Arquivo do mês: março 2008

Privatizações

Às vezes não ter tempo para escrever sobre determinado assunto pode ser uma vantagem.

Eu estava pronto a defender o leilão da CESP, mais por causa destes grupos que pensam defender alguma coisa do que realmente pelo fato de ser ou não bom para a empresa e para nós, os consumidores de energia.

Faria a defesa pelo simples fato de que a primeira vez que tomei conhecimento sobre a privatização de uma  empresa foi o da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) em Volta Redonda/RJ. Era perto da minha cidade natal e sempre uma atração quando percorria a avenida paralela à usina.

A única coisa que marcou sobre isso foi o fato da CSN apresentar lucro no seu primeiro mês nas mãos do capital privado, depois de inúmeros meses no vermelho. E isso parece que foi mesmo um fato!

Já o leilão da CESP fracassou. Talvez os problemas que a norte-americana AES vêm tendo com a Eletropaulo seja o motivo para a fuga dos interessados. Assim como o leilão, os protestos “anti-venda” também fracassaram.

Não sou de todo a favor das privatizações, mas gostaria de sugerir duas coisas que o governador deveria pensar com carinho: A Nossa Caixa e a folha de pagamentos do Estado de São Paulo e de suas autarquias, inclusive as de regime especial.

Desta maneira e, de um jeito ou de outro, teríamos um banco com condições de tratar de seus “clientes”.

Em tempo: Cliente, até onde eu saiba, é aquele que escolhe fazer negócio com alguém ou alguma instituição, por vontade própria. Já os servidores do Estado de São Paulo são obrigados a manter conta no banco do governo. Se ao menos o serviço fosse bom…

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Arquivado em Cotidiano Nacional

Superpopulações

Todos sabem que o planeta está de “língua-de-fora” e que um dos seríssimos problemas que enfrentaremos em breve (na verdade já enfrentamos, apenas será agravado) são as superpopulações.

China e Índia dão assustadoras demonstrações do que será o futuro. Ambos ultrapassaram 1 bilhão de habitantes e não há comida para todos. A Índia, mais pobre, certamente irá ou já estará sofrendo problemas dessa natureza.

Mas o que fazer para controlar essas e outras (O Brasil também é superpopuloso) explosões populacionais? Basicamente aconselho investimento pesado na educação. Dizem que só investindo em educação não se resolve os demais problemas, mas tomamos como exemplo a construção de uma casa. O que você faz primeiro? Alicerce! Pois é, a educação é o alicerce para os demais itens de necessidades da população.

A educação poderá ao menos trazer para patamares mais realistas a desenfreada reprodução do ser humano. O que mais se pode fazer para controlar a natalidade desta espécie? E se fossem superpopulações de animais, o que faríamos?

Sabe o que faremos? A África do Sul irá sacrificar nos próximos meses pelo menos metade da sua população de elefantes! Segundo nota publicada na revista Pesquisa FAPESP, o governo sul-africano enfrenta um problema com os elefantes. Segundo dados oficiais, 14.000 elefantes vivem no Parque Nacional Kruger (20.000 em todo país), onde a capacidade seria de 7.500.

Ainda segundo a reportagem, “a superpopulação dos vorazes elefantes arrasa a vegetação natural e faz faltar comida para outros animais que habitam o parque”. Vorazes elefantes? Arrasam a vegetação? Estamos falando dos elefantes ou dos seres humanos?

Será que não está faltando espaço para essa população de elefantes? Não poderiam distribuir esses animais pelo continente, ou o problema é que os elefantes são sul-africanos, e por isso podem ter problemas “culturais” em outros países?

O governo da África do Sul deveria se empenhar mais e salvá-los deste anunciado “elefanticídio”. O ministro do Meio Ambiente daquele país disse que o parque não será aberto a caçadores e que os elefantes serão mortos com tiros de rifles e que “as práticas cruéis não serão permitidas”.

Pode acreditar, mesmo porque, está chegando a páscoa e o coelhinho trará para você um delicioso ovo de chocolate.

E a explosão populacional da espécie humana, faremos como?

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Arquivado em Cotidiano Nacional, Internacional

Preconceito

Pela definição do Aurélio temos o que segue:

Preconceito: 1. Conceito ou opinião formados antecipadamente, sem maior ponderação ou conhecimento dos fatos; idéia preconcebida. 2. Julgamento ou opinião formada sem se levar em conta o fato que os conteste; prejuízo.

É simplesmente inexplicável tratar pessoas de forma diferenciada. E não importa qual aspecto está sendo julgado aqui.

Mas todos sem exceção – inclusive este que vos escreve – já praticaram o ato de preconceito. Isso parece até ser parte integrante da tal “natureza humana”.

Mas talvez o pior deles seja aquele em que você soma a cor da pele, a condição social e o país de origem. Esse talvez o mais odioso de todos.

São justamente essas pessoas que precisam de maior atenção. Tenho certeza que se ao menos uma gentileza fosse prestada, muitas coisas boas seriam relatadas sobre nosso país e sobre nosso povo.

Você pode não acreditar ou concordar, mas o Brasil é modelo para muitos países pobres, e deveríamos, sempre que possível, confirmar essa “fama”.

Esse recado aqui é bem direcionado e as pessoas que deveriam recebê-lo não receberão. Mas você, caro leitor, não cometa este mesmo engano quando tiver uma oportunidade parecida.

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Reciprocidade

Pela definição do Aurélio temos o que segue:

Reciprocar: 1. Tornar recíproco; dar e receber em troca; trocar, mutuar. 2. Compensar, substituir. 3. Mutuar, trocar: reciprocar funções com outrem. 4. Estar em correlação, corresponder-se. 5. Suceder alternadamente: alternar-se.

Acompanhei de forma descompromissada e de “orelhada” os recentes episódios envolvendo as alfândegas de Espanha e Brasil. A Espanha barrou vários brasileiros que tencionavam entrar naquele país.

Desconheço os motivos para que eles fossem barrados bem como o motivo pelo qual eles estavam destinados à Espanha.

O ponto que quero colocar aqui é o tratamento recíproco adotado pela Polícia Federal brasileira, que repatriou vários turistas espanhóis (e de outras nacionalidades também). A justificativa é que todos os “devolvidos” não portavam passagem de volta para seus países de origem.

Conversando com um amigo de Cabo Verde, que reside há quase 12 anos no Brasil e tem passagem marcada para a Inglaterra, discutimos sobre quais motivos levaram os espanhóis a impedirem a entrada de brasileiros e a atitude adotada por nossa PF.

De qualquer forma, não chegamos a um acordo, porque ele não concorda com a política de reciprocidade, eu acredito que os motivos deveriam ser esclarecidos, e acho que nós precisamos mesmo parar de ser “bonzinhos”. Esse papo de que brasileiro é amistoso, é caridoso, e outros osos não está com nada.

Concordo com a atitude da nossa polícia, mas isso deveria ser feito mais vezes, porque o Brasil é o paraíso para inúmeros imigrantes. Se lá na Espanha eles não querem estrangeiros que “tomem” seus empregos, o que dirá de nós brasileiros? Eu também não quero que estrangeiros venham “tomar” nossos empregos.

Por isso é necessário o estabelecimento de critério e não olhar para a bandeira do país de origem.

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Guerra fria requentada

Esse post está deveras atrasado, mas nunca é demais lembrar alguns detalhes das situações que acontecem ao redor do mundo.

Desta forma, duas situações recentes deram uma requentada na ex-finada Guerra Fria, protagonizada nos anos 80 pelos EUA e a então “toda poderosa” URSS.

A independência do Kosovo, república da ex-Iugoslávia de Sloban Milosevic foi a primeira delas. A Rússia prontamente se recusou a reconhecer o novo país e declarou que vetará a concessão de um assento na ONU. A Rússia, que terá presidente novo em breve, em substituição a Putin (muda-se o comandante, mas não muda o comando) tentar manter o controle da região. Só que eles não controlam isso desde 1990-1991, mas ainda não se deram conta.

A outra situação, que certamente mortificou os russos, foi a destruição de um satélite espião norte americano descontrolado, com um míssil partindo de um navio e acertando em cheio, segundo o Pentágono, o alvo. A explicação para a utilização deste expediente se deu porque o satélite poderia cair na Terra com uma carga tóxica que seria prejudicial às pessoas. Em contra partida, eles não tinham a menor idéia de onde e quando isso aconteceria.

Rapidamente a Rússia acusou os americanos que estarem promovendo uma corrida armamentista espacial e certamente o poder de fogo dos EUA pos em xeque a sucateada força militar russa.

Em outros tempos, eu daria plena razão aos russos, principalmente porque sou partidário da teoria da conspiração. Mas, atualmente, eu confesso que estou cansado dos fantasmas que o oriente vê. Talvez eles até tenham razão, mas não vou ficar martelando nesta situação.

Liberdade para o Leste Europeu!

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Barril de pólvora

Vivemos intensamente uma possível guerra entre os hermanos que circundam nossa nação. Maldosamente seria deveras interessante. Humanamente, esse mundo já não comporta tantos conflitos.

Entretanto, a solução encontrada pelos governantes envolvidos – Chaves, Uribe e Correa – na OEA foi bastante surpreendente e os cumprimentos entre eles, depois de tanto desrespeito, foi chocante.

Mas eu não me engano facilmente. Ainda teremos outros capítulos desse tendepá, principalmente enquanto pessoas como Chaves e Morales estiverem à frente de suas nações.

Liberdade para a América espanhola!

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O nobre trabalho dos deputados

Não lembro-me se já comentei isso aqui, mas gostaria de falar sobre o “nobre” trabalho de nossos deputados da ALESP (Assembléia Legislativa do Estado de SP).

Hoje o DOE (Diário Oficial do Estado) publicou algumas leis promulgadas pelo governador José Serra, além de uma Lei Complementar que dispõe sobre a criação de uma nova secretaria no Estado, com uma quase infindável lista de novos empregos, para aqueles que são dá confiança do governador.

Voltando ao ponto central deste post, foram promulgadas 5 novas leis elaboradas pelas “mentes brilhantes” de nossos parlamentares.

Rodrigo Garcia (DEM), Roberto Massafera (PSDB), Dárcy Vera (DEM), Rafael Silva (PDT) e Roberto Morais (PPS) criaram as seguintes leis, respectivamente: Lei 12.812/08 – Dá denominação a trevo que especifica; Lei 12.813/08 – Dá denominação ao viaduto que especifica; Lei 12.814/08 – Dá denominação à passarela que especifica; Lei 12.815/08 – Dá denominação ao viaduto que especifica e finalmente a Lei 12.816/08 – Dá denominação ao viaduto que especifica.

É perfeitamente compreensível que o número de leis chegue perto dos 13 mil.

Nota da Redação: Gostaria de pedir desculpas aos meus fiéis leitores pela longa ausência. Viver e trabalhar não é possível. Como preciso trabalhar…

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