Arquivo da categoria: WikiLeaks

O Papa Francisco

Aqueles que me conhecem sabem que eu não sou um católico fervosoro, apesar de ter sido batizado, feito primeira comunhão e crisma.

Mas poucos papas me cativaram tanto quanto o papa Francisco. Isso também não é nada do outro mundo, porque além dele só conheci o Ratzinger e o Wojtila.

Confesso que meu interesse se dá mais pelas teorias da conspiração sobre o Vaticano (haja visto minhas duas últimas aquisições literarias-  Veja o post Acervo Pessoal) do que pelo carater espiritual ou religioso propriamente dito.

Isso sem falar que prefiro a Igreja Católica e suas mazelas do que qualquer religião evangélica. Eu disse qualquer, sem exceção. Jamais serei hipócrita com aquele discurso medíocre de que tem que respeitar a crença ou que religião não se discute.

Só não se discute um assunto quando não se tem argumentos e pra evangélico ter argumento, a maioria deles precisaria antes sentar em um banco de escola ou ler aquela bíblia que eles carregam embaixo do suvaco.

Voltando ao carismático Francisco, nessa manhã ele anunciou novos cardeais e entre eles, um brasileiro. A Praça São Pedro deveria estar apinhadas de brasileiros que devem ter comemorado como se fosse um gol. A manifestação não passou desapercebida do Santo Padre,  que então desferiu sua simpatia extraordinária, motivo pelo qual me motivou a compatilhar minha alegria com o espírito de Francisco.

Também vale destacar que a escolha do nome foi de uma felicidade sem igual.

Que Deus e os manda-chuvas do Vaticano permitam que Francisco ensine alguma coisa que ficaram pra trás nos últimos 40 anos.

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Os aviões de guerra do presidente Lula

Para encerrar o Final de Semana WikiLeaks vamos tratar do assunto que parece não ter fim, mas que a única certeza é que será de responsabilidade da “presidenta” Dilma.

O presidente Lula enrolou, enrolou e não comprou os aviões de guerra para o Brasil. Inclusive isso já foi assunto aqui no CN e pode ser lido ou relido aqui.

Pelos telegramas da diplomacia americana, eles estão muito preocupados se vão ou não comprar seus aviões. Mas acho que essa questão dos aviões está mais enrolada aqui dentro do que qualquer lobby feito por americanos ou pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, que eu nem quero comentar aqui.

O que precisa ser dito é que o presidente Lula já decidiu comprar o francês, não importa se o Jobim vai dar uma força para os americanos ou se o relatório da FAB vai dizer que o sueco é o melhor custo benefício para o país.

E o Lula vai comprar apenas para não ficar amarrado com os americanos porque ele deve achar que é ser submisso ao “Grande Satã”. Vai comprar do Sarkozy para fazer média com o turco, digo, francês e certamente porque a mulher dele é mais bonita. E não vai comprar da Suécia porque na certa ele mal sabe onde fica a Suécia e o presidente Lula é do tipo que só compra produtos de marca, isso agora, que não o seu dinheiro, mas o do contribuinte.

No fundo não me agrada ficar aqui criticando o presidente, pois ele já está saindo, mas meu trabalho agora será convencê-lo a ficar no ostracismo. Ele é alguma coisa porque é o presidente, e espero que a partir de janeiro seja apenas e tão somente um ex-presidente. Quero ver se ele vai continuar viajando, agora que, em tese, vai ter que enfiar a mão no bolso.

Vou guardar todo meu veneno para escrever a despedida do governo Lula. Por aqui, fica só mesmo esse balaio de gato que será a compra dos aviões. Mas será que precisamos mesmo enquanto crianças morrem de fome país a fora. Ou uma coisa não tem nada a ver com outra?

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Complexo de Coreia do Norte

Quando leio novamente o documento “Jogos Olímpicos Rio 2016 – o futuro é agora” vários sentimentos percorrem minha mente, até que causam grande confusão.

O primeiro sentimento ganhou o título desse post: Complexo de Coreia do Norte. Penso que deveríamos fechar o país aos estrangeiros e controlar as comunicações, como já foi aqui no passado. Deveríamos fechar as embaixadas e mandar os diplomatas embora. As revelações do WikiLeaks levam a crer que as relações entre países nada mais é do que colocar alguém para dormir no quarto de hospedes. Quando você não estiver olhando, ele pode vasculhar seu lixo, ouvir suas chamadas telefonicas, bisbilhotar seu computador, etc.

É uma forma de espionagem regulamentada. Você vem de outro país, tem acesso a coisas que muitos nativos não tem, e por fim pode difamar o país onde você está para os seus patrões. Nada acontece aqui que eles não fiquem sabendo.

E é ai que entra um pouco de admiração e indignação ao mesmo tempo pelo trabalho dessas pessoas. Sempre ouvi falar que a educação também é um problema nos EUA e que os alunos não são bem preparados e que mal sabem distinguir Buenos Aires de Brasília. Mas como em todo lugar, existem aqueles que fazem a diferença. As universidades americanas são as melhores do mundo. E alguns dos caras que trabalham pro ai, na certa são ou foram os melhores alunos destas universidades.

O relato do relatório acima citado é minucioso, cheio de detalhes e com análises políticas que muito brasileiro tem grande dificuldade em perceber ou mesmo entender, depois que explicamos todos os meandros das articulações políticas existentes por ai. Fora isso, há trechos que desrespeito ou pelo menos menosprezo pelo Brasil e pelos brasileiros.

Acompanhe mais alguns trechos do relato da véspera de natal de 2009:

“Sendo o país o primeiro sul americano escolhido para sediar os jogos olímpicos foi visto como prova que o mundo (ou pelo menos o COI) reconheceu a primazia brasileira no continente e liderança regional”

“A grande interrogação sobre a escolha do Rio tem sido a situação da segurança, trazida a tona em 17 de outubro (2009) com a derrubada de um helicóptero da policia por traficantes”

“Alvarez (Vera) foi tão longe a ponto de admitir que os terroristas poderiam ter como alvo o Brasil, por causa das Olimpíadas, uma declaração altamente incomum de um governo que, oficialmente, acredita que o terrorismo no Brasil não exista”.

“De fato, a realidade é que grande parte do planejamento e da preparação da candidatura da cidade foi feita pelos governos estadual e municipal, mas que a vinda de Lula teria  ajudado por conta de seu prestígio internacional”

“Embora a implementação do PAC tem sido extremamente lenta, o programa tem uma imagem positiva entre os brasileiros e colocando Roussef na liderança.”

“O risco é que o governo brasileiro pode optar por descansar sobre os louros e não começar o trabalho de planejamento dos Jogos”

Estes trechos e muitos outros que vou poupar por enquanto o leitor – como o fato de eles tentarem contato com o Ministério dos Esportes e este ter recusado receber os americanos –  acabam por deixar aquele misto de admiração e indignação. Devo admitir que é um trabalho bastante atraente e devo entender ainda porque os EUA não admitem traição ou espionagem. Olha o quanto eles tem para mostrar quando o assunto é espionagem.

Os resultados das revelações de Julian Assange ainda são imensuráveis, mas o mundo e as séries americanas nunca mais serão as mesmas.

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Onde reside o interesse americano

Existem muitos conceitos vigentes nos Estados Unidos que não são próprios para o nosso país ou o nosso cidadão comum. Por essas e outras é que nossa imitação do império yankee fica meio capenga, muitas vezes sem sentido.

Por essa mesma razão é que escrevi no Vivendocidade sobre alguns desses conceitos: o país como uma ideia, conceito de contribuinte. E agora, falaremos do conceito de capitalismo. Para variar, por outro foco, evidentemente.

Para os Estados Unidos, tudo é questão de oportunidade. Em cada situação que ocorre ao redor do mundo, eles são os principais interessados. Sabe porque? Um exemplo simples e rasteiro. Os Estados Unidos acabaram com a parca infraestrutura do Iraque, em busca de armas de destruição em massa que, ou nunca existiram, ou os iraquianos comeram, junto com areia e petróleo. Quando terminar a guerra e o Iraque for um país “livre” (sic) de novo, a infraestrutura precisará ser reerguida, não é mesmo? E quem vocês acham que vão reconstruir o Iraque? De graça é que não ser, eu amigo. Desta forma, fica mantido o ganho das empreteiras americanas. De vez em quando uma brasileira consegue uma parte dessa fatia. Durante a guerra Irã-Iraque construturas brasileiras atuavam no país.

Ser capitalista, acima de tudo, deve ser aquela pessoa ou corporação que saiba fazer dinheiro em qualquer situação. No popular, aquele que consegue tirar leite de pedra. Nem que para isso seja necessário destruir algo, para depois reconstruí-lo, mediante voltuosas quantias.

Por ocasião da divulgação dos documentos pelo WikiLeaks, tomamos conhecimento da preocupação dos americanos com a realização dos jogos olímpicos na cidade do Rio de Janeiro, em 2016. E eles se preocupam mesmo, como nestes trechos do telegrama de 24/12/2009 (traduzidos gentilmente por Google Tradutor + adaptação própria), intitulado “Jogos Olímpicos Rio 2016 – o futuro é agora”

Além de se preparar para as oportunidades que os jogos irão permitir às empresas dos EUA, o Governo dos EUA deveriam buscar o interesse do governo brasileiro para que houvesse uma parceria bilateral para o sucesso dos jogos nas áreas de intercâmbio de informações e segurança

Missão Brasil já começou e as agências em Brasília e Rio de Janeiro começaram a planejar um aumento significativo de pessoal, instalações e recursos que o envolvimento dos EUA nas olimpíadas exigirá

Dado o alto grau de interesse nas olimpíadas pelos brasileiros e os altos valores para a realização com sucesso dos jogos, já existem oportunidade para o governo dos EUA para prosseguir com a cooperação e outros objetivos mais amplos no Brasil

Os trechos citados acima são o que entendemos serem voltados aos interesses econômicos dos americanos no Brasil na realização dos jogos olímpicos. O telegrama é muito mais amplo e trata de vários outros assuntos que poderemos abordar em outros posts.

Por mais que eu tenha escrito no Vivendocidade que o que o WikiLeaks não tinha revelado nenhuma novidade, não há como ficar com a pulga atrás da orelha, tendo a absoluta certeza de que as práticas que só vemos em filmes existem realmente.

Imaginar que possa existir é uma coisa. Ter a certeza dessa existência é um pouco chocante, por mais teóricos da conspiração que possamos ser.

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Final de Semana WikiLeaks

De hoje até segunda-feira o Cotidiano Nacional exibirá em sua página principal o banner da WikiLeaks, representada atualmente por Julian Assange, que vem sendo caçado de forma implacável pelos Estados Unidos e atualmente encontra-se preso na Inglaterra.

Nossa ideia é comentar alguns dos assuntos revelados por Assange, exclusivamente no que diz respeito ao Brasil. Vamos procurar e comentar assuntos ligados principalmente à Amazônia. Como biólogo, muitos não entendem e até me criticam por desconfiar de Al Gore, por exemplo. Eu vou ser sincero. Eu achei foi ótimo eles darem um jeito do George Bush ganhar aquela eleição, porque Bush tinha os olhos fixos no Oriente Médio, enquanto que Gore, o “bom moço”, estava de olho na Amazônia.

Nosso presidente pode ser ingênuo, seus assessores podem ser incompetentes, mas eu não nasci ontem. Portanto, a partir das revelações dos documentos diplomáticos, vamos ajudá-lo a entender qual é a importância do Brasil na questão climática e porque os EUA se incomodaram tanto com o “cacarejar” do presidente Lula. Isso tudo tem a ver com a odisseia de Al Gore ao redor do mundo por conta do aquecimento global.

Lembrem-se de uma coisa. Existe petróleo na Amazônia. E americano está para o petróleo assim como os ratos estão para os queijos.

Acompanhem-nos neste “Fim de Semana WikiLeaks”

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