Arquivo da categoria: Eleições

Cobertura das Eleições Municipais de 2008

O debate nas entrelinhas

Ontem tive o desprazer de assistir ao debate dos presidenciáveis, o último antes do fatídico dia da eleição, no próximo domingo.

Ao término do evento, já na madrugada de hoje, não tive a menor condição de avaliar o resultado ou aquela velha máxima: “Quem ganhou o debate?” (como se isso fosse possível).

Tenho certeza porém que minha mente ficou trabalhando à noite toda, ou melhor, o resto de noite que me restava, porque acordo cedo para contribuir com a economia.

Assim que acordei, recebi o resultado desse “processamento” de informações a que meu “célebro” foi exposto na noite de ontem.

Descobri que nenhum dos candidatos tem a menor condição moral e intelectual de representar uma massa que já supera 200 milhões. São fracos, alguns até demonstram resíduos de analfabetismo, desvios de caráter, ignorância total aos anseios da população e do verdadeiro sentido de dedicação à vida pública, respeito às instituições, ao contribuinte.

A presidente Dilma se mostrou destemperada; Marina fazendo seu bom e velho papel de vítima. Lembrei-me de Benedita da Silva, que se dizia preta, pobre e favelada. Pastor Everaldo foi incapaz de formular uma pergunta sobre a previdência social. Aécio Neves acha que política está no DNA. Levy Fidelix…esse passei o debate inteiro tentando criar um perfil, o que se mostrou uma tarefa ingrata e irrelevante. Nem para defender a família como ele diz ter feito no debate anterior ele consegue sustentação no que fala. Por incrível que pareça, só mesmo o Eduardo Jorge é que não consigo fazer uma crítica que seja, não que isso signifique que ele tem condições de ser presidente ou mesmo que vá receber meu voto.

Independente do resultado nas urnas, o Brasil continuará na penúria que vive há anos e não vejo nenhuma possibilidade de mudança pelos próximos 20 anos.

A conclusão a que chego neste momento em que se encerra a propaganda eleitoral e que cada um, ou alguns, estão de verdade escolhendo seus candidatos, com a premissa de “o menos pior”, é que pessoas de bem não se misturam a essa raça, os políticos.

Por isso mesmo que o principal ponto do “Meu Plano para o Brasil” é a extinção da remuneração para legisladores. Muito em breve, aqui no mesmo no Cotidiano, vamos divulgar o nosso plano de governo. E o que nós escrevermos, vamos arcar, viu Marina Silva. Mas vamos pelo menos escrever, diferentemente do que ainda não fizeram a Dilma e o Aécio. Não perca!

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O drama da violência no Brasil

Depois de muito pensar em um título, só sobrou esse com cara de tema de tcc.

Mas vamos ao que interessa: São Paulo é um dos lugares mais perigosos do país. A violência impera e o poder público não sabe bem como agir.

E não falo só da capital. Mas no interior a violência também é crescente. As drogas fazem parte do cotidiano de cada município paulista, mesmo os pequenos.

Confesso que tem hora que tenho receio de sair de casa ou de chegar em casa após escurecer. Mas não podemos nos render à violência.

No entanto, apesar de toda a violência, tenho mais medo de lugares como Pará ( que considero uma terra sem lei) e Maranhão. Quando o Pará sai das notícias, entra o Maranhão.

O curioso é que tanto a administração paulista como a maranhanense estão carecas de saber (São Paulo principalmente) qual é o problema, mas se mostram impotentes. Essa foi a impressão que a Governadora Sarney passou hoje.

Esperam até o último minuto, quando o caos toma conta das ruas e presídios para então pedir ajuda ao governo federal. Tudo isso por melindre e orgulho.

Agora fazem reunião para resolver o problema. O orgulho fez com que uma menina de 6 anos perdesse sua vida. Os presídios, abarrotados, tem cara e jeito de transformarem em outro carandiru e todo governante tem arrepio só de imaginar. (Fleury que o diga).

Agora, fora de controle, a solução é simples: tropas federais nas ruas e chefes do crime espalhados por presídios federais, bem longe de seus familiares.

Que os acontecimentos no Maranhão sirvam de exemplo para os governadores. Aproveito para lembrá-los que esse ano tem eleição.

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Como escolher seu candidato para as eleições de 2012?

Mais um ano eleitoral, e nada melhor do que voltarmos o Cotidiano Nacional debatendo o teatro dos horrores em que se tornou a campanha de rádio e tv, principalmente para os cargos de vereador país afora.

Devido ao grande número de candidatos, com destaque para oportunistas e aventureiros de ocasião, é humanamente impossível que o eleitor saiba qual é a proposta de trabalho do fulano, muito menos de onde saíram tanta gente interessada em prestar um serviço público, voluntário e gratuito. Só que não.

Convém destacar dois casos de sucesso, para o bom entendimento do nosso raciocínio:

 

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Nosso país passa por um excesso de democracia, onde não se pode criar barreiras para qualquer pessoa de bem concorrer a qualquer cargo eletivo, o que em teoria é uma ótima premissa, já que a seleção natural – manuseada pelo voto – cuidaria para eliminar os ruins. Ou melhor, deveria funcionar assim, mas o extremo descontentamento e o conformismo institucional plantado em nosso DNA nos impede de ver além de nossos próprios narizes.

Nosso segundo ponto é o chamado efeito manada, maria vai com as outras, ou como queira chamar. Basicamente repetir aquilo que deu certo, sem fazer uma análise de critérios, sem medida. O maior exemplo disso é a forma de como nossos candidatos brasileiros têm copiado a estratégia de campanha e mídias sociais utilizadas na campanha que elegeu Barack Obama ao posto de imperador do mundo presidente americano.

Juntando tudo isso, o que vemos é um circo montado, cuja única função é iludir o eleitor e desviar sua atenção para coisas não relevantes, nos fazendo esquecer daquilo que realmente importa.

É o típico caso de lobo em pele de cordeiro.

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Eleições em SP: Kassab é reeleito com 60% dos votos

O atual prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (DEM) foi reeleito no último domingo (26/10) com 60% dos votos válidos, superando a candidata petista, Marta Suplicy.

No início da campanha Kassab era apenas o 3º colocado nas pesquisas e conseguiu em pouco tempo superar seus adversários e vencer a eleição no primeiro turno. No segundo turno a vantagem só fez aumentar e a vitória foi confirmada nas urnas.

Recentemente o Cotidiano Nacional lamentou que os paulistanos tivessem que escolher entre Kassab e Marta (Leia o postTodo castigo para eleitor é pouco“), mas agora com o fim das eleições, assumimos o que diz o ditado: “tá no inferno, abrace o diabo”.

Resta-nos esperar por uma boa administração, mas acima de tudo resta-nos “adotarmos” um vereador e cobrar por trabalho sério e comprometido com a cidade. Eu já escolhi o meu vereador, e você?

Acreditamos que todos os eleitores devam fazer uma corrente no sentido de cobrar dos vereadores eleitos, em todo o país, por meio de e-mail, carta, comparecendo às sessões e de muitas outras maneiras.

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Eleitores com memória

Muito se fala sobre o fato de os eleitores não terem memória e esquecerem em quem votaram. Isso parece que realmente acontece, pois é só perguntar para os seus colegas e ver se alguém lembra em quem votou.

No meu caso pretendo que as coisas sejam diferentes, principalmente porque tenho sérias tendências em ser chato.

O vereador que eu escolhi nessa eleição foi eleito. Parabéns para ele. No entanto, pretendo lembrar isso pelos próximos quatro anos bem como fazê-lo saber disso.

Assim que forem divulgados os contatos dos vereadores pretendo enviar uma carta (escrevi carta por ser mais formal, mas serve um email mesmo) por semana cobrando sobre os projetos que tenho em mente para a cidade de São Paulo. Nada mais justo, afinal ele é meu representante na Câmara.

Ele pode ignorar meus apelos? Pode. Mas pelo menos terei feito meu papel e daqui a 4 anos poderei responder pesquisas sobre em quem eu votei “no verão” passado.

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O futuro da educação

Nas principais rodas de discussão não há como negar a importância da Educação e bem como a necessidade dos investimentos nesta área, dando uma vida melhor ao cidadão.

Mas conversa não resolve muita coisa. Não é de hoje que eu vejo pessoas sentando e discutindo assuntos que vão “mudar o mundo”. Adoram discutir, e só! Semana passada ou retrasada foi a semana da Responsabilidade Social. Todo mundo parou para discutir sobre o assunto. Empresas, Escolas, Universidades, etc. Resultado: muita conversa e pouca ação.

Voltando a educação, a coisa vai mal de norte a sul do país. Tendo conhecido escolas e convivido com professores e alunos vejo muita gente culpando os alunos pela atual situação, mas conheço professores que, dos alunos, só consigo sentir pena. E não que eu “seje” pessimista ou “esteje” de má vontade. A coisa tá feia mesmo.

Alexandre Carvalho

Foto: Alexandre Carvalho

Em uma cidade da Grande São Paulo uma professora conseguiu uma cadeira de vereadora. Para agradecer, espalhou algumas faixas de agradecimento pelo feito. Ao ler a faixa fico me perguntando: será que a escola perdeu alguma coisa com a eleição dela? E será que a comunidade vai ser bem representada por esta “professora”?

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Todo castigo para eleitor é pouco

Caro Leitor. Como já havíamos previsto aqui, aconteceu o pior em São Paulo e teremos que escolher entre Gilberto Kassab (DEM) e Marta Suplicy (PT).

Gilberto Kassab acreditou verdadeiramente que fez um bom primeiro meio-mandato e conseguiu convencer muita gente que de fato o fez, mas uma análise mais crítica mostra sérias deficiência em sua administração, sem falar na deficiências de caráter. A forma como ele tratou aquele cidadão no posto de saúde não foi esquecida por mim e acho que ninguém deveria esquecer também.

 

 

Marta Suplicy todos conhecem. Foi péssima prefeita (não sou eu quem diz, mas a população de São Paulo, na derrota para o Serra, que saiu pra governador e o resto, vocês já conhecem) e pior ainda naquele emprego que o Lula arrumou para ela, no Ministério do Turismo. Lembram da crise aérea? Veja a solução proposta pela ministra:

 

 

Assista aos vídeos e escolha seu candidato. Eu vou viajar…

Em tempo: Eu, apesar de ser considerado um pessimista, consigo enxergar o lado bom da coisa, sempre. Se tivéssemos uma vitória do tucano Geraldo Alckmin, ele certamente faria o mesmo caminho do Serra, e deixaria para nós ninguém mais que Campos Machado. Esse cara é pior que o Kassab.

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