Arquivo da categoria: Eleições 2010

Se o Sudeste fosse um país, Dilma Roussef seria a presidente

Ainda incomodado com a animosidade contra os brasileiros do norte e do nordeste e amante dos números e da estatística, resolvi resumir a nossa eleição ao estados do Sudeste: Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais.

Os resultados surpreendem, mais a mim do que aos demais, creio eu. É engraçado que uma conta que até meu filho de 11 anos poderia fazer, algumas pessoas não tiveram essa curiosidade antes de disparar contra os nordestinos e nortistas.

Mas vamos ao que interessa. Se o Sudeste fosse um país, Dilma Roussef seria eleita presidente da república. Veja os números:

Dilma Roussef = 22.540.695 votos (51,88%)
José Serra = 20.910.091 votos (48,12%)

Enfim, já estou cansado de tentar justificar o injustificável. Falando em justificar, eu justifiquei meu voto no último dia 31. Sem estômago de votar no PT e com vergonha de votar em alguém como o Serra. Por fim, durmam com um barulho desses.

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Quem elegeu Dilma Roussef?

Desde que foi proclamada presidente eleita ontem à noite, venho acompanhando no Twitter inúmeras ofensas contra os brasileiros do Norte e do Nordeste. Tenho amigos no Acre, Alagoas, Pernambuco, Roraima, Pará, entre outros estados. Pessoas com quem converso quase que diariamente e por isso mesmo não pude silenciar aos absurdos que li.

É uma das formas mais grosseiras e nojentas de preconceito que eu já pude presenciar. Pessoalmente não tenho preconceitos contra negros, nordestinos, pobres, ricos, estrangeiros ou homossexuais. Mas tenho preconceito contra a burrice e a ignorância. E estes estão localizados tanto no Norte e no Nordeste, quanto aqui, na capital do Estado mais rico da Federação. Sim, aqui em São Paulo tem ignorante saindo pelo ladrão.

Mas vou responder as ofensas com números, o que para mim basta e serve como um cala-boca ao meus “irmãos” paulistas.

Excluindo-se todos os votos do Nordeste, o resultado da eleição seria:
Dilma Roussef = 35.555.661 votos (50,78%)
José Serra = 34.462.763 votos (49,22%)

Ah, mas tem o pessoal do Norte também, não é mesmo? Então vamos excluí-los também.

Portanto, sem os votos do Norte e do Nordeste o resultado seria:
Dilma Roussef = 33.700.059 votos
José Serra = 33.318.762 votos.

Incrível. De novo a Dilma vence, e sem a ajuda do Norte e do Nordeste. Impressionante, não acham?

Se ainda está difícil para entender, última tentativa hein: Onde o Serra ganhou, a diferença foi medíocre, já onde a Dilma ganhou, a diferença fez a diferença.

Exemplos, para ajudar (sem contar Norte e Nordeste):

– Em Minas Dilma conseguiu 16,9 pontos sobre Serra.
– No Rio de Janeiro foram quase 21 pontos de vantagem pra Dilma
– Em São Paulo, onde Serra era governador, a diferença em favor dele foi de módicos 8 pontos.
– No Rio Grande do Sul, não chegou nem a 2 pontos de vantagem para o Tucano.

Portanto, meus caros compatriotas do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. VOCÊS ELEGERAM A DILMA ROUSSEF.

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Seria Utopia?

Por Carlos Filho, do Vivendocidade, especial para o Cotidiano Nacional

Agora que terminamos o processo eleitoral, gostaria de escrever alguma ideias sobre o que deveria ser melhorado no processo, aquilo que gostaria que saísse do papel um dia.

Sinta-se à vontade de comentar, criticar, ou mesmo colocar sua própria ideia aí nos comentários. Imaginar o futuro sempre foi uma forma de entender melhor o presente.

Nesse exercício imaginativo, “toró de parpite” como diria o caipira do meu amigo (sic), precisamos estabelecer algumas regras simples:

1) O Sistema e a forma de governo não podem ser modificadas (infelizmente);

2) Os cargos eletivos são, no executivo: Presidente, Governadores e Prefeitos;

3) Além desses, seus respectivos vices;

4) Já no legislativo, os cargos de Senador, Deputado Federal e Estadual (Distrital no caso do DF) e os Vereadores.

A primeira mudança que faria é a separação do dia/ano de votação para cada esfera pública, uma vez que são coisas diferentes e não devem ficar misturadas. Outro fator contra a eleição para todos os cargos – majoritária ou não a cada ano, é a quantidade de candidatos concorrendo às vagas, e a impossibilidade dos eleitores de conhecer suas propostas e afins.

Dessa forma, imagino que a eleição para os cargos do Executivo deve acontecer em um determinado dia, a cada quatro anos, assim como é hoje, mas sem a possibilidade dos candidatos à vice. O segundo candidato nas urnas deveria ser naturalmente o sucessor.

Claro que nesta hipótese o segundo turno seria irrelevante, portanto descartada.

Os mais velhos devem se lembrar, ou não, mas antes dos militares tomarem o poder no Brasil nos anos de 1960, era assim que funcionava.

Ainda nesta proposta, os cargos legislativos deverão ser votados logo em seguida, no máximo um ano após a eleição executiva, mas com as seguintes propostas:

a) Os senadores continuariam a representar os Estados bem como sua escolha nominal e direta;

b) Os deputados e vereadores passariam a concorrer em seus respectivos distritos eleitorais, onde se espera que sua representatividade seja vista e acompanhada pela população, evitando assim escolhermos qualquer um (como é hoje).

Claro que precisamos de mudanças mais profundas para colocar isso em prática, como por exemplo, uma forma mais eficiente de regular o funcionamento dos partidos políticos.

Convenhamos, fora uns 4 ou 5 partidos (chutando alto), o que sobra além de ser frágil em suas ideias, são mais do mesmo, existindo apenas pelo ego de seu fundador. Isso não só fragiliza a discussão de propostas, como também enfraquece a organização civil em torno da coisa pública.

Por isso, entendo que as regras para a existência partidária deve ser revista.

No que se refere à campanha eleitoral em si, a proibição de toda e qualquer autoridade pública de manifestação em favor de determinado candidato, assim como a gravação de programas ditos crus.

Ou seja, sem edição de imagem e som, sem música, sem apelo emocional e outra forma de superprodução. O objeto é foco no candidato e em seu programa, que falaria exatamente o mesmo tempo, independente do tamanho de sua bancada ou coligação.

Ou vocês não notam que enquanto os mais ricos fazem seus programas em Hollywood, o máximo que os outros conseguem é a edição do Chapolin? Uns falam muito e outros pouco e afins?

Seria utopia imaginar que um dia essas ideias saiam do papel?

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Apuração das Eleições 2010 – 2° turno

Assim como no primeiro turno, o Cotidiano Nacional acompanhará a apuração dos Estados que não resolveram seus eleitos no dia 3 de outubro. São eles: Alagoas, Amapá, Goiás, Pará, Paraíba, Piauí, Rondônia, Roraima e o Distrito Federal. As atualizações serão feitas a cada 30 minutos.

Serra precisa tirar a diferença de votos em especial no nordeste, onde em vários estados Dilma conseguiu mais de 60% dos votos.

Dilma tem a vantagem de mesmo onde perdeu para Serra, perdeu por pouca diferença.

No entanto, as disputas pelo Estado está mais interessante: Amapá foi onde os três primeiros candidatos conseguiram 28% dos votos; Na Paraíba os candidatos alcançaram 49% dos votos; Em Roraima a diferença do primeiro pro segundo ficou em 2%, o que representa, naquele estado, pouco mais de 5 mil votos.

Nos outros estados a diferença foi um pouco maior: Alagoas (10%), Goiás (10%), Pará (8%), Piauí (16%), Rondônia (7%) e Distrito Federal (17%).

Não levaremos em conta nenhuma pesquisa eleitoral e de boca de urna.

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL – 100%
Dilma Roussef (PT) – 56,05%
José Serra (PSDB) – 43,95%

GOVERNADORES (a ordem dos nomes refere-se ao resultado do primeiro turno)

Alagoas – 100%
Teotônio Vilela (PSDB) – 52,74%
Ronaldo Lessa (PDT) – 47,26%

Amapá – 100%
Lucas (PTB) – 46,23%
Camilo Capiberibe (PSB) – 53,77%

Distrito Federal – 100%
Agnelo (PT) = 66,10%

Weslian Roriz (PSC) = 33,90%

Goiás – 100%
Marconi Perillo (PSDB) = 52,99%
Iris Rezende (PMDB) = 47,01%

Pará – 100%
Simão Jatene (PSDB) – 55,74%
Ana Júlia (PT) – 44,26%

Paraíba – 100%
Ricardo Coutinho (PSB) – 53,70%
Zé Maranhão (PMDB) – 46,30%

Piauí – 100%
Wilson Matins (PSB) – 58,93%
Sílvio Mendes (PSDB) – 41,07%

Rondônia – 100%
Confúcio Moura (PMDB) – 58,68%
João Cahulla (PPS) – 41,32%

Roraima – 100%
Neudo Campos (PP) – 49,59%
Anchieta (PMDB) – 50,41%

Também acompanharemos hoje a apuração estado a estado para simular uma eleição pelo colégio eleitoral, conforme ocorre nos EUA. Aqui no Brasil o colégio será formado pelo número de Deputados Federais (proporcional) e o número de Senadores (três por estado). Para ser eleito, é necessário conquistar 298 delegados. Utilizaremos uma planilha oferecida gentilmente por Carlos Filho, do Vivendocidade.

 

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O que fazer com 20 milhões de votos?

Hoje estava debatendo com uma leitora o que Marina Silva havia feito com os 20 milhões de votos que ela recebeu na urnas.

Acreditava eu que ela tinha jogado no lixo, primeiro porque demorou a se posicionar sobre qual candidato iria apoiar e depois por ficar em cima do muro. Eu achei que ela foi muito mal na postura e que seria muito melhor se tivesse declarado apoio a um ou a outro.

No entanto, ao conversar com essa leitora, aconteceu o que a gente diz no interior: “fui cortar lã e sai tosquiado”. Ela considera que foi muito inteligente a postura da candidata verde em não apoiar ninguém, uma forma de ter independência. Sem ficar com o “rabo preso”, como se usa. E o argumento, tanto da leitora, quanto da Marina, foi tão forte que eu parei um pouco para pensar, e a Marina ganhou mais uma eleitora para a próxima eleição.

O importante disso tudo é: O que fazer com 20 milhões de votos? Será que Marina Silva saberá usar esse trunfo/triunfo?

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2º turno: A dura escolha dos eleitores

Se o eleitor encontra severas dificuldades para escolher o candidato da eleição presidencial no próximo dia das bruxas, agradeça se por acaso você não fizer parte daqueles que também terão que escolher o governador.

Se a eleição para o governo de seu estado está resolvida, eu diria então que será só sombra e água fresca (isso sem contar os próximos 4 anos). Mas se você é eleitor dos estados abaixo, veja o que te espera nas urnas. Repare o leitor que a maioria das disputas é entre governadores e ex-governadores do estado. Eita falta de opção, hein?

Os eleitores de Alagoas terão que escolher entre Teotônio Vilela (PSDB) e Ronaldo Lessa (PDT). Vilela é o atual governador e Lessa já foi governador. Este último leva a “vantagem” de receber apoio de Collor e Renan Calheiros. Vilela enfrenta sérios problemas na segurança pública do estado. 23 moradores de ruas foram assassinados em 2010, provavelmente por grupos de extermínio. Outro fato curioso nas Alagoas, para o eleitor tentar entender como é a política brasileira, houve um tempo em que Vilela apoiou Lessa e teceu elogios ao político-amigo. Agora, “descasca o abacaxi” contra seu oponente nas urnas. Não acredita? Veja você mesmo: http://www.youtube.com/watch?v=Sz-acZPfDuA

Amapá terá sua disputa entre Lucas Barreto (PTB) e Camilo Capiberibe (PSB). O estado viveu um drama antes da eleição. O atual governador, Pedro Paulo Dias (PP), que conseguiu apenas 13% dos votos e ficou em 4º lugar, foi preso pela Polícia Federal e passou 10 dias no xadrez. Barreto é apoiado por Sarney e Capiberibe é filho de João Capiberibe, ex-governador e ex-senador pelo estado. Foi cassado e tentava se eleger senador, mas sua candidatura ainda esta sub-judice. No Amapá, está “tudo em casa”.

No Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT) e Weslian Roriz (PSC) almejam o cargo de governador, já ocupado por José Roberto Arruda (DEM) que também tem uma “cana” registrada na sua ficha. Weslian Roriz é mulher de Joaquim Roriz, que não conseguiu fazer passar sua candidatura por causa da Lei da Ficha Limpa. Foi apelidada de “mulher laranja” depois de sua perfomance nos debates.

Goiás para mim terá a tarefa mais dura.  Marconi Perillo (PSDB) e Iris Rezende (PMDB). Não sei qual dos dois é pior, mas deixo esse problema para os eleitores goianenses (?). Ambos já foram governadores e eu me recuso a pesquisar no google a ficha desses senhores.

Pará: O ex-governador Simão Jatene (PSDB) quase levou no primeiro turno, mas deu sobrevida a candidata Ana Júlia (PT), atual governadora do estado. Tirando o fato de ambos dependerem do apoio do PMDB do candidato ficha suja (pelo menos até hoje, quando recurso será julgado no STF) Jader Barbalho, parece que não há grandes escândalos ligados aos candidatos.

Não há como negar que na Paraíba o resultado da eleição é um colírio para os amantes da democracia. Ricardo Coutinho (PSB) venceu o atual governador Zé Maranhão (PMDB) por uma diferença de pouco mais de 8 mil votos, o que representa 0,44%. Juntos, eles receberam 99% dos votos do Estado. Faltou 5 mil votos para que Coutinho levasse no primeiro turno. É um dos poucos que ainda não foi governador. Seu último cargo foi de prefeito de João Pessoa. A seu favor, se isso é possível, tem o seu partido, PSB, que teve no primeiro os dois governadores mais votados do país, ambos com mais de 80% dos votos.

No Piauí Wilson Martins (PSB), que era vice-governador e assumiu o cargo de governador quando Wellington Dias (PT) se afastou para concorrer ao Senado (e foi eleito) tenta, portanto, permanecer no cargo. Sílvio Mendes (PSDB) foi prefeito de Teresina e não terminou o mandato, se afastando para tentar comandar o estado. A curiosidade desse estado não está amparada por escândalos, mas o fato em que ambos os candidatos são médicos.

Em Rondônia a eleição será entre o prefeito de Ariquemes, Confúcio Moura (PMDB) e o atual governador do estado, João Cahulla (PPS), que também ascendeu ao cargo por conta da renúncia de Ivo Cassol (PP), que disputou e conseguiu uma das vagas ao senado. Um terceiro candidato, Expedito Junior (PSDB), não teve seus votos divulgados porque foi barrado pela Ficha Limpa.

Roraima terá que escolher se mantém no cargo o atual governador,  Achieta Júnior (PSDB) ou se elege o ex-governador, Neudo Campos (PP). Será que faltam opções para os roraimenses? Neudo Campos já foi até preso e Anchieta Júnior foi abordado por policiais federais recentemente em Boa Vista. O carro era do governo, mas a PF não sabia que o governador lá estava. Porque será que ele precisava usar carro “não oficial”? Havia denúncia de compra de votos.

Mas não pense vocês, eleitores dos estados acima, que a situação é ruim. Veja os exemplos que citamos agora.

São Paulo elegeu o PSDB que governa o estado há 16 anos.
Rio Grande do Sul elegeu Tarso Genro (PT), a quem tenho ressalvas próprias.
Maranhão deu mais um mandato para Roseana Sarney (PMDB).
Rio de Janeiro elegeu o “chorão” Sérgio Cabral (PMDB), a quem nunca vou perdoar pelas lágrimas derramadas por conta dos “ovos” do Pré-Sal.

Na verdade, todos nós precisamos de muita sorte para os próximos 4 anos. Uma boa eleição a todos.

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Menor município do Brasil confirma segundo turno

O município de Borá, no Estado de São Paulo, é o menor de todo o Brasil.

O Cotidiano Nacional propôs a “criação” de uma superstição: os eleitores de lá nunca acertam quem será o próximo presidente do Brasil.

Levando-se em conta os dados das ultimas eleições, a última vez que eles escolheram corretamente foi a reeleição do Presidente Fernando Henrique Cardoso, o FHC. Eles também acertaram a vitória do Lula em 2006, mas só no segundo turno.

E agora: será que Borá vai eleger o próximo presidente do Brasil?

Na eleição do dia 3, 817 borarenses compareceram às urnas, de um total de 951 eleitores. Confira os resultados (Fonte: Justiça Eleitoral)

Dilma Roussef (PT) – 324 votos – 41,81% (5, 1% menor que o índice nacional)
José Serra (PSDB) – 300 votos – 38,71% (6,1% maior que o índice nacional)
Marina Silva (PV) – 147 votos – 18,97% (0,36%, quem mais se aproximou do índice nacional

Os demais candidatos “citados” nas urnas foram Plínio (PSOL) com 2 votos e Eymael (PSDC) e Ivan Pinheiro (PCB) com 1 voto cada.

O município possui 3 seções eleitorais. 134 “nativos” não compareceram para votar e 19 votaram em Branco e 23 cidadãos anularam o seu voto para presidente.

Vamos esperar ansiosamente pelo dia 31 de outubro de 2010 e saber qual é o papel de Borá nas eleições presidenciais, mesmo que de forma supersticiosa.

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Eleições, Reeleições e 2º assalto nos Estados

Enquanto o Acre termina de contar os seus 0,21% que faltam, vamos listar os governadores eleitos, os reeleitos e aqueles que vão para o 2º assalto (não vão confundir as coisas, por favor).

Genericamente podemos classificar os candidatos reeleitos como aqueles que fizeram um bom governo e por isso mereceram de seu eleitorado a chance de permanecer por mais 4 anos. Nesses casos, será que a responsabilidade aumenta ou diminui?

Dos governadores reeleitos temos: Sérgio Cabral (PMDB) no RJ, Eduardo Campos (PSB) em PE, Jacques Wagner (PT) na BA, Rosena Sarney (PMDB) no MA, Cid Gomes (PSB) no CE, Marcelo Déda (PT) em SE, André Puccinelli (PMDB) no MS, Silval Barbosa (PMDB) no MT e Omar Aziz (PMN) no AM.

Dos 9 governadores reeleitos, destaque para o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB) que foi o mais votado do Brasil com quase 83% dos votos; 5 deles conseguiram mais de 60% dos votos e a governadora do Maranhão, Roseana Sarney (PMDB), venceu por uma margem de 0,08%.

Os novos governadores são: Antonio Anastasia (PSDB) em MG*, Geraldo Alckmin (PSDB) em SP, Tarso Genro (PT) no RS, Raimundo Colombo (DEM) em SC, Beto Richa (PSDB) no PR, Siqueira Campos (PSDB) no TO, Renato Casagrande (PSB) no ES, Tião Viana (PT) no AC e Rosalba Ciarlini (DEM) no RN.

Destaque para Geraldo Alckmin em São Paulo, que venceu Aloizio Mercadante (PT). O tucano paulista conseguiu 50,63% dos votos válidos. Dado como governador eleito, Alckmin depende da decisão do TRE-SP em relação às candidaturas que estão indeferidas, porém apresentaram recurso. No Espírito Santo, o segundo governador mais votado do país, também com 82% como o seu colega de partido, de Pernambuco. O PSB deve estar orgulhoso de seus governadores. Um dos pontos altos desses estados foi a derrota acachapante da governadora do RS, Yeda Crusius (PSDB). Ela conseguiu apenas 18% dos votos, o que é muito para tudo que ela aprontou por lá.

Sobrou para o segundo turno o pessoal que ainda não sabe direito a quem entregar o destino de seus Estados. São eles: Simão Jatene (PSDB) e Ana Julia (PT) no PA, Ricardo Coutinho (PSB) e Zé Maranhão (PMDB) na PB, Lucas Barreto (PTB) e Camilo Capiberibe (PSB) no AP, Teotônio Vilella (PSDB) e Ronaldo Lessa (PDT) nas AL, Agnelo Queiroz (PT) e Weslian Roriz (PSC) no DF, Marconi Perillo (PSDB) e Iris Rezende (PMDB) em GO, Wilson Martins (PSB) e Sílvio Mendes (PSDB) no PI, Confúcio Moura (PMDB) e João Cahulla (PPS) em RO e Neudo Campos (PP) e Ancheita Júnior (PSDB). Os nomes estão em ordem de vitória no primeiro turno.

Destacamos desta lista as eleições na Paraíba onde os candidatos alcançaram 49% do eleitorado, com uma pequena vantagem para o candidato do PSB; a eleição no Amapá onde três candidatos alcançaram 28% dos votos; e por fim a eleição no DF, onde existem 31,50% dos eleitorado classificados como almas caridosas, porque só assim para votar na “mulher-laranja”. Votaram por pena da senhora Roriz.

O Cotidiano Nacional acompanhará as campanhas em todos os estados onde haverá segundo turno. Não daremos a menor atenção às pesquisas de opinião, dado os resultados controversos apresentados no primeiro turno e esperamos a companhia do nobre leitor, no próximo dia 31 de outubro, para acompanharmos juntos a apuração das eleições. Estaremos online a partir das 17 horas, horário de Brasília.

Nota do Editor: O governador Antônio Anastasia (PSDB) não pode ser considerado reeleito, porque assumiu após a renúncia de Aécio Neves que foi tentar, e conseguiu uma vaga no Senado. Por isso está na lista dos novos governadores.

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O fim dos institutos de pesquisas

As eleições de ontem tiveram bons e maus resultados ao redor do país, mas um resultado que não dá pra constestar é o fim dos institutos de pesquisas.

Não é de hoje que escuto eleitores dizendo que vão votar em fulano porque está melhor colocado nas pesquisas e que ele não “quer perder o voto”. Desta forma, os eleitores acabam sendo motivados a votar no candidato de interesse do instituto. Mas eles não deveriam ser isentos? Parece que não existe esse interesse. Mas será que eles só vivem de fazer pesquisa política? E as pesquisas de mercado, por exemplo? Quem em sã consciência contrataria uma empresa que apresenta dados duvidosos?

Para não alongar muito a conversa, vou citar apenas 2 exemplos de pesquisa furada divulgadas pouquíssimos dias antes da eleição.

Pesquisa DataFolha feita entre os dias 1º e 2 de outubro para o Senado de São Paulo: Netinho (PC do B) e Marta Suplicy (PT) apresentavam 24% das intenções de votos e Aloysio Nunes (PSDB) estava com 20%. Pode parecer pouca a diferença? Tá bom então, eles erraram só por 10%. Resultado final do Senado em SP: Aloysio (30,4%), Marta (22,6%) e Netinho (21,1%).

Pesquisa Ibope para o Governo de Alagoas realizada nos dias 29 e 30 de setembro: Teotônio Vilella (PSDB) tinha 34% das intenções de voto, seguido por Fernando Collor (PTB) com 31% e Ronaldo Lessa (PDT) com 24%. O Ibope errou mais feio ainda que o DataFolha. Vilella terminou a eleição com quase 40%, seguida de Lessa com 29% e o fiasco ficou com o Collor, que atingiu quase 29% mas ficou fora da disputa pelo Governo. Houve época em que o mesmo Ibope classificava Collor em primeiro (Collor tinha incríveis 38% das intenções, segundo o Ibope).

Talvez o nobre leitor sinta falta de comentários sobre as pesquisas do Vox Populi e do Sensu/CNT, mas resolvemos falar apenas dos institutos que tinham um mínimo de credibilidade.

Eu até aceito que os eleitores votem em Tiriricas da vida, mas que faça sua escolha de própria cabeça (ou ausência de) e não por números apresentados por institutos de pesquisas, que não tem o menor escrúpulo, conforme resultado das eleições. Existem inúmeras pesquisas furadas, mas eu não vou dar atenção a essa gente. Os exemplos mostrados são mais do que suficientes.

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Apuração das Eleições 2010

Segue as informações oficiais, disponibilizadas pelo TSE. As atualizações do Cotidiano Nacional serão a cada 15 minutos. Os resultados em azul, eleição resolvida no primeiro turno, em vermelho, ncessidade do segundo turno. Em negrito, as eleições com 100% dos votos apurados.

O Cotidiano Nacional encerrará o acompanhamento as 23 horas. Agradecemos a todos que estiveram com a gente durante todo esse período da apuração.

Atualizado até as 15h29 de 04/10. Apenas o Acre ainda não totalizou todos os votos, mas a diferença não é suficiente para mudar o resultado, portanto Tião Viana (PT) foi eleito em primeiro turno. (Atualizado em 6/10)

A composição do Senado foi atualizada no dia 05/10 seguindo as informações do site Congresso em Foco

Eleição Presidencial
Dilma Roussef (PT) 46,91%
José Serra (PSDB) 32,61%
Marina Silva (PV) 19,33%

Apuradas 99,99% das urnas

Governadores:
Acre: Tião Viana (PT) 50,51% – Tião Bocalom (PSDB) 49,18%
Alagoas: Teotonio Vilela (PSDB) 39,58% – Ronaldo Lessa (PDT) 29,16%
Amazonas: Omar Aziz (PMN) 63,87% – Alfredo Nascimento (PR) 25,91%
Amapá: Lucas (PTB) 28,93%  – Camilo Capiberibe (PSB) 28,68%
Bahia: Wagner (PT) 63,83% – Paulo Souto (DEM) 16,09%
Ceará: Cid Gomes (PSB) 61,27% – Marcos Cals (PSDB) 19,51%
Distrito Federal: Agnelo (PT) 48,41% – Roriz (PSC) 31,50%
Espirito Santo: Renato Casagrande (PSB) 82,30% – Luiz Paulo (PSDB) 15,50%
Goiás: Marconi Perillo (PSDB) 46,33% – Iris Rezende (PMDB) 36,38%
Maranhão: Roseana (PMDB) 50,08% – Flávio Dino (PC do B) 29,49%
Minas Gerais: Anastasia (PSDB) 62,72% – Hélio Costa (PMDB) 34,18%
Mato Grosso do Sul: Andre Puccinelli (PMDB) 56,00% – Zeca (PT) 42,50%
Mato Grosso: Silval Barbosa (PMDB) 51,21% – Mauro Mendes (PSB) 31,85%
Pará: Simão Jatene (PSDB) 48,92% – Ana Julia (PT) 36,05%
Paraíba: Ricardo Coutinho (PSB) 49,74% – Zé Maranhão (PMDB) 49,30%
Pernambuco: Eduardo Campos (PSB) 82,84% – Jarbas (PMDB) 14,06%
Piauí: Wilson Martins (PSB) 46,73% – Silvio Mendes (PSDB) 30,08%
Paraná: Beto Richa (PSDB) 52,44% – Osmar Dias (PDT) 45,63%
Rio de Janeiro: Sérgio Cabral (PMDB) 66,08% – Gabeira (PV) 20,68%
Rio Grande do Norte: Rosalba (DEM) 52,46% – Iberê (PSB) 36,25%
Rondônia: Confucio (PMDB) 43,99% – João Cahulla (PPS) 37,14%
Roraima: Neudo Campos (PP) 47,62% – Anchieta (PSDB) 45,03%
Rio Grande do Sul: Tarso Genro (PT) 54,35% – Fogaça (PMDB) 24,74%
Santa Catarina: Raimundo Colombo (DEM) 52,72% – Angela Amin (PP) 24,91%
Sergipe: Deda (PT) 52,08% – João Alves (DEM) 45,19%
São Paulo: Geraldo Alckmin (PSDB) 50,63% – Aloizio Mercadante (PT) 35,23%
Tocantins: Siqueira Campos (PSDB) 50,52% – Carlos Gaguim (PMDB) 49,48%

Senadores

Acre
Jorge Viana (PT) – eleito
Sérgio Petecão (PMN) – eleito
Aníbal Diniz (PT-AC), suplente do governador eleito Tião Viana (PT-AC) – mandato até 2015

Alagoas
Benedito de Lira (PP) – eleito
Renan Calheiros (PMDB) – reeleito
Fernando Collor (PTB) – mandato até 2015

Amapá

Randolfe (Psol) – eleito
Gilvam Borges (PMDB)*
José Sarney (PMDB) – mandato até 2015
*Reeleição sub judice. Não foram computados os votos de João Capiberibe (PSB), barrado pela Lei da Ficha Limpa

Amazonas
Eduardo Braga (PMDB) – eleito
Vanessa Grazziotin (PCdoB) – eleita
Alfredo Nascimento (PR) – mandato até 2015

Bahia
Walter Pinheiro (PT) – eleito
Lídice da Mata (PSB) – eleita
João Durval (PDT) – mandato até 2015

Ceará
Eunício Oliveira (PMDB) – eleito
José Pimentel (PT) – eleito
Inácio Arruda (PCdoB) – mandato até 2015

Distrito Federal
Cristovam Buarque (PDT) – reeleito
Rodrigo Rollemberg (DF) – eleito
Gim Argello (PTB) – mandato até 2015

Espírito Santo
Magno Malta (PR) – reeleito
Ricardo Ferraço (PMDB) – eleito
Ana Rita Esgário (PT), suplente do governador eleito Renato Casagrande (PSB-ES) – mandato até 2015

Goiás
Demóstenes Torres (DEM) – reeleito
Lúcia Vânia (PSDB) – reeleita
Marconi Perillo (PSDB) – mandato até 2015**
**disputa o segundo turno em Goiás, seu primeiro suplente é Cyro Miranda (PSDB)

Maranhão
Edison Lobão (PMDB) – reeleito
João Alberto (PMDB) – eleito
Epitácio Cafeteira (PTB) – mandato até 2015

Minas Gerais
Aécio Neves (PSDB) – eleito
Itamar Franco (PPS) – eleito
Eliseu Rezende (DEM) – mandato até 2015

Mato Grosso
Blairo Maggi (PR) – eleito
Pedro Taques (PDT) – eleito
Jayme Campos (DEM) – mandato até 2015

Mato Grosso do Sul
Delcídio Amaral (MS) – reeleito
Valdemir Moka (PMDB) – eleito
Marisa Serrano (PSDB) – mandato até 2015

Paraíba
Vitalzinho (PMDB) – eleito
Wilson Santiago (PMDB)*
Cícero Lucena (PSDB) – mandato até 2015
*Eleição sub judice. Não foram computados os votos de Cássio Cunha Lima (PSDB), barrado pela Ficha Limpa

Pernambuco
Humberto Costa (PT) – eleito
Armando Monteiro (PTB) – eleito
Jarbas Vasconcelos (PMDB) – mandato até 2015

Pará
Flexa Ribeiro (PSDB) – reeleito
Marinor Brito (Psol)*
Mário Couto (PSDB) – mandato até 2015
* Eleição sub judice. Não foram computados os votos de Jader Barbalho (PMDB) e Paulo Rocha (PT), barrados pela Ficha Limpa

Piauí

Wellington Dias (PT) – eleito
Ciro Nogueira (PP) – eleito
João Vicente Claudino (PTB) – mandato até 2015

Paraná
Gleisi Hoffman (PT) – eleita
Roberto Requião (PMDB) – eleito
Alvaro Dias (PSDB) – mandato até 2015

Rio de Janeiro
Lindberg Farias (PT) – eleito
Marcelo Crivella (PRB) – reeleito
Francisco Dorneles (PP) – mandato até 2015

Rio Grande do Norte
José Agripino (DEM) – reeleito
Garibaldi Alves Filho (PMDB) – reeleito
Garibaldi Alves (PMDB), suplente que assume no lugar de Rosalba Ciarlini (DEM), governadora eleita – mandato até 2015

Rondônia
Valdir Raupp (PMDB) – reeleito
Ivo Cassol (PP)*
Acir Gurgacz (PDT) até 2015
*Eleição sub judice.O ex-governador Cassol conseguiu liminar suspendendo os efeitos da Lei da Ficha Limpa. A terceira colocada na disputa foi a senadora Fátima Cleide (PT).

Roraima
Romero Jucá (PMDB) – reeleito
Ângela Portela (PT) – eleita
Mozarildo Cavalcanti (PTB) – mandato até 2015

Rio Grande do Sul

Paulo Paim (PT) – reeleito
Ana Amélia Lemos (PP) – eleita
Pedro Simon (PMDB) até 2015

São Paulo
Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) – eleito
Marta Suplicy (PT) – eleita
Eduardo Suplicy (PT) – mandato até 2015

Sergipe
Antonio Carlos Valadares (PSB) – reeleito
Eduardo Amorim (PSC) – eleito
Maria do Carmo (DEM-SE) – mandato até 2015

Santa Catarina
Luiz Henrique (PMDB) – eleito
Paulo Bauer (PSDB) – eleito
Niúra Demarchi (PSDB), suplente do governador eleito Raimundo Colombo (DEM) – mandato até 2015

Tocantins

João Ribeiro (PR) – reeleito
Marcelo Miranda (PMDB) – eleito
Kátia Abreu (DEM) – mandato até 2015

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Cotidiano Nacional nas eleições 2010

O Cotidiano Nacional estará online a partir das 17 horas acompanhando em tempo real a apuração das urnas em todo o país.

Obviamente que a grande expectativa será a de saber se haverá ou não segundo turno para as eleições presidenciais e para a eleição de governador de São Paulo.

Também vamos acompanhar a eleições em todos os estados, dando destaque para estados que possuem candidatos polêmicos, como Fernando Collor nas Alagoas, Roseana Sarney no Maranhão e a eleição do Distrito Federal.

Além de toda essa cobertura, o Cotidiano Nacional também esperará ansiosamente o resultado das eleições no menor município do país: Bora. Queremos saber se Bora determinar o nome do novo presidente ou se mantém a tradição de sempre errar o eleito. Confira o artigo que escrevemos a respeito clicando aqui.

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Pelo fim do voto obrigatório

Penso que essa eleição foi a gota d´água. Eu, que estou sempre lutando contra a descrença e levando as pessoas a levarem a sério a eleição, desanimei totalmente com os últimos acontecimentos em relação a eleição.

A indecisão do STF, as pesquisas de opinião, as possibilidades de eleição de Tiririca, Netinho, Marcelo Crivella, Fernando Collor entre outros me faz pensar em viajar no dia da eleição e não participar disso.

É muito difícil manter a disposição com um cenário desses, e olha que eu tinha uma boa expectativa para os próximos 4 anos. Mas como levar a sério, uma instituição como o Senado, por exemplo, que terá senadores como Marta, Netinho e Eduardo Suplicy representando São Paulo? É o fim da picada.

Eu não sei se continuarei com meus projetos políticos para o próximo ano, mas certamente a campanha pelo fim do voto obrigatório eu farei.

Começo a acreditar que voto obrigatório não é democracia. Alias, nós não somos mesmo uma democracia, somos uma ditadura democrática, que completa agora 16 anos de ditadura PSDB-PT, que são farinha do mesmo saco. Já escrevi sobre isso no Vivendocidade (confira aqui).

E o mais curioso disso tudo é que se o voto não fosse obrigatório, eu iria votar, mas o eleitor que vota em Netinhos e Tiriricas da vida, não. Então as coisas poderiam ser diferentes. Iriam votar apenas aqueles que realmente se importam como o processo político. São poucos.

Já fui criticado por essa declaração, mas vou insistir nela: 53% dos eleitores não possuem o ensino fundamental completo.

Portanto, a partir de 2011 o Cotidiano Nacional terá duas frentes: o fim do voto obrigatório e a exigência de escolaridade mínima para votar e para ser votado. Discriminação? Pode ser, mas aceito discutir o assunto e rever minhas posições, se for convencido disso.

Nota do Editor: Imagem retirada de FAULOG

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Quem precisa do Supremo Tribunal Federal?

Quem perdeu seu tempo assistindo ao julgamento da Lei da Ficha Limpa sentiu vergonha. Vergonha de ser brasileiro, vergonha de acreditar na justiça, que ao que parece combina mais com “sempre tarda e sempre falha”. Mas na verdade sentiu só 50% de vergonha.

E esse 50% de vergonha tem nome e sobrenome: Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Cezar Peluso.

Parenteses: Se não me engano, o Marco Aurélio Mello é parente do Fernando Collor, não é? Só para saber!

Mas nós não precisamos que o STF decida a ficha limpa. Você eleitor, é quem vai decidir sobre essa lei. E então não precisaremos mais do STF e eles podem ficar 10, 12, 15 horas discutindo e falando em linguagem que nem mesmo eles entendem.

E agora quero falar em especial com o eleitor do DF, ou com pelo menos 33% deles. Esse é o percentual de intenção de voto para Joaquim Roriz, que foi barrado pela ficha limpa e agora, na maior cara de pau, vai lançar a mulher em seu lugar.

Ele está tirando sarro da cara do eleitor quando decidiu fazer isso, e 33% de vocês ainda vão votar nesse canalha? Confira na reportagem da Folha.

Isso serve para todos os eleitores, de São Paulo inclusive. A internet disponibiliza um leque de informações, oficiais, sobre cada candidato. É só fazer uma pesquisa simples e descobrir se seu candidato merece mesmo seu voto.

Eu tenho pregado que por conta de 53% dos eleitores não terem o ensino fundamental completo é que políticos desse naipe serão eleitos. Vamos lá pessoal, estou louco para que vocês calem a minha boca.

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Quem vence a eleição presidencial?

Existe nos Estados Unidos um condado com 43 eleitores que, dizem os supersticiosos, decide a eleição presidencial. Quem vence lá, vence as eleições e alcança a Casa Branca.

Vamos fazer ou criar algo parecido aqui no Brasil (não, nós não somos imitadores do yankees imperialistas). Usaremos o menor município do país, que curiosamente está em São Paulo. É Borá, com 837 habitantes (Fonte: IBGE). O nobre leitor irá notar quando chegar aos resultados das eleições anteriores, que o número de eleitores é maior do que o de habitantes, “tradição” brasileira quando se fala em eleição.

Borá dista 489 km da capital paulista via Castelo Branco e pelo seu tamanho deveria ser visitado por nós, paulistanos.

No entanto, Borá não tem acertado em suas escolhas, segundo os prognósticos que iremos apresentar aqui. Faremos um breve relato das eleições presidenciais anteriores.

Em 1998 o município contava 1.149 eleitores e 894 destes compareceram as urnas. Naquela ocasião, FHC foi eleito com 396 votos, mais que o dobro do que recebeu o candidato petista. Lula ficou com 154 e Ciro Gomes atingiu a marca de 44 simpatizantes. Essa foi a última eleição que eles “decidiram”.

Em 2002 José Serra ganhou os dois turnos em Borá. A disputa foi bastante apertada: 252 x 242. No segundo turno Serra marcou 418 votos, contra 313 de Lula. Garotinho (167) e Ciro Gomes (46) completam a lista. Note que Ciro Gomes, em 4 anos, conquistou mais 2 simpatizantes. O número de eleitores na ocasião era de 830.

Em 2006 de novo Borá na contramão do país. Alckmin “goleou” Lula. 382 x 231. Heloisa Helena substitui Ciro e marca apenas 30 votos. Nesta ocasião os eleitores, provavelmente já recadastrados, alcançava 834 e apenas 697 foram às urnas no 1º turno. No 2º turno Borá se redimi de “escolher errado” e promove a virada de Lula. O candidato petista vence o Tucano por 350 x 315 votos. 682 eleitores foram às urnas para reeleger o presidente Lula.

Existe, por parte do Cotidiano Nacional, uma grande expectativa para 2010. Estaremos acompanhando a apuração em Borá, que deve durar cerca de alguns minutos e esperamos celeridade do TRE para publicar os resultados.

Será que Borá vai determinar quem será o próximo presidente do Brasil desta vez?

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Marina Silva responde ao Cotidiano Nacional. Ou não!

Quando lancei o desafio de perguntas aos três principais candidatos ao Palácio do Planalto, confesso que não esperava a mínima atenção, afinal os candidatos devem ter muito trabalho e muitas viagens nessa campanha, por um país reconhecidamente continental.

Mas também a que se querer um pouco de atenção, afinal sou eleitor e provavelmente meus leitores também são e desejam ter suas dúvidas sanadas. No entanto, alertado por um leitor que já teve experiência trabalhando com um político da capital paulista, os candidatos não sabem usar a internet ou não entendem a importância que ela tem nos dias atuais e tão pouco sua equipe.

Essa introdução fez necessária simplesmente porque a Marina Silva (leia-se sua equipe e afins) não respondeu a pergunta do Cotidiano Nacional. E é de se lamentar que uma equipe que assessora uma candidata a presidência fosse capaz de ao menos fazer uma redação tentando responder nossa questionamento. Muito pelo contrário. Eles simplesmente transferiram a responsabilidade para você,  (e)leitor.

O Cotidiano Nacional agradece a atenção dispensada pelo comitê da Marina Silva, pede desculpa aos leitores pela ausência da informação solicitada e espera que as ambições da candidata do Partido Verde estejam além de distribuir links aos (e)leitores. Não percam amanhã, a “resposta” do candidato José Serra.

Confira agora, na íntegra, a pergunta e a “resposta” da candidata a Presidência da República pelo Partido Verde, Marina Silva

Pergunta: Sua principal plataforma de governo está fincada na questão ambiental e gostaríamos muito de saber como a senhora pretende manter o crescimento do país sem alterar de maneira significativa o meio ambiente, tendo em vista que a maioria dos países que alcançaram alto desenvolvimento, simplesmente dizimaram suas reservas e espécies animais e vegetais?

Resposta: Bom dia Alexandre,

Muito obrigado pela mensagem enviada.

Sobre sua questão, veja as propostas de Marina para sustentabilidade, acesse:
http://www.youtube.com/msilvaonline#p/search/1/TU3dp3YcXK8 ,
http://www.minhamarina.org.br/perguntas_frequentes/sustentabilidade.php
http://www.minhamarina.org.br/perguntas_frequentes/reforma_agraria.php
http://www.minhamarina.org.br/perguntas_frequentes/agronegocio.php e
http://www.minhamarina.org.br/diretrizes_governo/governo/economia-sustentavelv2.php

Esperamos ter dirimido suas dúvidas e, caso ainda tenha alguma, não
hesite em entrar em contato novamente.

Abraços,
Equipe Marina

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13 milhões de votos faz toda a diferença

O fato de deixarmos Marina Silva fora das perguntas aos candidatos não se trata de discriminação pura e simples. Mas não é necessário muito para reconhecermos nosso erro e voltar atrás. E não precisou de muitas reclamações. Para nós, bastou a reclamação de um único eleitor.

Confira agora a pergunta encaminhada ao site oficial de campanha da candidata Marina Silva:

Pergunta: Sua principal plataforma de governo está fincada na questão ambiental e gostaríamos muito de saber como a senhora pretende manter o crescimento do país sem alterar de maneira significativa o meio ambiente, tendo em vista que a maioria dos países que alcançaram alto desenvolvimento, simplesmente dizimaram suas reservas e espécies animais e vegetais?

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Eleições 2010: Perguntas que não querem calar

O leitor que está acostumado com a temática de nosso blog sabe que não somos capazes de perguntar as mesmas coisas aos candidatos, como sempre acontece nas entrevistas e debates exibidos na televisão. Também não aceitamos respostas prontas, apesar de não conseguir impedí-las.

O CN postou nesta noite, no site dos dois candidatos principais a presidência, uma pergunta específica e nos comprometemos a publicar a resposta na íntegra.

Confira as perguntas e assim como o leitor, esperaremos um mínimo de consideração daqueles que vem à nossa porta em busca de voto.

Pergunta: Com toda a polêmica da instalação de diversas praças de pedágios nas rodovias paulistas por ocasião da concessão das rodovias à iniciativa privada, quais seriam as propostas do candidato para as rodovias federais, reconhecidamente em mau estado de conservação. A concessão seria uma saída viável? O governo não poderia priorizar essa necessidade, visto que não dispomos de transporte ferroviário adequado?

Pergunta: Por mais diferenças que o PT possa ter em relação aos demais partidos, não conseguiu ficar distante da corrupção e o partido se mostrou ser igual ao PSDB, dentre outros. Como a senhora pretende combater a corrupção caso seja eleita e como convencer o eleitor disso, visto sua proximidade com Antônio Palocci, acusado de envolvimento com o escândalo do Mensalão?

Acesse aqui a pergunta feita à candidata Marina Silva

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Candidatos têm espaço no Cotidiano Nacional

Todo e qualquer candidato que quiser divulgar suas propostas em nosso blog terá espaço para isso, e nós, do Cotidiano Nacional, esperamos que os candidatos respondam, de forma simples e direta a uma pergunta feita pelo blog.

Hoje o CN abre espaço para o candidato tucano José Anibal, que concorre a reeleição para Deputado Federal. Confira a pergunta feita ao candidato e sua resposta:

Cotidiano Nacional: Ano após ano os eleitores acabam por se decepcionar com o seu candidato ou mesmo sai de casa sem saber em quem votar e acaba votando no primeiro panfleto que recebe. Como candidato à reeleição, qual é o diferencial que o senhor pode oferece ao seu eleitor e como pretende atuar em favor dos 645 municípios de São Paulo caso seja reeleito?

Foto: Agência Câmara

Candidato José Anibal: Prezado leitor do blog “Cotidiano Nacional”, antes de tudo, gostaria de me apresentar.

Sou o candidato por São Paulo a deputado federal José Aníbal, do PSDB e meu número é 4586, com José Serra presidente e Geraldo Alckmin governador.

Comecei cedo minha atuação política: ainda no movimento estudantil, fui perseguido pelo regime militar e exilado na França, onde concluí minha formação acadêmica em economia. Voltei ao Brasil em 1979 e me integrei às lutas pela Anistia geral e redemocratização do país. Atuei na coordenação da Campanha pelas Diretas Já e em 1990 me transferi para o PSDB.

Atualmente, sou candidato para o meu quinto mandato como deputado federal, trajetória essa que se iniciou em 1990. Em 1994 fui reeleito, feito que repeti em 1998 e em 2006.

Fui quatro vezes líder do PSDB na Câmara dos Deputados, Secretário Estadual de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico nos governos Mario Covas e Geraldo Alckmin e presidente nacional do PSDB, cargo que ocupei por dois anos e meio. Em 2002, fui candidato ao Senado ficando em quarto lugar, com cinco milhões de votos.

Como Secretário de estado, fui um dos maiores responsáveis pela aprovação da nova Lei de Informática no Congresso e ajudei a atrair várias empresas sem artifícios fiscais para nosso estado e dar o impulso inicial para a mais bem sucedida política de ensino profissionalizante do país, com a construção da Fatec Leste (1ª faculdade pública e gratuita da zona leste de São Paulo, região da Capital que tem quatro milhões de habitantes). Deste pontapé inicial foram implantadas em São Paulo nos governos de Alckmin e José Serra dezenas de Faculdades de Tecnologia (Fatecs) e Escolas Técnicas (Etecs).

Em 2004 fui eleito vereador paulistano, com 166 mil votos, quando fui líder do governo José Serra na Câmara Municipal. Como vereador, conduzi a aprovação de 27 projetos enviados pelo Executivo – desde a reorganização das finanças municipais a propostas que destravaram a cidade, como a reforma da previdência municipal, a nova sistemática na cobrança do ISS, a isenção de garagens nos novos prédios do centro da cidade, o programa de incentivos para a região da Nova Luz e a criação da nota fiscal eletrônica. Tive também aprovado um projeto de minha autoria que instituiu o sistema de avaliação do ensino municipal. Com isso, São Paulo se tornou o primeiro município do país a contar com um exame próprio para avaliar o desempenho dos seus alunos.

Pretendo atuar em prol dos 645 municípios de nosso estado, defendendo bandeiras que ajudem a elevar a qualidade do Congresso Nacional, com a aprovação de uma profunda reforma política, da qual constem o fortalecimento dos partidos políticos, a fidelidade partidária, o voto distrital misto e o fim das emendas individuais. Além disso, reconheço a urgência de reformas necessárias ao crescimento duradouro e continuado da economia brasileira, e trabalharei incessantemente por elas. Penso que este é o único caminho capaz de nos levar a um novo patamar de conhecimento, propiciando mais renda e realização pessoal e profissional dos brasileiros.

Atualmente, coordeno o Programa de Governo Geraldo Alckmin 2011-2014, espaço de discussão e incorporação das principais expectativas do cidadão paulista para os próximos anos do governo Alckmin. Nossa meta agora é elevar São Paulo a um novo patamar de renda e de qualidade de vida.

E é isso que vamos conquistar com Serra Presidente, Geraldo Governador e comigo na Câmara dos Deputados. Porque nós temos compromisso com o povo de São Paulo.

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Eleições 2010: Mudança na mentalidade do eleitor vai por Datafolha abaixo

Sempre quando há eleições eu confesso que tenho extrema confiança e esperança de que as coisas vão mudar e que os eleitores brasileiros vão saber escolher. Afinal, errar é humano, mas permanecer errando é burrice.

No entanto, e não querendo ser um cara pessimista, os números do Datafolha divulgados recentemente me levam a crer que nossos eleitores não levam a sério a eleição como deveriam ser. Na certa, eles acreditam cegamente naquela história de que “política não se discute”. Discute sim!

Estou me referindo em especial às pesquisas sobre a intenção de voto para Senadores. Vou ser simples, claro e direto: Como é possível dar sobrevida a políticos como Marta Suplicy (PT-SP), Roberto Requião (PMDB-PR), Marcelo Crivela (PRB-RJ), Marco Maciel (DEM-PE), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Orestes Quércia (PMDB-SP)? Todos esses têm chance de serem eleitos para o Senado Federal.

E o que dizer que em São Paulo, o inexpressivo Ciro Moura, do inexepressivo PTC (Partido Trabalhista Cristão conseguiu 19% das intenções de voto, apenas e tão somente porque parte do eleitorado acha que ele é o Ciro Gomes? Isso porque Moura se registrou apenas como Ciro. Olha de que forma o malandro quer chegar ao Senado! Que cristão é esse?

Depois destes resultados acho pouco provável que o eleitorado faça uma boa escolha nas próximas eleições. Vou dizer algo aqui que muitos podem ser contra ou achar que é discriminação, mas nunca é demais lembrar que 53% dos eleitores não tem o primeiro grau completo.

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Eleições 2010 São Paulo: Eleição decidida em primeiro turno?

As eleições estaduais ficam a margem da eleição presidencial e pouco se fala dos candidatos aos governos estaduais, exceção feita quando o candidato é polêmico, a exemplo de Fernando Collor, nas Alagoas.

Mas os dados das eleições estaduais são bastante interessantes, por exemplo: você sabia que os partidos que mais lançaram candidatos são exatamente os partidos menos expressivos? PSOL e PSTU lançaram 24 e 18 candidatos aos governos estaduais respectivamente.

Outra curiosidade, agora focando em São Paulo, que é nosso assunto de hoje, é a aliança entre PSDB e PMDB. Todos devem saber que o PMDB apóia Dilma Roussef, tem inclusive o candidato a vice, Michel Temer. Bastante curiosa essa “diversidade” política.

O assunto de hoje, no entanto, é São Paulo. O estado terá 7 candidatos, classificados provavelmente pela ordem das pesquisas: Geraldo Alckmin (PSDB), Aloizio Mercadante (PT), Celso Russomano (PP), Paulo Skaf (PSB, Fabio Feldman (PV), Paulo Búfalo (PSOL) e Luis Carlos Prates (PSTU).

A eleição em São Paulo está praticamente esquecida. Será que é porque acreditam numa vitória do ex-governador Alckmin já no primeiro turno? Não é difícil de prever isso, sendo seus adversários mais próximos o Mercadante e o Russomano.

As pesquisas de opinião ainda não foram divulgadas, mas em uma prévia do Datafolha, quando os candidatos ainda não estavam definidos, Alckmin aparecia com 49%, contra 11% de Mercadante e de Ciro Gomes, que estava cotado na época para ser candidato ao governo de São Paulo. O Datafolha fez ainda outras simulações, todas com Alckimin superando a marca dos 50%.

Não é muito fácil compreender porque a eleição do mais rico estado da federação esteja assim tão desinteressante. Culpa dos eleitores ou culpa dos adversários. São Paulo mostra que não tem ninguém páreo para o PSDB, dando conta de que as gestões dos tucanos são mais do que aprovadas, desde 1995 quando Mário Covas assumiu o comando do Palácio Bandeirantes.

Nota do Editor: Este post foi escrito antes da divulgação das pesquisas do Datafolha. Em breve, considerações a respeito dos resultados apresentados.

Fontes: Estadão e Datafolha

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Eleições 2010: Serra quer ser o presidente da produção

Numa manhã despretensio enquanto esperava o início do meu expediente, ouvi uma entrevista do candidato a presidência pelo PSDB, José Serra, ex-governador de São Paulo.

A entrevista foi muito boa e Serra parecia muito a vontade com os jornalistas, mas em dado momento, ele disse algo que me assustou e a pergunta do jornalista foi pior ainda.

Serra se declarou querer ser o “presidente da produção” e o jornalista perguntou se ele não deveria querer ser o “presidente do consumo”.

Serra se saiu bem e disse que a produção promove o consumo, etc, etc e tal.

Mas vamos logo ao que interessa: como é possível, no ano de 2010, um candidato a presidente dizer que sua principal virtude ser estiular a produção e consumo.

Pergunto: Onde entra a questão de reciclar, reutilizar, reduzir, efeito estufa,acordo de Kioto e o escambau?

E extremamente decepcionante ouvir de um candidato a presidência sua aparente nenhuma preocupação com o meio ambiente e com o desenvolvimento sustentável.

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