trajeto casa-trabalho-trabalho-casa, passo 14 horas na Universidade (9 horas em uma pública e 4 horas em uma particular).

E nesse tempo percebi uma diferença que ainda não consegui engolir e por isso mesmo decidi compartilhar com vocês.

Na faculdade particular não existe “ambiente acadêmico”. Não sei se isso pode ser considerado uma regra, mas percebi isso. Estranhamente, até mesmo o ar parece diferente.

Percebo que alguns colegas não têm a menor vontade de estar na faculdade, não conseguem ficar nas aulas, preferem sair para beber nos botecos da redondeza ou mesmo tomar um “refri” na cantina. Já na universidade pública, onde geralmente estudam os mais abastados e nada fazem durante o dia (isso também não é uma regra), eles chegam as 7 da manhã e saem as 23 horas, se deixar.

Na universidade particular, que o aluno deixa um bom dinheiro e teoricamente deveria aproveitar o dinheiro gasto, ele prefere não ficar lá. Eu não entendo isso! Vamos apontar algumas situações:

1) Os cursos particulares geralmente são semestrais, porque sendo semestral, as aulas percorrem no máximo, forçando a barra, 8 meses. No anual, é possível estudar até 9 meses. Só um mês de diferença, mas que faz “a diferença”.

2) O valor médio dos cursos dessa faculdade particular que menciono gira em torno de R$ 700,00. Esse valor é cobrado de janeiro a dezembro (12 parcelas anuais).

3) Disciplinas que tenham 4 aulas semanais permitem que o aluno falte 10 dias. Considerando que o mês tem cerca de 22 dias letivos, ele perde mais metade de um mês.

Levando-se em conta essas afirmações, pergunto:

a) Qual o valor que esses alunos dão ao seu dinheiro, ou o dinheiro que seu pai ganha, certamente com muito trabalho?

b) Existe desconto na mensalidade quando falto aula?

c) Que tipo de profissional sairá desta faculdade ao final de 8 semestres (duração média de um curso)?

d) Ou como disse um amigo meu: “Você compra um televisor, e depois de certo tempo o vendedor chega para você e fala que seu televisor não tem uma determinada peça, que está faltando! Por analogia, você certamente vai comemorar a falta dessa peça.

Quando você paga a faculdade e o professor falta à aula ou você prefere ir beber no boteco ao assistir aula é a mesma coisa. No final, vai faltar uma peça!

O nível dos alunos é muito ruim e se pudessem pagariam para não estar lá. No fundo, eles gostariam de descobrir um endereço no centro da cidade onde pudessem comprar seus diplomas.

Ambiente acadêmico é tudo e não há esse ambiente em “boteco”.

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O Prouni e a sociedade

Gilberto Dimenstein, colunista da Folha de S. Paulo, escreveu recentemente um artigo com o seguinte título: “Universitário tem que trabalhar”.

O que chamou a atenção foi o PS no  final do artigo, em que ele critica o Prouni, programa instituído no governo Lula que financia curso universitário para estudantes que comprovadamente não tem condições de pagar as mensalidades e dificilmente conseguem entrar em uma universidade pública.

O jornalista critica o fato do programa não exigir do aluno beneficiado nenhum tipo de “pagamento” e cita outros programas existem em São Paulo e Goiás.

Pelo pouco que conheço o aluno paulista contemplado com a bolsa universidade precisa participar de atividades em uma escola pública nos finais de semana. Segundo o jornalista, isso só não acontece com os contemplados da bolsa dada pelo governo federal porque a idéia de SP, e de GO, foi criada por tucanos.

Será que é isso? Mas também, o aluno trabalha, vai fazer a faculdade a noite e passar os finais de semana nas escolas, vai fazer que tipo de faculdade??? Digo, vai estudar quando?

É obvio que por melhor que seja sempre encontrarão falhas nas iniciativas. Nunca tinha parado para pensar nesse caso do Prouni. E se for pensar assim, como sugere o jornalista, a sociedade paga duas vezes: a primeira pagando a faculdade e a segunda porque o aluno estuda de graça, literalmente.

Mas há que se considerar que os agraciados com a bolsa do governo fizeram uma prova, se destacaram, precisa quase que se humilhar para arrumar a papelada e manter uma postura acadêmica perto do impecável.

O assunto merece mais reflexão e pretendo voltar com ele posteriormente.

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Rio Grande do Sul: Cotas raciais, concessão ou racismo?

A polêmica da adoção de cotas para negros em universidades públicas vive um dilema: é uma concessão separar vagas para negros e afro-descendentes ou é puro racismo, pois afirma de forma desrespeitosa que o negro é inferior ao branco?

O Conselho Universitário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) aprovou na última sexta-feira a adoção de cotas para negros e para egressos do ensino público. Segundo a decisão do CO, 30% das vagas serão reservadas, sendo metade para os alunos que se declarassem negros e a outra metade para alunos que tenham cursado a maior parte do tempo em instituições públicas de ensino.

O assunto é polêmico porque muitos entendem que a própria reserva de vagas por motivo de raça ou por condição social já caracteriza racismo. O problema é que ao ingressar na universidade dessa maneira, o “cotista” jamais saberá se entrou por mérito próprio ou com um “empurrãozinho” providenciado pelas cotas.

Mas o problema é outro: o foco do governo federal em relação à educação está incorreto. É inegável o mérito do Prouni, por exemplo, que permite que milhares de estudantes possam dar seguimento em seus estudos e cursar um nível superior, situação que não seria possível devido ao alto custo das mensalidades particulares e grande concorrência (e desleal) nas Universidades públicas. Mas, e como andam os investimentos no ensino fundamental? Talvez se o investimento fosse feito na base da educação, programas como o Prouni seriam apenas complementares e não essenciais como é atualmente.

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