Arquivo do mês: outubro 2010

Apuração das Eleições 2010 – 2° turno

Assim como no primeiro turno, o Cotidiano Nacional acompanhará a apuração dos Estados que não resolveram seus eleitos no dia 3 de outubro. São eles: Alagoas, Amapá, Goiás, Pará, Paraíba, Piauí, Rondônia, Roraima e o Distrito Federal. As atualizações serão feitas a cada 30 minutos.

Serra precisa tirar a diferença de votos em especial no nordeste, onde em vários estados Dilma conseguiu mais de 60% dos votos.

Dilma tem a vantagem de mesmo onde perdeu para Serra, perdeu por pouca diferença.

No entanto, as disputas pelo Estado está mais interessante: Amapá foi onde os três primeiros candidatos conseguiram 28% dos votos; Na Paraíba os candidatos alcançaram 49% dos votos; Em Roraima a diferença do primeiro pro segundo ficou em 2%, o que representa, naquele estado, pouco mais de 5 mil votos.

Nos outros estados a diferença foi um pouco maior: Alagoas (10%), Goiás (10%), Pará (8%), Piauí (16%), Rondônia (7%) e Distrito Federal (17%).

Não levaremos em conta nenhuma pesquisa eleitoral e de boca de urna.

ELEIÇÃO PRESIDENCIAL – 100%
Dilma Roussef (PT) – 56,05%
José Serra (PSDB) – 43,95%

GOVERNADORES (a ordem dos nomes refere-se ao resultado do primeiro turno)

Alagoas – 100%
Teotônio Vilela (PSDB) – 52,74%
Ronaldo Lessa (PDT) – 47,26%

Amapá – 100%
Lucas (PTB) – 46,23%
Camilo Capiberibe (PSB) – 53,77%

Distrito Federal – 100%
Agnelo (PT) = 66,10%

Weslian Roriz (PSC) = 33,90%

Goiás – 100%
Marconi Perillo (PSDB) = 52,99%
Iris Rezende (PMDB) = 47,01%

Pará – 100%
Simão Jatene (PSDB) – 55,74%
Ana Júlia (PT) – 44,26%

Paraíba – 100%
Ricardo Coutinho (PSB) – 53,70%
Zé Maranhão (PMDB) – 46,30%

Piauí – 100%
Wilson Matins (PSB) – 58,93%
Sílvio Mendes (PSDB) – 41,07%

Rondônia – 100%
Confúcio Moura (PMDB) – 58,68%
João Cahulla (PPS) – 41,32%

Roraima – 100%
Neudo Campos (PP) – 49,59%
Anchieta (PMDB) – 50,41%

Também acompanharemos hoje a apuração estado a estado para simular uma eleição pelo colégio eleitoral, conforme ocorre nos EUA. Aqui no Brasil o colégio será formado pelo número de Deputados Federais (proporcional) e o número de Senadores (três por estado). Para ser eleito, é necessário conquistar 298 delegados. Utilizaremos uma planilha oferecida gentilmente por Carlos Filho, do Vivendocidade.

 

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O que fazer com 20 milhões de votos?

Hoje estava debatendo com uma leitora o que Marina Silva havia feito com os 20 milhões de votos que ela recebeu na urnas.

Acreditava eu que ela tinha jogado no lixo, primeiro porque demorou a se posicionar sobre qual candidato iria apoiar e depois por ficar em cima do muro. Eu achei que ela foi muito mal na postura e que seria muito melhor se tivesse declarado apoio a um ou a outro.

No entanto, ao conversar com essa leitora, aconteceu o que a gente diz no interior: “fui cortar lã e sai tosquiado”. Ela considera que foi muito inteligente a postura da candidata verde em não apoiar ninguém, uma forma de ter independência. Sem ficar com o “rabo preso”, como se usa. E o argumento, tanto da leitora, quanto da Marina, foi tão forte que eu parei um pouco para pensar, e a Marina ganhou mais uma eleitora para a próxima eleição.

O importante disso tudo é: O que fazer com 20 milhões de votos? Será que Marina Silva saberá usar esse trunfo/triunfo?

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Reforma Administrativa

Semanalmente o Cotidiano Nacional vem mostrando ao leitor os projetos ambientais do Estado de São Paulo, buscando promover sua divulgação e também uma forma de mostrar que as pessoas podem ficar de olho, procurando informações e ajudando o Estado a manter suas metas para cada projetos.

Mas creio que nada disso poderia ser levado adiante com uma estrutura engessada, que é facilmente encontrada em qualquer órgão público. Pensando nisso, creio eu, o estado reorganizou a Secretaria do Meio Ambiente. Nesse sentido, além da Secretaria, foram reorganizados também o Instituto de Botânica e o Instituto Geológico.

A contratação de vários profissionais também pode assegurar uma dinâmica às propostas do governo. Além dos órgãos já citados. A Secretaria do Meio Ambiente engloba ainda as Coordenadorias de Biodiversidade e Recursos Naturais, de Planejamento Ambiental e o Cômite de Bacias Hidrográficas.

Os próximos passos desse projeto não ficaram muito claros e as medidas tomadas até agora ficam mais restritas à teoria, mas pelo menos a um começo e um “norte”.

Conheça o processo de estruturação da Secretaria do Meio Ambiente:

Decreto 53.027/2008 – Reorganiza a Secretaria do Meio Ambiente

Decreto 54.653/2009 – Reorganiza a Secretaria do Meio Ambiente

Decreto 55.165/2009 – Reorganiza o Instituto de Botânica

Decreto 55.640/2010 – Reorganiza o Instituto Geológico

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2º turno: A dura escolha dos eleitores

Se o eleitor encontra severas dificuldades para escolher o candidato da eleição presidencial no próximo dia das bruxas, agradeça se por acaso você não fizer parte daqueles que também terão que escolher o governador.

Se a eleição para o governo de seu estado está resolvida, eu diria então que será só sombra e água fresca (isso sem contar os próximos 4 anos). Mas se você é eleitor dos estados abaixo, veja o que te espera nas urnas. Repare o leitor que a maioria das disputas é entre governadores e ex-governadores do estado. Eita falta de opção, hein?

Os eleitores de Alagoas terão que escolher entre Teotônio Vilela (PSDB) e Ronaldo Lessa (PDT). Vilela é o atual governador e Lessa já foi governador. Este último leva a “vantagem” de receber apoio de Collor e Renan Calheiros. Vilela enfrenta sérios problemas na segurança pública do estado. 23 moradores de ruas foram assassinados em 2010, provavelmente por grupos de extermínio. Outro fato curioso nas Alagoas, para o eleitor tentar entender como é a política brasileira, houve um tempo em que Vilela apoiou Lessa e teceu elogios ao político-amigo. Agora, “descasca o abacaxi” contra seu oponente nas urnas. Não acredita? Veja você mesmo: http://www.youtube.com/watch?v=Sz-acZPfDuA

Amapá terá sua disputa entre Lucas Barreto (PTB) e Camilo Capiberibe (PSB). O estado viveu um drama antes da eleição. O atual governador, Pedro Paulo Dias (PP), que conseguiu apenas 13% dos votos e ficou em 4º lugar, foi preso pela Polícia Federal e passou 10 dias no xadrez. Barreto é apoiado por Sarney e Capiberibe é filho de João Capiberibe, ex-governador e ex-senador pelo estado. Foi cassado e tentava se eleger senador, mas sua candidatura ainda esta sub-judice. No Amapá, está “tudo em casa”.

No Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT) e Weslian Roriz (PSC) almejam o cargo de governador, já ocupado por José Roberto Arruda (DEM) que também tem uma “cana” registrada na sua ficha. Weslian Roriz é mulher de Joaquim Roriz, que não conseguiu fazer passar sua candidatura por causa da Lei da Ficha Limpa. Foi apelidada de “mulher laranja” depois de sua perfomance nos debates.

Goiás para mim terá a tarefa mais dura.  Marconi Perillo (PSDB) e Iris Rezende (PMDB). Não sei qual dos dois é pior, mas deixo esse problema para os eleitores goianenses (?). Ambos já foram governadores e eu me recuso a pesquisar no google a ficha desses senhores.

Pará: O ex-governador Simão Jatene (PSDB) quase levou no primeiro turno, mas deu sobrevida a candidata Ana Júlia (PT), atual governadora do estado. Tirando o fato de ambos dependerem do apoio do PMDB do candidato ficha suja (pelo menos até hoje, quando recurso será julgado no STF) Jader Barbalho, parece que não há grandes escândalos ligados aos candidatos.

Não há como negar que na Paraíba o resultado da eleição é um colírio para os amantes da democracia. Ricardo Coutinho (PSB) venceu o atual governador Zé Maranhão (PMDB) por uma diferença de pouco mais de 8 mil votos, o que representa 0,44%. Juntos, eles receberam 99% dos votos do Estado. Faltou 5 mil votos para que Coutinho levasse no primeiro turno. É um dos poucos que ainda não foi governador. Seu último cargo foi de prefeito de João Pessoa. A seu favor, se isso é possível, tem o seu partido, PSB, que teve no primeiro os dois governadores mais votados do país, ambos com mais de 80% dos votos.

No Piauí Wilson Martins (PSB), que era vice-governador e assumiu o cargo de governador quando Wellington Dias (PT) se afastou para concorrer ao Senado (e foi eleito) tenta, portanto, permanecer no cargo. Sílvio Mendes (PSDB) foi prefeito de Teresina e não terminou o mandato, se afastando para tentar comandar o estado. A curiosidade desse estado não está amparada por escândalos, mas o fato em que ambos os candidatos são médicos.

Em Rondônia a eleição será entre o prefeito de Ariquemes, Confúcio Moura (PMDB) e o atual governador do estado, João Cahulla (PPS), que também ascendeu ao cargo por conta da renúncia de Ivo Cassol (PP), que disputou e conseguiu uma das vagas ao senado. Um terceiro candidato, Expedito Junior (PSDB), não teve seus votos divulgados porque foi barrado pela Ficha Limpa.

Roraima terá que escolher se mantém no cargo o atual governador,  Achieta Júnior (PSDB) ou se elege o ex-governador, Neudo Campos (PP). Será que faltam opções para os roraimenses? Neudo Campos já foi até preso e Anchieta Júnior foi abordado por policiais federais recentemente em Boa Vista. O carro era do governo, mas a PF não sabia que o governador lá estava. Porque será que ele precisava usar carro “não oficial”? Havia denúncia de compra de votos.

Mas não pense vocês, eleitores dos estados acima, que a situação é ruim. Veja os exemplos que citamos agora.

São Paulo elegeu o PSDB que governa o estado há 16 anos.
Rio Grande do Sul elegeu Tarso Genro (PT), a quem tenho ressalvas próprias.
Maranhão deu mais um mandato para Roseana Sarney (PMDB).
Rio de Janeiro elegeu o “chorão” Sérgio Cabral (PMDB), a quem nunca vou perdoar pelas lágrimas derramadas por conta dos “ovos” do Pré-Sal.

Na verdade, todos nós precisamos de muita sorte para os próximos 4 anos. Uma boa eleição a todos.

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Nos Bastidores do Poder – Segunda Parte

Não é justo que a gente fale apenas daquelas pessoas que, por serem competentes e ligados entre si, conseguem se manter em cargos de ponta e desta forma se perpetuarem no poder, excluindo toda e qualquer “oposição”.

Existem também aqueles servidores que até são competentes, mas que basta para eles uma poltrona velha, e a acomodação é completa e duradoura também.

Para alguns é uma faca de dois gumes: ficar 10 anos trabalhando em um lugar onde você já conhece, já está acostumado, já conhecem você, ou se arriscar em uma outra ocupação, mesmo que dentro da mesma empresa, e sofrer com a “angústia” de descobrir o novo?

Creio que a maioria das pessoas são extremamente cômodas, o que sinceramente é muito mais fácil, do que enfrentar desafios, descobertas e sentir um frio na espinha que estimula alguns poucos.

Quando você chegar ao seu trabalho na segunda-feira, o que você pretende fazer? Sentar e esperar ou descobrir algo novo?

Leia também: Nos Bastidores do Poder – Primeira Parte

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Respira São Paulo

O terceiro artigo da série Cotidiano Verde, que tem como objetivo listar e opinar sobre os 21 projetos ambientais do Estado de São Paulo, irá tratar do controle da poluição atmosférica nas regiões metropolitanas.

Acredito que este projeto seja um dos mais complicados dos abordados até o momento. Aproveito para lembrar que todas as informações passadas aqui foram retiradas do site da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo e pode ser consultadas por qualquer internauta. (http://www.ambiente.sp.gov.br/)

Das medidas adotadas pelo governo, até o momento, resumem-se a monitor a qualidade do ar e listar empresas consideradas como “grandes poluidoras”. De prático mesmo, só o envio de uma lei que instituirá, se aprovada, a inspeção veicular em todo o estado. Atualmente, somente veiculos licenciados na capital paulista é que passam por essa inspeção, que vem sendo questionada por alguns motoristas, acreditando ser apenas mais um forma de arrecadar fundos dos contribuintes.

Além da inspeção veicular, vigora na cidade de São Paulo o rodízio de veículos, que completou recentemente 10 anos sem apresentar resultados práticos, tanto quando se fala em poluição quanto em relação ao trânsito propriamente dito.

Esperamos que as ações deste projeto, sob a batuta da CETESB, possam frutificar atividades práticas e resultados que não “ardem em nossos olhos” e bolsos.

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Nos Bastidores do Poder

O servidor público que tem a sorte (ou o azar) de trabalhar em algum órgão da administração pública, invariavelmente, consegue informações privilegiadas ou mesmo saber o funcionamento da “coisa pública”.

E uma das coisas que aprendi é que as pessoas que conseguem altos cargos, nunca perdem. Estão sempre na “crista da onda” e dessa forma vão se mantendo. Não posso negar que a inspiração deste post são pessoas de notório saber e grande competência, mas é fato consumado que eles nunca perdem.

São diretores de faculdades públicas, presidentes de institutos, de conselhos, de comitês, membros disso, membros daquilo e por ai vai. Só a título de exemplo, e não faço nenhum juízo de valor, um ex-reitor de uma universidade pública conseguiu emplacar um projeto de pesquisa em uma agência de fomento no valor de R$ 1 milhão. Ou seja, ele terá à sua disposição esta quantia por no mínimo doze meses.

Mas onde quero chegar com isso? Talvez seja a insatisfação de não visualizar futuro na administração pública, um futuro onde não é preciso puxar o saco ou o tapete de alguém. Isso sem falar nas inúmeras possibilidades que essas pessoas têm de, em se perpetuando no poder, montar esquemas ou círculos fechados que favoreçam apenas os seus, e não àqueles que possam vir a ter talentos e competências, desperdiçados atrás de uma escrivaninha anos a fio.

Carlos Filho, editor do Vivendocidade também tem um opinião sobre esse assunto, podendo ser lida aqui.

É evidente que alguma competências específicas não podem ser encontradas segundo o critério do “melhor de todos” que qualquer concurso oferece, mas é de se pensar que mesmo com os avanços e mudanças próprios do sistema democrático, no fundo, os sujeitos são sempre os mesmos.

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