A polícia precisa de preparo mais do que de salário

Antes de mais nada é preciso deixar claro uma coisa: não foi o policial André Luiz que agrediu um aluno da USP. Foi a polícia militar do estado que o fez.

Esse recente episódio mostrou um problema sério na PM de São Paulo e provavelmente em todas as polícias. Concordo que eles precisam de um salário melhor, mas a polícia precisa se preparar melhor. Muito melhor, e sempre.

Para saber mais: PM saca arma e agride aluno dentro da USP

Assusta o fato de ter um indivíduo sem nenhum controle emocional nas ruas com uma arma na cintura, e possivelmente ainda ser amparado pelo estado se fizer alguma porcaria (para não escrever merda).

Não vou entrar no mérito se a questão foi racial, porque também agora fica muito fácil para a vítima se fazer de coitado. E também não vou achar que esse episódio isolado imploda (não como o Kassab fez) o convênio da USP com a PM, que deve ser mantido e ampliado, se possível.

Mas é imperativo que a polícia se prepare para agir na USP, nas ruas, nas favelas, e em qualquer situação.

Não é para servir e proteger? Então façamos valer o que está escrito, como nos velhos tempos.

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional

Prêmio de consolação para o Neymar

Eu não sei porque foi criada uma situação para que o Neymar fosse poupado das derrotas do time do Santos. Um time mediano, de médio para baixo, eu diria, e que ganhou a Libertadores assim como o Santo André já ganhou uma Copa do Brasil. São coisas que acontecem quando o time não convence em campo.

E para não deixar nenhum santista bicudo, vamos citar rapidamente que o time do Santos levou uma goleada acachapante do Barcelona, e mais do que nunca mostrou que não convenceu ninguém.

Agora o estranho mesmo é ficar forçando a barra, passando a mão na cabeça do Neymar. Porque isso? Vamos discutir então o prêmio que ele ganhou, por fazer o gol mais bonito do ano, ou seja lá qual for o nome desse arranjo.

Passaram o ano inteiro falando sobre esse gol que ele fez. O gol foi bonito mesmo, driblou uns seis jogadores e jogou a bola para o fundo das redes. Mas como diria o sábio Carlos Alberto Parreira, o “gol é apenas um detalhe”.

Imagine você o Neymar contando o seu feito. Se vangloria, mostra o prêmio, fala que driblou 6, marcou um golaço, etc, etc. Mas e ai Neymar, quanto foi o jogo? Ah, nós até estávamos ganhando de 3×0 ainda no primeiro tempo, mas tomamos um cacete e o jogo terminou 5×4 para eles.

O que o Neymar ganhou foi um mero prêmio de consolação.

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional, Esportes

Transporte no final de semana

Confesso que não entendo a lógica do transporte público adotada nos finais de semana.

Reconhecidamente, trens, ônibus e metrôs circulam em maior número e com intervalos reduzidos, para dar vazão à quantidade de pessoas que se deslocam durante a semana, digamos, útil. Isso nada mais é do que a segunda a sexta-feira.

Mas quando chega o sábado, o número reduz bastante e aos domingo, chega a ser constrangedor.

O que quero questionar é porque aos finais de semana, quando a população pode descansar e ter um pouco de lazer, não tem transporte público suficiente para levá-los aos diversos locais que existem na cidade de São Paulo, por exemplo. Qualquer deslocamento com transporte público no final de semana é um transtorno certo.

Mas será que existem pessoas suficientes para justificar um número maior de trens e ônibus nas ruas? Talvez os empresários aleguem isso para reduzir ao máximo os ônibus nas ruas, afinal, um trabalhador de final de semana é mais caro que um de dia de semana. E dane-se a população.

O governo, no entanto, não tem essa justificativa. Poderia sim manter uma frota maior. Não precisa ser tudo, mas precisava ser mais.

Mas mesmo assim eu digo que sim, há número de pessoas suficientes para encher os cofres dos que cuidam do transporte público. É óbvio que atualmente se reconhece como ruim sair aos finais de semana, por isso prefere-se ficar em casa. Mas se anunciassemos mais ônibus e trens nos finais de semana, mais pessoas poderiam sair de casa e ter, muitas vezes, o seu único momento de lazer.

Mas será que alguém está realmente preocupado com isso? Creio que não. Enquanto nossos “líderes” não resolverem pelo bem da coletividade, ficaremos em nossas casas nos finais de semana, esperando a segunda-feira chegar.

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional

As chuvas de janeiro

Reclamar das chuvas de janeiro virou ladainha e parece que ninguém mais da importância. Principalmente o governo que age de forma passiva diante da desgraça na vida dos contribuintes e eleitores.

Foto: Antônio Cruz / Folha da Manhã / Futura Pres

Os governos corruptos de Minas Gerais e, principalmente, o do Rio de Janeiro, nada fazem para amenizar o sofrimento. Todo mundo sabe que em janeiro o mundo desaba, mas nada se faz. É bem mais fácil achar que não há solução para as forças da natureza. De fato não há, mas há muito o que se pode fazer, mas nada é feito.

O que os (e)leitores precisam entender, é que quando um babaca como o Sérgio Cabral vai na televisão chorar por causa da divisão do petróleo, ele não está preocupado com o bem estar do carioca, mas sim com o seu próprio bem estar, porque quanto mais dinheiro no estado, melhor para ele. Se não tiver o dinheiro do petróleo, ele não faria nada. Se tiver o dinheiro do petróleo, ele não faria nada. Com todo respeito ao carioca, eu torço para que vocês fiquem a minguá.

A chance de fazer alguma coisa é agora, no final do ano, na eleição para prefeito. Vamos extirpar da cidade o senhor Eduardo Paes, ja que o mal maior vocês vocês “comeram bola”, dando outro mandato ao Sérgio Cabral.

Agora, quem souber rezar, pode começar. Janeiro ainda nem começou e acho que muita água ainda vai passar por debaixo da ponte, ou por cima.

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional

Uma nova ordem na USP

Parece que algumas atividades na maior universidade brasileira, a USP, estão com os dias contados.

Aqueles a quem a sociedade nomeia de “filhinhos de papai” e que promovem badernas na campus do Butantã, quando deveria estar com a bunda sentada na cadeira da sala de aula, aprendendo a ser uma pessoa melhor, e acima de tudo honrando o dinheiro do contribuinte, que passivamente arca com todas as despesas destes “alunos”, estão enfrentando dificuldades “nunca antes vistas nessa universidade”, desde o fim da ditadura militar.

Dois fatos recentes mostram a disposição da Reitoria da USP em não negociar em caso de depredação do patrimônio público, infração ao direito de outros alunos e funcionários de ir e vir e qualquer tipo de atitude que atente contra o “estado democrático de direito”.

Os alunos que invadiram o prédio da Reitoria, destruindo o portão da garagem do Reitor, mostrado para todo o país através da liberação das imagens das câmeras de seguranças, não esperavam o desfecho que foi dado. Tenho certeza absoluta que eles contavam os dias para sair do prédio e ir para o barzinho tomar sua cerveja e contar para quem quisesse ouvir. Mas eles foram parar na delegacia. Todos foram presos e visivelmente humilhados pela Polícia. Não acho que houve exageros, o que houve foi um restabelecimento da ordem, e nestes casos alguém sempre sofre.

Outro caso mais recente, foi a invasão de um prédio desocupado em frente à Reitoria, por punks (ainda existe isso???). Isso aconteceu ontem e não houve conversa. Hoje a polícia expulsou os invasores, tudo que havia no local pertencente aos alunos foi recolhido pela universidade e o local foi isolado por tapumes. Pela rapidez da ação, não houve sequer hesitação. E o ponto máximo da ação foi a presença do Reitor, João Grandino Rodas, no local momentos antes de iniciar o tumulto.

A vida não será mais fácil para quem escolheu a tirania ao invés da democracia. Vale lembrar que os alunos que invadiram a Reitoria foram os mesmos que democraticamente foram DERROTADOS na assembleia da FFLCH. Difícil explicar que aqueles que lutam pela liberdade de expressão desde tempos imemoriais estejam “levando a bola embora”.

Parece que a era dos alunos irresponsáveis da USP terminou, porque Grandino Rodas, o portador do anel, decidiu que usaria-o “para a todos governar”.

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional

A namorada do Zuckerberg

Fiquei pelo menos uma hora navegando para buscar um assunto que pudesse chamar a atenção do nobre leitor esta noite, e quando já estava desistindo eis que surge uma notícia que me chamou a atenção.

Mark Zuckerberg passou Réveillon em Florianópolis, diz jornal

A reportagem é fraquíssima, aborda aspectos sem nenhuma importância, mas como é um caderno de celebridades, não poderia esperar que o jornalista tivesse algum senso, qualquer que fosse.

Mas o divertido mesmo não é a reportagem, mas os comentários de alguns “pobres” brasileiros. O brasileiro em especial, mas o ser humano de um modo geral, tem um sério problema em relação à aparência. Acham que beleza é fundamental. Ou que uma roupa faz mesmo diferença. Na certa acham que roupa molda o caráter. Pode colocar até gravata, se você não tem caráter, uma roupinha alinhada não vai tirar isso, que na certa está escrito na sua cara. A mediocridade chega a tal ponto que pessoas morrem na mesa de cirurgia, em busca de uma beleza que não vão conseguir nem se nascerem de novo.

O dono do Facebook escolhe Santa Catarina para passar o ano, aluga uma casa e traz amigos. Manda desinfetar a casa e trocar toda a mobília. Contrata funcionários, de cozinheiro a segurança e manda tirar os animais porque alguns de são amigos são alérgicos.

Não deixa de ser uma reportagem de várzea, mas qual é o ponto central da discussão? A namorada “feia” de Zuckerberg! Eu iria listar alguns dos comentários feitos aqui, mas esses medíocres não merecem publicidade. Alias, merecem sim, para saber que suas vidas são pequenas e suas mentes são atrofiadas, suas capacidades limitadas. São pessoas que escutam uma opinião no jornal à noite e saem repetindo pela manhã, como se fossem verdades absolutas. O máximo que leem é o horóscopo, resumo da novela e a chamada principal da notícia. Suas conversas são da profundidade de um pires (adoro essa).

Se o leitor tiver interesse em se divertir em uma quinta-feira ociosa, recomendo a leitura. Vale lembrar, no entanto, que existem pessoas que conseguem compreender alguma coisa nessa vida e enxergam além de um  palmo do nariz. Pessoas que compreenderam que a vida é muito mais que um rostinho bonito.

Mas nem isso é suficiente para esconder a verdade sobre algumas pessoas que se dizem cultas porque estão lendo o jornal. Enquanto leem o jornal parecem cultos, mas quando abrem a boca, nada segura sua reputação.

Pois como diz o ditado, é melhor ficar quieto e se passar por imbecil, do que abrir a boca e não deixar dúvida alguma.

Foto: The Grosby Group

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional

O absurdo da religião

De tempos em tempos vamos assistindo aos maiores absurdos protagonizados por essas igrejas evangélicas, que já superam e muito os números de botecos por quilometro quadrado. E não vem me falar que esta é melhor que aquela ou que nesta a doutrina é voltada para isso ou aquilo. Tudo a mesma porcaria.

Tanto é verdade que nem vou citar o nome da igreja ridícula que parou a via Dutra no domingo, fez com que pessoas perdessem seus voos no aeroporto de Guarulhos, sem falar no tipo de gente que frequenta esses lugares. Complicado.

Não, eu não respeito nenhuma religião. Sabe porque? Porque eu, como cientista, tenho que provar por A + B que o que eu estou falando tem fundamento, é visível, e qualquer pessoa interessada poderá repetir meu feito. Só assim é que minha tese será considerada válida. Enquanto isso, pessoas babam, caem no chão, falam em línguas (sic), falam coisa nem nenhum sentido (se tiver paciência, preste atenção) e não conseguem provar nada. Não chegam nem perto. E usa a desculpa que isso se chama Fé.

Faz tempo que eu estou de saco cheio de igrejas. Nenhuma presta, mas as evangélicas são as piores. Conheço profundamente uma dessas. Enquanto os “fiéis” batalhavam duro para pagar a oferta (o famoso dízimo), os líderes usufruíam de casas luxuosas e seus filhos estudavam nas melhores escolas. Quando o celular ainda era um luxo, todos eles tinham. E de conta, nada pré-pago. Um belo dia, descobriu um rombo nas contas. Para a maioria dos “fiéis”, a ficha havia caído  e somente alguns mais bitolados é que continuam acreditando que estão comprando um terreno no céu.

Espero verdadeiramente que o Ministério Público possa atuar de forma dura e que a prefeitura de Guarulhos crie vergonha na cara e cancele o alvará de funcionamento do ‘Templo”.

Mas sabe o que é pior disso tudo? Os bitolados vão achar que estão sendo perseguidos e então vão se comparar aos religiosos de outrora, e vão se tornar mais bitolados ainda achando que estão no caminho certo. É de chorar de rir.

Esses religiosos que pregam a volta de Cristo seriam os primeiros a crucificá-lo, se por acaso ele voltar, assim como foi (se é que foi) há 2.000 anos.

E para aqueles que pensam que eu não acredito em Deus, tenho minha própria tese sobre sua existência, aprovada pelo meu professor de Evolução. E vocês religiosos vão ter que aceitar. Eu não posso provar, mas eu vou invocar a Fé.

P.s.: Não vou nem comentar da relação promíscua do governo com os chamados “Marginais da Fé”.

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional

Quem quer ser prefeito de São Paulo?

Enquanto não começamos a discutir as eleições lá no Vivendocidade, vamos adiantar alguns nomes que já surgem em busca da cadeira que um dia Fernando Henrique Cardoso sentou mas não levou.

O nome mais recente, que “ouvi” ontem no Twitter, foi o de Andrea Matarazzo pelo PSDB. Um bom nome. Era bastante acessível quando era secretário das subprefeituras. No entanto, fontes do Cotidiano Nacional apostam em uma disputa interna entre Bruno Covas e José Anibal.

Outro nome é que parece ser recorrente nas próximas 32 eleições é da competente Soninha Francine. Me perdoe os entusiastas da candidata do PPS, mas a competência dela é no sentido de competir, competir e nunca ganhar. Exaustivamente lembranda quando o assunto é maconha, Soninha já foi entrevistada pelo Cotidiano Nacional em outra oportunidade, o que nos causou grande alegria. Esperamos que mais candidatos falem conosco esse ano.

Pelo PC do B temos Netinho de Paula, que nunca será esquecido pelas mulheres e também pela derrota acachapante nas eleições passadas, quando tomou uma lavada do candidato tucano e ficou atrás da Marta Ex-Suplicy. A disputa valia uma cadeira no Senado. Netinho não passa de uma piada. Ele é a Benedita da Silva de São Paulo.

O PT desistiu de tomar cacete com a Marta, Genuíno e Mercadante e resolveu lançar nosso ministro da educação, Fernando Haddad. Não sei ainda falar muito do professor Haddad (ele é professor da USP), mas pode esperar que no Vivendocidade daremos uma repassada na vida do ministro. Mas podemos falar que quando o assunto é dar problema no ENEN, Haddad é phD.

Esses são apenas alguns dos muitos aspirantes ao cargo de Kassab. A disputa já começou e nossa maior preocupação é com você (e)leitor. Queremos dar subsídios para que você faça uma escolha consciente, nem que essa escolha seja sair da cidade no dia da eleição.

Nota do Editor: cometi um erro ontem e esqueci descaradamente do ex-coroinha, Gabriel Chalita. Ele também deverá ser candidato à prefeitura de São Paulo. Eu aconselho vocês todos a lerem os livros dele, porque segundo o próprio, “são todos bons”. Essas e outras pérolas, você acompanha no Vivendocidade, a partir de sexta-feira, depois da novela, ou a qualquer hora que você escolher.

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional

A implosão do Kassab

Eu poderia jurar que quando o Kassab olhou para aquele prédio inteiro em pé, pensou: “Bom, o que é um peido para quem está cagado?”

O fim da administração do Kassab está sendo desastroso para ele. Todo mundo sabe que a cidade não está preparada para as chuvas, só ele acha que está! Seus bens foram bloqueados e a Controlar, que já foi brindada com um post por nós, está no bico do corvo, preste a perder o contrato com a prefeitura.

No ano que vem, segundo reportagem dos jornais, a prefeitura irá inaugurar uma única obra, que é a Praça Rosevelt. O prefeito disse que o que importava é que ele estava gastando o dinheiro público com responsabilidade.

Não é que eu quase dei um voto de confiança para ele? Até que veio a implosão…

Será que o PSD tem algum nome para suceder o prefeito? Peço perdão ao leitor porque eu ainda não tive oportunidade de pesquisar os prováveis candidatos. Sei de alguns nomes, mas de qualquer forma nós vamos acompanhar as eleições lá no Vivendocidade.

É impressionante, mas a cidade de São Paulo vem sofrendo muito ultimamente. Serra, Kassab, Marta, Pitta, Maluf…O que será que virá para 2013.

Dependendo do nome, é melhor que as coisas terminem mesmo em 21 de dezembro.

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional

Facebook: como devemos usá-lo?

O Facebook foi motivo de bastante discussão, principalmente depois de inúmeras manifestações que aconteceram por conta que coisas que “comoveram” um sem número de usuários, que aproveitaram a ferramenta para replicá-la ao máximo, até a exaustão eu diria.

Por este e por inúmeros outros motivos é que repensei a forma de usar o Facebook. Levando em consideração um número excessivo de “amigos” e ao argumento de pessoas que, por incrível que possa parecer, resistem bravamente ao uso do aplicativo.

Pensei ainda, com ajuda de opiniões: porque não devo respeitar as opiniões dos meus amigos? Devo ser obrigado a ler orações, pedidos de adoções de animais, vídeos de maus tratos, fotos de pessoas mortas, discussões infindáveis sobre religião, homossexualismo, política, futebol, etc?

Será que é como assistir televisão? O que adianta reclamar da programação da TV se você não é capaz de mudar de canal ou de desligar a TV? Com o Facebook parece ser igual. Eu não quero ler muitas das coisas que estão pipocando na minha timeline. Mas não são meus amigos? Não, não são. Então porque você os tem? Quantas perguntas…

Por tudo que acredito eu não posso permitir que isso continue. Portanto, eu estarei fazendo profundas mudanças na forma de utilizar uma rede social. São círculos de amizade e de contatos que devem sim ser regrados de forma consciente.

Consciente. Essa é a palavra. Programa para o Uso consciente das Redes Sociais. O PURSO, imitando descaradamente os programas PURE e PURA, da USP.

Mas dizer tudo isso é bobagem. Não devo satisfação sobre o que faço com minhas redes sociais, mas o que eu devo é mostrar o que vem acontecendo. Não dá para entrar na rede, querer conversar com amigos, e ficar incomodado com o que está “passando na telinha”.

Se algo não for feito nesse sentido, creio que não há motivos para ter um perfil, seja no Facebook, seja no moribundo Orkut ou em qualquer outra coisa dessas que venha a aparecer na rede.

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional

Os números de 2011

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

A sala de concertos da Ópera de Sydney tem uma capacidade de 2.700 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 29.000 vezes em 2011. Se fosse a sala de concertos, eram precisos 11 concertos egostados para sentar essas pessoas todas.

Clique aqui para ver o relatório completo

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional

Os últimos rojões de 2011

Em um ano de esmorecimento na luta contra a mesmice, abraçada desde a criação do Cotidiano Nacional, vamos terminá-lo como o próprio 2011 está terminando: chuvoso!

O ano de 2011 foi marcado por mudanças em todas as áreas possíveis e imagináveis, sejam do coletivo, seja do individual, e até do Cotidiano Nacional.

O Brasil viveu momentos novos, com a primeira presidente mulher, com destaque na economia, enfrentando de frente a crise global, causada pelo fracasso do Euro e da falta de agilidade da economia americana. Em contra partida, inúmeros ainda são os problemas sociais, e imensurável a corrupção, dentro e fora do governo. Se pesar na balança, demos 1 passo a frente e uns três atrás. De forma também se avança, mas bem devagar.

E para fechar o ano falando de tudo e falando de nada, vamos resgatar o modelo da nossa série de muito sucesso no passado, a “Apanhado Geral da Situação“.

- Talvez o que tenha mais marcado o ao de 2011 foram as inúmeras manifestações, sobre os mais diversos assuntos, que começaram ou ganharam força na internet, através do microblog Twitter ou da rede social Facebook.

- E toda essa movimentação vai fazer com que eu seja mais seletivo com meus “amigos” no Facebook. Eu não quero passar o ano recebendo pedidos de adoção de cachorro, ou casos de maus tratos contra animais, nem manifestações contra Belo Monte, muito menos discutir sobre homossexualismo. E quando começar o BBB então, tenho certeza que a foice vai fazer valer no Facebook. Porque isso? Porque a timeline e minha e o facebook é meu. Eu ainda quero ter o direito de ler e ver o que eu quiser. Há muitos anos eu desliguei a TV e não vai ser difícil desligar o Facebook.

- Na política, o grande destaque foram as quedas dos ministros da Dilma. Uma coisa precisa se dizer: a presidente não permitiu que ninguém se escondesse embaixo da sua asa, e simplesmente ceifou os corruptos do governo. Nesta área, se mostrou incorruptível, mas se vendeu para bancadas que pensam ser influentes. São influentes só mesmo dentro de suas respectivas áreas de atuação, cheia de gente ignorante.

- Também é necessário destacar as doenças da Dilma, e mais recentemente de Chavez, Morales, Lula e Cristina. Segundo Chavez, os EUA são os responsáveis por essas doenças, por algo que devem ter colocado em suas águas.

- Em outros tempos eu diria que Chavez bebeu, fumou, cheirou e comeu com farinha. Mas levando-se em conta o histórico de conspirações americanas, vai saber.

- Estou um livro, de ficção é verdade, que conta como o homem realmente chegou à Lua, em um deserto americano e que JFK teria forjado seu assassinato, usando um sósia, para viver em uma ilha paradisíaca com o grande amor da sua vida: Marilyn Monroe.

- Não pensem que eu engoli a história do acidente na base de Alcântara, no Maranhão. Parece que tem dedo estadunidense nessa história e eu sou um entusiasta das teorias da conspiração.

- Destaques nos esportes e nas tragédias mundiais são irrelevantes aqui. As coisas vão continuar como sempre foram. Algumas mudanças dependem mais de atitudes isoladas do que do conjunto. Deveria ser o contrário, mas infelizmente não é.

- Não poderia terminar esse ano sem falar da ilusão que é o combate ao crime no Rio de Janeiro. Prendem um cara, invadem uma favela e no outro dia tá todo mundo falando que agora tem paz. Que pena que dá dessas pessoas.

- O retrato da mediocridade carioca é o carnaval que já começou antes mesmo de 2011 bater as botas anunciando o carnaval. É um círculo vicioso, ano após ano, e que desamina qualquer um.

- E a quem interessar possa, já é ano novo em Samoa, Kiribati (que deverá desaparecer com os efeitos do aquecimento global, que na verdade não existem) e na Austrália.

- É engraçado parar para escrever sobre o ano e perceber que retrospectiva não serve para nada. Falamos que devemos aprender com os erros do passado. Não vejo ninguém aprendendo nada, e a vezes acho que cada um precisa quebrar a sua própria cara.

Porque algo que aconteceu uma, duas vezes, não significa que irá acontecer uma terceira. E o que serve para um povo, um cultura, uma mente, não serve para todos os povos, todas as culturas e todas as mentes.

Não devemos parar os homens, que movidos por duas coisas: experimentar e descobrir.

Que venha 2012.

Veja fotos do ano novo ao redor do mundo (G1)

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional, Série Apanhado Geral da Situação

O Twitter, o Facebook e as redes sociais

Não é de hoje que as pessoas confundem redes sociais, microblogs e afins. E nem sei porque há essa confusão, porque para mim são de uma claridade solar.

O Twitter é um microblog. Imagina que vc goste de ler centenas de blogs, e que teria que abrir um por um, endereço por endereço. Ficaria chato e vc não conseguiria ler todos. O Twitter permite que você leia vários microblogs em um só lugar: a timeline.

Em tese, só lemos aquilo que nos interessa, correto? Então porque tem aqueles que ficam mandando o “segue que eu te sigo”? Eu só leio o que me interessa. Alias, é o principal mote do Twitter.

O Facebook sim é uma rede social, que serve para juntas pessoas, separar pessoas, e fazer amigos. Em tese deveríamos aceitar somente pessoas do nosso círculo de amizade, mas acaba entrando “vizinhos” para jogos e um sem número de pessoas. Mas porque? Será que é bonito ter muitos amigos no Facebook?

Precisamos é transferir para as mídias sociais certa reserva que temos no dia a dia em relação ao que “somos obrigados” a ler ou ver. Funciona mais ou menos como a televisão. Não agradou, mude o canal ou desligue a TV.

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional

Para que serve a Controlar?

Para aqueles que não são da cidade de São Paulo, saibam que aqui é feita, anualmente, uma inspeção veicular em todos os carros para saber se estão poluindo demais ou de menos. Essa inspeção é obrigatória, mas apenas para os carros registrados no município de São Paulo.

A Controlar é uma empresa privada que foi escolhida através de licitação realizada pelo Prefeitura de São Paulo. Só lembrando, sabe-se lá como, o prefeito é o Gilberto Kassab, que era do DEM e capitaneou a fundação do PSD.

Preocupado com o meio ambiente, pelo fato de trabalhar e passear sempre na cidade de São Paulo e ainda ter um carro antigo, quase um modelo de colecionador, fiquei preocupado em saber se o carro está poluindo muito o meio ambiente. No entanto, como meu carro não é registrado na Capital, eu não sou obrigado a fazer a inspeção. Pelo menos não por enquanto.

Eis que, como cidadão responsável e sabedor de meus direitos e deveres, e levando-se em conta que a maior parte dos meus quilômetros são rodados dentro dos limites da capital paulista, entrei em contato com a Controlar através do chat disponível em sua página na web. A intenção era realizar a inspeção em meu veículo – mesmo não sendo obrigado -, pagar a respectiva taxa e receber o veredicto. Informei ao atendente do chat meu anseio para saber as “condições ambientais” do meu carro, e disse do detalhe, do não registro por São Paulo.

Tamanha foi minha surpresa ao ser informado que a Controlar “não disponibiliza esse serviço”. Ou seja, eu quero saber se meu carro está poluindo, mas a Controlar não disponibiliza esse serviço. Então, o que eles fazem? E porque cobram mais de R$ 60,00 por um serviço que não disponibiliza.

Não ficando contente, o atendente (que preservarei o nome porque ele deve ter contas a pagar) me aconselhou a procurar um mecânico de confiança. E porque os paulistanos não podem procurar também um mecânico de confiança para verificar a questão das emissões? Eu perguntei isso e a resposta foi que para os carros de São Paulo a inspeção é anual e obrigatória.

Pode ser que eu tenha entendido tudo errado ou que o atendente se confundiu com a minha pergunta. Pode até ser, mas tenho que lembrar que os bens do prefeito Gilberto Kassab estão bloqueado pela justiça, que já mandou o contrato com a Controlar ser cancelado e que uma nova licitação, limpa desta vez, seja feita para contratar uma outra empresa.

E sendo feita uma nova licitação, quem sabe a nova empresa realmente disponibilize o serviço de inspecionar os veículos de São Paulo para medir suas emissões e não somente cobre dos motoristas sessenta e poucos reais.

Apenas para lembrar e finalizar, o valor da inspeção cairá para R$ 44,00, mas curiosamente, a Controlar, que não disponibiliza o serviço de medir emissões de carros que não tenham placa de São Paulo, irá contestar o valor, alegando que tem custos.

Mas o pior disso tudo é que, muito em breve, provavelmente eu serei obrigado a fazer a inspeção. E quando for obrigado, será que eles já estarão disponibilizando o serviço para o meu carro. Será que o que impede de ser feita a inspeção no meu carro é a placa do carro?

Chega a ser hilário que o lema da empresa seja “Ajudando a melhorar o ar de São Paulo”.

 

3 Comentários

Arquivado em Cotidiano Nacional

Os hidrômetros do governador Geraldo Alckmin

No último dia 5 de novembro o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), entregou simbolicamente as chaves de um empreendimento gerenciado pela CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano) para funcionários públicos do estado, num programa que visa aproximar o servidor de seu local de trabalho.

Nenhum mérito para o governador e para sua companhia de habitação, que além de não fazerem mais que sua obrigação, estão atrasados com o empreendimento em pelo menos 3 anos, ou mais.

Mas os problemas não param por ai. Hoje, 10 de dezembro, mais de um mês depois da cerimônia simbólica, nenhum morador tomou posse de sua unidade. O principal entrave à entrada dos moradores é um problema com os hidrômetros, aparelho que mede o consumo de água. Detalhes a parte, vamos para o “jogo sujo” do governo, para justificar o título deste artigo.

No discurso do governador, na presença de seus “colegas” servidores do estado e de várias outras autoridades (secretários, deputados, vereadores, prefeito, etc), foi dito bem claro que os apartamentos teriam leitura remota do consumo de água, uma inovação para prédios construídos pela CDHU, que em sua maioria tem carater social.

De fato esse empreendimento é um diferencial no “cardápio” da CDHU, que sempre constrói prédios de 4 ou 5 andares, sem elevador. Neste caso, são 4 torres de 11 andares cada uma.

Mas vamos nos ater aos fatos. O discurso do governador consta da página oficial do governo do estado e foi editado, porque lá não está mais a menção da leitura remota. Mas como não poderia deixar de ser, o serviço foi “porco”, para variar. O governador também menciona a presença de quadra poliesportiva no condomínio. Não tem quadra poliesportiva nenhuma. Ele se confundiu com uma quadra particular, dessas que alugam para grupos, que tem ao lado de um dos empreendimentos. Erro primário e amador, para um governador tão experiente.

Tudo isso acontece por um motivo simples: a nomeação política para cargos de assessores faz com que o governador fique cercado de incompetentes e faça um papelão desses. Fala o que não sabe, e quando alguém descobre a lambança e vai fazer uma “maquiagem” acaba ficando pior. É lamentável que tudo isso aconteça.

A expectativa é que os moradores que agora compõem o corpo diretivo do condomínio, que estão fazendo um trabalho excelente, resolvam da melhor maneira possível a questão da medição da água e não desistam de acionar o governo na justiça para que eles cumpram com o propagandeando.

Ano que vem é ano de eleição e vamos pagá-los na mesma moeda. É ótimo para conseguir o que precisamos.

Não fui eu que falei bobagem no dia da inauguração do condomínio.

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional

O paradeiro dos projetos ambientais estratégicos

Menos de 24 horas depois de reclamar sobre o destino dos projetos ambientais estratégicos da Secretaria de Meio Ambiente do estado de São Paulo,  fomos contatados pelo  órgão para maiores esclarecimentos.

A assessoria de imprensa da SMA nos encaminhou email explicando as mudanças ocorridas, basicamente por término de projetos, mudanças na estrutura das Secretarias e também pelo fato da nova gestão ter “características e potencialidades próprias”.

Leia o email da assessoria de imprensa da SMA na íntegra:

“Olá Alexandre, boa tarde!

Gostaríamos de esclarecer, em nome da Secretaria do Meio Ambiente e do Governo do Estado de São Paulo, que não cancelamos os 21 Projetos Estratégicos, elaborados na gestão anterior, mas é importante ressaltar que cada administração adota uma estratégia, com características e potencialidades próprias. 

Alguns desses Projetos já haviam sido concluídos na administração anterior – como o “Cenários Ambientais 2020″ e a “Reforma Administrativa”.

Em 01 de janeiro de 2011, a gestão dos recursos hídricos saiu da SMA e passou para a Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos, com isso, os projetos “Cobrança pelo Uso da Água”, “Mananciais” e “Onda Limpa” saíram da nossa responsabilidade direta. 

No entanto, continuamos participando do Sistema de Gerenciamento dos Recursos Hídricos ativamente. Quanto à fiscalização e monitoramento da qualidade das águas, essas atividades continuam com a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo – CETESB.

Um novo projeto de educação ambiental foi estruturado e entrará em vigor no ano letivo de 2012, parceria entre SMA, Secretaria de Educação e Fundação Padre Anchieta. As demais atividades continuaram, como o “Ecoturismo”, “Serra do Mar”, entre outros, e novos projetos ganharam destaque na gestão do secretário Bruno Covas: “Economia Verde”, os projetos de “Pagamento por Serviços Ambientais (PSA)”, o “Programa de Parceria para as Unidades de Conservação” e a ampliação dos planos de “Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE)”.

O antigo “Projeto Município Verde Azul”, não só foi incorporado como ampliado para “Programa Município Verde Azul”.

Neste momento nosso site encontra-se em fase de finalização de sua cara nova, estamos reestruturando-o para que seja um portal que englobe todos os órgãos, instituições e projetos ligados ao Sistema Ambiental Paulista. Aprimorando nossa comunicação, transparência e prestação de serviço ao público, inclusive com o Licenciamento Ambiental.

Estamos à disposição para mais esclarecimentos.

Att.
Aline Cavalcante”

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Verde

Governo de São Paulo abandonou meio ambiente?

Em outubro do ano passado o Cotidiano Nacional estreou sua coluna sobre meio ambiente, que visava acompanhar os 21 projetos ambientais estratégicos da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo. Os artigos publicados até o momento podem ser acessados aqui.

Por N motivos, a coluna deixou de ser publicada por um bom tempo e, agora que resolvemos voltar à carga com a questão ambiental, eis que os projetos já não são destaque na página principal da SMA. Nem sequer estão mais disponíveis nos antigos endereços.

Só nos resta imaginar que não há mais interesse em levar adiante bons projetos para o meio ambiente no estado de São Paulo. Como eu sei disso? Eu tenho impresso todos os 21 projetos e seus passos iniciais.

A ascensão de Bruno Covas à SMA pode ter sido um dos motivos para o abandono dos projetos, tendo em visto que a nomeação foi estritamente de caráter político, pois o secretário não tem nenhum cacoete para o meio ambiente; isso inclusive já havia sido motivo de preocupação por parte deste editor.

Durante a semana entraremos em contato com a Secretaria de Meio Ambiente em busca de informações sobre o andamento dos projetos e o porquê deles não mais figurarem a página principal da Secretaria e nem mesmo nenhum outro canto do site. Um ou outro projeto aparece “escondido”, mas praticamente sem nenhum tipo de atualização.

É lamentável que um governo possa abandonar de uma hora para outra projetos de grande importância para o desenvolvimento dos municipios do estado, além da melhoria na qualidade de vida dos cidadãos. Além disso, levamos a crer que o governo não dá valor aos recursos investidos nos projetos e nem mesmo à dedicação do principal recurso do projeto, o recurso humano. É um desrespeito aos servidores envolvidos e ao contribuinte, que precisa obter respostas acerca do andamento dos projetos.

1 Comentário

Arquivado em Cotidiano Verde

Itaoca ainda vive

A cidade de Itaoca, imortalizada na obra de Monteiro Lobato, ainda existe hoje no coração e nas mentes dos políticos “de várzea” que povoam as prefeituras, câmaras municipais e até mesmo a Assembleia Legislativa estadual.

Cidades sem nenhuma expressão tentam “parecer gente” e figurar em um cenário que mistura bairro escondidos para os mais ricos e locais pouco habitáveis para os mais pobres.

Um exemplo claro disso é a cidade de Carapicuíba, distante 21 quilômetros da Praça da Sé. É e nunca deixará de ser uma cidade dormitório, onde as pessoas apenas chegam para dormir e acordam no outro dia com destino a capital ou cidades um pouco mais desenvolvidas, como Osasco e Barueri (desenvolvimento nada do outro mundo, diga-se de passagem).

Carapicuíba, que sempre foi governada pelo partido do governador de São Paulo, resolveu na última eleição dar uma chance para o eterno perdedor da eleição, Sérgio Ribeiro, do partido da presidente Dilma. E a aposta tem dado resultado. Apesar de ainda apresentar inúmeros problemas estruturais, a cidade melhorou consideravelmente.

Mas não é isso que confere a ela o título de Itaoca do mês (olha ai uma provável nova seção do CN). R$ 600 mil (R$ 720 mil na placa da prefeitura) do dinheiro do contribuinte estão sendo gastos para construir arquibancada, muro, alambrados, reforma dos vestiários, e pasmem, sala de imprensa.

Existe, é verdade, um campeonato na cidade, visto que todos os finais de semana tem jogo no campo da Niterói, como é conhecido o “estádio” de Carapicuíba. A Liga de Futebol de Carapicuíba possui 83 times filiados, dentre eles o Bellcelona, Fumaça, Laranja Mecânica, Mary Jane (que já foi campeão de um torneio), Passa a Bola e Panela Velha.

Apesar de toda essa estrutura (sic), nada justifica o exagero nas obras do estádio. A começar pelo muro que eles construíram cercando a área, tornando o local um pouco mais inseguro do que já era, principalmente à noite. Sem falar  na restrição da movimentação de pedestres que ficou restrita. A área tem bastante movimento de carros e ônibus.

Não sei quais são as intenções das autoridades para construirem esse filhote de elefante branco. Cheguei a pensar que tivéssemos alguma expressão no futebol. Ledo engano. Mas ai, precisei entrar no espírito de Monteiro Lobato para entender quais sejam, talvez, as intenções de nossos governantes locais.

Quem sabe não podemos hospedar alguma seleção na Copa do Mundo de 2014, dando-lhes um excelente campo de treinamento (é necessário falar na qualidade do gramado) para as partidas na futura e longínqua Arena Corinthians?

Penso que para isso ocorrer, Carapicuíba precisaria nascer de novo. Isso sem falar que qualquer seleção que ficasse aqui hospedada teria que enfrentar quase 50 km até o estádio da Copa, passando por Osasco e Marginal Tietê, seguindo toda vida.

Melhor seria por os pés no chão, construir um estádio modesto e confortável, e  melhorar a educação e a saúde das pessoas.

Carapicuíba tem melhorado e pode melhorar ainda mais. Existem bons projetos, que dependem da atenção dos políticos da região, que não devem perder o foco com ideias esdruxulas como essa do campo de futebol. Ele deve ser melhorado, mas dentro da realidade e necessidade da cidade. Só as arquibancadas já melhoraram bastante. Não precisava exagerar com muros e sala de imprensa.

Prefeito, passei um pouco pela cidade, talvez apareçam ideias mais interessantes, que realmente vá de encontro com as necessidades da população.

Confira mais fotos da obra em http://cotidianonacional.tumblr.com/

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional

Balanço do Governo Dilma

O leitor que acompanha o CN sabe que nós nāo fariamos o balanço imediatamente após os 6 meses. Nós sempre esperamos a notícia esfriar.

Foto: HNews

Depois de 6 meses, a coisa mais marcante do governo é a presidente querer ser chamada de presidenta. É de dar pena. Mas outras marcas também se destacam: a corrupção desenfreada, o despreparo evidente da presidente e a centralização do poder.

A corrupção vem ceifando os escolhidos de Dilma. Mas isso não é o pior. A escolha de Celso Amorim para a Defesa mostra uma escancarada falta de opção.

Sobre centralizar o poder, é questão de falta de confiança em seu próprio pessoal. Já vivi 4 anos nessa situação em uma esfera menor e a administração foi, para ser simpático, discreta. Em outros tempos eu diria que foi desastrosa, administrativamente falando.

Mas a presidente Dilma tem qualidades: é menos aparecida que o presidente Lula, logo fala menos. E por falar menos, menos é exposta ao ridículo, que é alias a especialidade de Lula, até hoje.

A Dilma tem um governo morno, que é o pior. Seja quente ou seja frio, mas jamais morno. Essa talvez seja a maior decepção dos eleitores e dos petistas.

E eu quase ia me esquecendo de outra grande evidência do governo Dilma: a semelhança com o PSDB. Vamos completar 20 anos daquilo que podemos chamar de ditadura democrática. PSDB e PT são farinha do mesmo saco. Na melhor das hipóteses, uma crua e a outra torrada.

Curioso é que petistas e peessedebistas não percebem a semelhança. São como gêmeos separados na maternidade. Um criado na Suíça, outro no agreste. Se encontraram anos depois.

O leitor que me perdoe por fugir do assunto, mas é isso que dá querer analisar o governo da “presidenta”.

Esse artigo foi escrito e publicado via android.

Deixe um comentário

Arquivado em Sem categoria

Enfim chegou o dia 31 de setembro

O leitor fiel e assíduo do Cotidiano Nacional deverá se lembrar (ou não) de um post que eu contava sobre uma obra na pequena cidade de Bananal. O post foi bastante comentado inclusive, com discussões acaloradas da situação e oposição ao atual (des)governo da cidade.

Para aqueles que não se lembram ou querem acompanhar o assunto, cliquem aqui.

Mas eu vou ser bem rápido com essa história porque a administração do David Morais(PMDB) não está merecendo muitas linhas.

Cortesia

A inauguração foi cercada de bastante pompa, mais ou menos como eram as antigas cortes bizantinas em decadência, que mantinham a pose apesar da derrocada do império. Cidadãos da cidade receberam convites e até mesmo a promessa da presença do governador foi cogitada.

Segundo fontes do Cotidiano Nacional, a pessoa mais homenageada e comentada no evento foi o secretário de saúde de Barra Mansa, uma cidade vizinha no estado do Rio de Janeiro. Ele foi prefeito de Bananal.

A cidade continua com sérios problemas na saúde e mais recentemente na coleta de lixo, por falta de manutenção nos veículos que fazem o serviço.

O prefeito falou em entregar mais obras para a população, mas nenhuma obra está sendo executada na cidade e a recuperação da estrada que liga Bananal a Barra Mansa é de inteira e exclusiva responsabilidade do estado.

Mas será que alguém em Bananal acreditou que o governador iria participar da inauguração de uma praça, que tinha data marcada para 31 de setembro (sic) e foi inaugurada com quase um ano de atraso. Se tem alguém assim, só me isenta de responsabilidade de aos 18 anos ter virado as costas para cidade e deixado seus limites.

Bananal é o retrato fiel do descaso com o dinheiro público, governado anos a fio por pessoas descompromissadas, que nem sequer sabem o que é de fato ser um homem público, um retrato infelizmente repetido na grande maioria dos mais de 5.000 municípios do país.

Mas somos o Brasil, o grande país… da hipocrisia.

 

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional

F-1: onde tem circo, tem palhaços.

Juro por tudo que é mais sagrado que o Grande Prêmio de Mônaco foi o último que eu assisti pela TV, porque não sou palhaço.

E antes que os palhaços se ofendam, estou afirmando que o termo usado aqui é o mais pejorativo possível, então nada de palhaçada e dane-se o politicamente correto.

Comandado pelo palhação-mor Galvão Bueno, assistimos a uma corrida até bastante emocionante, tirando a narração e os comentários, obviamente. Até que aconteceu mais um acidente e a prova foi paralisada, faltando pouco mais de 6 voltas. Tivemos que aguentar toda aquela conversa fiada do Galvão sobre as emocionantes últimas voltas. E eis que surge a regra do jogo, que seria clara, caso o Arnaldo estivesse por ali.

E o que não poderia, trocar pneu, bico do carro e até quase de carro, foi feito. Então as emocionantes 6 últimas voltas foram para o saco, literalmente.

A Fórmula 1 há muito tempo deixou de ser interessante. E eu digo há muito tempo mesmo, porque não me encantei com Senna ou Schumacker, que dependia mais de seus carros, do que Prost e Piquet – e no caso desse último, era o próprio mecânico de seu carro – que dependiam de seus braços.

Hoje temos um tal de Lewis Hamilton, que na minha opinião só está para compor a cota de negros na F-1. É um péssimo piloto, sabe-se lá como se tornou campeão, e quando abre a boca então, só não é um perfeito imbecil porque ninguém é perfeito. E agora descobriu que por ser negro, acha que o mundo está contra ele. Que culpa eu tenho se ele é incompetente? Ele foi o responsável por quase todos os acidentes que aconteceram na corrida de ontem.

E vendo as notícias da F-1 para saber se ele havia sido desclassificado, porque só pelo acidente do Felipe Massa ele já merecia bandeira preta, descubro que ele disse que essas coisas estão acontecendo com ele “porque ele é negro”. Além de tudo, é preconceituoso e cínico.

Creio que desta vez eles passaram do limite (mais um vez) e torço para que percam audiência, dia após dia, até que fiquem menos atraente que um jogo de bocha (com todo respeito aos jogadores de bocha).

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional, Esportes

A era Wi-Fi trouxe uma infinidade de… cabos

Hoje falar em Wi-Fi é estar antenado com o que há de mais moderno nas comunicações. Celulares e notebook já possuem o dispositivo, como item de série e podemos estar conectados em qualquer lugar que tenha algum tipo de sinal. Até mesmo no carro, no trânsito podemos estar conectado à internet e não perdendo nenhum tipo de notícia, se assim o quiser.

Imagem: UNIFRA

Mas ainda não temos a energia sendo transmitida sem fio, não é mesmo? E por conta desse “atraso tecnológico”, comecei a andar com uma infinidade de cabos na minha valise. São eles: carregador do celular, carregador do smartphone, carregador do netbook e cabo de transferência da máquina fotográfica. E andava também com o carregador veicular quando em um rompante de inteligência fora do comum, passei a deixá-lo no veículo.

Algumas modernidades não podem ultrapassar as leis da física, e portanto tenho que me acostumar com os cabos, querendo ou não.

Por essas e outras é que devemos nos preocupar com o colapso energético e não com o colapso da internet, conforme escrevi recentemente no Vivendocidade.

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional

Domingo é dia de ficar em casa

Durante a semana inteira o trabalhador de São Paulo ou quem pelo menos quer dar uma volta pela cidade pega ônibus lotado, metrô ou trem lotados e ruas lotadas, seja para quem vai a pé ou mesmo de carro.

O sistema de transporte de São Paulo é muito ruim, mas muito ruim mesmo. O menos pior é o Metrô, que vem apresentando uma piora no atendimento com o passar do tempo. Isso sem falar do valor das tarifas, que é muito alto para o serviço prestado. A utilização do bilhete único minimiza um pouco esse problema.

Mas pelo menos quando chega o final de semana o cidadão pode aproveitar tudo que a cidade tem a oferecer, como teatro, cinemas, shoppings e parques, correto? ERRADO. No final de semana o cidadão não consegue utilizar o transporte público, porque a frota é simplesmente tirada das ruas. 30% aos sábados e 50% aos domingos. Além de lotado, o transporte nos finais de semana fica também demorado. Quem sabe bem disso são aqueles que precisam trabalhar aos sábados ou aos domingos. Relatos de 40 minutos de espera nos pontos é bastante reconfortante para quem tem obrigações.

Certamente a desculpa utilizada, principalmente pelos donos das empresas de ônibus, é que não compensa colocar toda a frota nos finais de semana. Mas quem falou que eles são obrigados a prestar o serviço? Se não podem dar conta do serviço, entreguem-no para outro que possa fazer e não se preocupar somente com o ganho, mas com uma excelente prestação de serviço. Mesmo porque eles já estão ganhando porque certamente venceram a licitação com valores superfaturados.

E o que falar do governo do estado e da prefeitura nesse caso? Melhor nem falar nada porque são simplesmente inoperantes. Não sei nem porque o Alckmin quis ser governador, porque parece que não temos governo e ele se mostra bastante desinteressado. E “El Loco” Kassab também não merece nem uma linha no Cotidiano Nacional.

Diante do exposto, só posso afirmar que Domingo é dia de ficar em casa.

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional

Quem teme a polícia no campus da USP?

Essa pergunta foi feita por um colega de trabalho enquanto tomávamos café de manhã e comentávamos sobre o assassinato do aluno da FEA Felipe Ramos de Paiva, de 24 anos.

As notícias sobre o assassinato estão nos principais jornais paulistas e tenho certeza que é lá que o leitor deve procurar se informar sobre o caso. Nós vamos cuidar de falar da polícia no campus.

Sempre quando há manifestação dos alunos e principalmente depois do “cacete” que eles tomaram em um entardecer do dia 9 de junho de 2009, o mote “Fora Polícia do Campus” é usado pela ala podre dos estudantes da maior universidade do país, a maioria de uma das mais tradicionais unidades da Universidade. E não só isso, esse inclusive foi o mote usado na campanha de uma aluna candidata a deputada federal pelo PSOL em São Paulo. Ela ficava 10 ou 15 segundos no ar e falava: “Fora polícia do campus”. Alcançou 745 votos no total, míseros 0,01%. Esperamos que tenha aproveitado a chance para enterrar sua carreira (sic) política.

Então, quem teme a polícia no campus da USP? São meia dúzia de alunos fanfarrões que demoram 10 ou 12 anos para terminar o seu curso de 5 anos, e estão mais interessados em usar drogas sem serem incomodados e beber cerveja, que é proibido no campus, mas que é bem fácil comprá-las. Se n~çao cuidamos das pequenas coisas, como vamos garantir a segurança das mais de 100.000 pessoas que circulam pelo campus no Butantã diariamente?

Ainda assim a Reitoria fala que vai discutir com alunos a questão da segurança? Não tem nada para discutir com esse tipo de gente. Deveriam é colocar uma viatura em cada rotatória do campus. Assim poderíamos evitar um pouco da violência bem como os exageros de alunos e funcionários que não perdem uma oportunidade para lesar o erário público. Destroem o patrimônio e depois veem gritar que querem uma universidade que atendam os anseios da Sociedade. Vamos lembrar que a Sociedade também não que sustentar alunos descompromissados com o curso que escolhei e que enquanto esses demoram anos para terminar, outros ficam sem oportunidade de ingressar na Universidade a espera dos “doutores” terminarem seus cursos feito nas coxas.

Infelizmente em nosso país, algo que deve ser cultural, como certamente usaria de desculpa o ex-presidente Lula, esperamos sempre alguma coisa de ruim acontecer para então pensarmos em uma solução. Não bastasse isso, a solução geralmente é insuficiente ou insatisfatória. Enquanto isso famílias vão sendo despedaçadas, sem dó nem piedade.

Amanhã continuarei minha rotina pela Universidade e não espero outra coisa a não ser um batalhão de policiais patrulhando o campus e pondo na linha vagabundos que vão para a USP passar o dia vadiando, sejam eles alunos ou não.

Não tem cabimento discutir com a comunidade a presença ou não presença da polícia. Isso não deveria nem estar aberto para debate e a Reitoria deveria agir com rapidez e urgência. É óbvio que os problemas vão continuar acontecendo, mas a sensação de segurança e o arrepio na coluna vertebral do bandido devem estar presentes, toda vez que olharmos para policiais desfilando pelo campus.

4 Comentários

Arquivado em Cotidiano Nacional

Churrascão da gente diferenciada

Essa semana uma polêmica tomou conta da cidade de São Paulo depois que o governo do estado anunciou a desistência de construir uma estação de metrô no bairro de Higienópolis. A desistência teria sido motivada por um abaixo assinado com 1.500 ou 3.500 assinaturas do moradores da região. Declarações polêmicas teriam sido dadas, e depois desmentidas, como aquela que motivou o evento que dá nome a esse post. Uma moradora teria dito que não queria a estação ali para que não houvesse no bairro uma “gente diferenciada”.

E várias polêmicas surgiram, tanto a criação do churrascão através de um site de relacionamentos (para não escrever Facebook) quanto a pessoas que eram contra a manifestação dizendo que o bairro era de rico e que ricos não precisam de metrô.

Obviamente essas pessoas que consideraram errado a manifestação se esqueceram que onde tem um rico, existe muitos outros da “gente diferenciada” servindo esses ricos. São empregados domésticos, trabalhadores das lojas, mercados, farmácias e demais estabelecimentos da região, além de shopping center próximo, que seriam beneficiados pela implantação de uma estação ali. Não só ali, mas em diversos lugares desta grande cidade, que sofre com péssimas opções de transporte público. Os ônibus são sempre lotados e o metrô também já não consegue suprir a demanda, juntamente com os trens metropolitanos.

Se pensar como essas pessoas que foram contra o protesto, não deveremos ter estações de metrô próximo ao aeroporto, porque “gente diferenciada” não voa. Não teremos estações perto de estádio de futebol, porque “gente diferenciada” não tem dinheiro para comprar ingresso. Não teremos metrô próximos a museus porque “gente diferenciada” não tem cultura. E não teremos metrô também na periferia, porque lá só tem “gente diferenciada”.

O protesto foi legítimo e os moradores de Higienópolis e de outras regiões de São Paulo precisam aprender que agora a internet desempenha um papel muito diferente do que exercia anteriormente e o poder de mobilização, que vem sendo mostrado no oriente, foi demonstrado também aqui em São Paulo. E não adianta a mídia reduzir o número de participantes. Se tivesse metade do que a mídia contou, já teria sido válido. Mesmo não estando presente, tenho certeza que o evento teve um número muito superior ao relatado, e foi pacífico acima de tudo, legitimando-o.

Paris e Nova Iorque são duas das cidades mais caras e ricas do mundo. Em tese, de acordo com os moradores de Higienópolis, não seria necessário nenhuma estação metrô, visto que os “ricos” não precisam utilizar metrô e obviamente os ricos franceses e estadunidenses não iriam querer “gente diferenciada” espalhada em cada estação,por toda a cidade, não é mesmo?

Errado: Nova Iorque possui 468 estações e Paris 365 estações. São Paulo possui 62 estações sem contar com as da linha amarela, que possui atualmente 03 estações em funcionamento: Paulista, Faria Lima e Butantã. Mas se depender dos moradores de Higienópolis, São Paulo terá 01 estação a menos na sua pífia distribuição por uma das maiores cidades do mundo.

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional

O fim das terceirizações

Há pouco tempo não dava a mínima importância para a questão da terceirização no serviço público e achava que não deveria me preocupar com isso, principalmente porque o sindicato da minha classe trabalhadora era contrário a ela e eu sempre foi contra o que o sindicato é contra. Geralmente eu tenho razão.

Mas recentemente passei a abominar essa prática. Recentemente a Universidade de São Paulo passou um problema com uma empresa terceirizada, de limpeza, que teria falido (na verdade seus donos ficaram com o dinheiro, isso é óbvio) e não pagou o salário dos funcionários, sendo que esse reflexo acabou por atingir a USP, com a paralização do serviços nas Unidades, bloqueio do prédio da Reitoria e alguns outros inconvenientes.

Uma das formas adotadas de protesto pelos terceirizados foi espalhar lixo em uma das Unidades da USP. Eu abomino veemente o fato de essas pessoas ficarem sem seus salários depois de um mês de trabalho, mas abomino mais ainda as formas de protestos adotadas. Acho que devem e devemos sempre protestar, mas os “protestantes” sempre, na maioria das vezes, perdem a razão. E os terceirizados da limpeza da USP perderam a razão.

Ao que parece, a USP realizou os pagamentos destes funcionários (novamente, porque já havia repassado o dinheiro à empresa) e se não me engano pagou até as verbas rescisórias. Na verdade chegou um momento em que eu não via a hora de pagá-los, para que eles desaparecem da frente do prédio da Reitoria.

Acompanhei de perto tanto a contratação de uma nova empresa em caráter emergencial como a contratação de uma nova empresa para substituir a “massa falida”. Curiosamente acabou sendo a mesma empresa e é agora que quero justificar minha opinião.

Para o caráter emergencial, a empresa chegou a hora que quis, não trouxe nenhum equipamento de trabalho e o planejamento era simplesmente inexistente. Nos três dias em que trabalharam emergencialmente deram atenção aos banheiros femininos. Todos foram limpos e nenhum banheiro masculino foi limpo. Nenhum! Planejamento serve para todos os níveis de atividade. No último dia de prestação desse serviço eles simplesmente foram embora duas horas antes do término do expediente. E foram embora desafiando quando foram chamados a ficar até o tempo normal. Uma das funcionárias simplesmente disse: “eu vou embora assim mesmo”.

Pois é essa mesma empresa e esses mesmos funcionários que estarão servindo a USP pelo próximo ano e tenho certeza que o serviço prestado será de péssima qualidade. Porque tenho certeza? Porque está sendo de péssima qualidade. Podemos achar que o problema é da USP, pois temos que contratar a empresa de menor preço, mas existem N situações que devem ser avaliadas e só assim é que fechamos negócio com a empresa de menor preço.

Penso que a Universidade deveria rever essa questão da terceirização e retomar a contratação de servidores de nível básico. Eles serão melhor tratados e terão salários mais justos e sempre receberão em dia. E a USP tem potencial para “recolher” do mercado todos os bons servidores das empresas terceirizadas.

Desta forma, o dinheiro do contribuinte será melhor empregado e a USP terá uma sensível melhora na prestação de um serviço essencial, que vem sendo deixado de lado há muito tempo. E cabe lembrar que essa situação não é a primeira vez que acontece, então, porque vamos permanecer errando?

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional

A morte do centro de São Paulo

Sempre fui um defensor ferrenho do centro da cidade de São Paulo. Incentivava meus amigos a olharem para o centro com outros olhos e até dava dicas de como perambular pelo centro sem ser incomodado pelas mazelas que lá existem.

Para mim, o centro é e sempre será a alma da cidade. É lá onde tudo começou e que a história vai sendo desnudada conforme andamos pelas ruas e galerias da cidade. Mas em sendo a alma da cidade, nem mesmo o diabo quer aceitá-la no inferno.

O local está entregue às prostitutas, travestis, drogados e algumas outras tribos que confesso não saber classificá-las. E não estou falando isso porque vejo na TV não. Eu passei por prostitutas, por travestis (gente feia, viu) e dois usuários de crack, ali, na minha frente, sem o menor constrangimento. Constrangido fiquei eu de passar na mesma calçada. Poderia estar atrapalhando, não é mesmo?

Só espero que ninguém venha reclamar que eu estou discriminando esse ou aquele grupo. Eles fazem isso por si próprio, não precisam que ninguém os discriminem. É como empurrar bêbado em ladeira.

Será com muita insatisfação que eu deixarei de frequentar o centro da cidade de hoje em diante. A menos que as autoridades parem que falar besteira e realmente façam alguma coisa. Porque falar de revitalização do centro eu escuto desde 1994.

Bom, vamos ao cenário político para ver se eu poderei em breve voltar ao centro de São Paulo: nosso atual prefeito é o Gilberto Kassab, ex-DEM e atual PSD (sic). Dois candidatos conhecidos à prefeitura são Netinho de Paula e Gabriel Chalita. Dito isso, vou armazenar o maior número de fotos do centro, porque voltar a pisar lá, com o cenário apresentado, só mesmo nas minhas fantasias.

É simplesmente uma pena ver o centro da maior cidade do país nessas condições. É de quase chorar.

1 Comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional

Vida fácil X Preservação do meio ambiente

O que você tem feito ultimamente para contribuir com a preservação do meio ambiente? Ir na feira e levar sua sacola e recusar embalagens plásticas é uma boa. Separar o lixo de casa, ao menos o seco do molhado (orgânico e não recicláveis) já é alguma coisa também. Mas não esquece de encaminhá-lo a um local de reciclagem ou ao menos de coleta.

Você que tem um terreninho em casa, já plantou sua horta, construiu seu sistema artesanal de coleta de água da chuva, uma composteira e aquecimento de água do chuveiro também artesanal?

Também é possível recolher o óleo de cozinha usado, entregar em postos de coleta ou utilizar uma simples receita para fazer sabão (não precisa nem de gatos nem de cachorros). Já foi para o seu trabalho de bicicleta ou de transporte público? Reduziu consumo de água e eletricidade? E consumo em geral?

Dá trabalho tudo isso, não dá?

Contra isso temos inúmeras outras opções que não vou, nem por decreto, mencionar. Mas você já experimentou comer sopa de copo. Esquenta a água, coloca no copão, espera três minutos e manda ver.

As vezes fico pensando o quanto é difícil preservar ou mesmo fazer qualquer tipo de coisa que exija esforço e dedicação. Não só em questão do meio ambiente, mas na própria preservação da nossa saúde.

O que é preciso para convencer as pessoas da necessidade de colocar em prática todos os exemplos que citei acima? O que é preciso para nos convencer disso?

1 Comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional

A queda de braço entre Petrobrás e Ministério da Fazenda

Nesta semana que passou com tantos acontecimentos ao redor do globo, gostaríamos de mencionar a queda de braço entre o ministro da Fazenda e o presidente da Petrobrás.

Infelizmente a presidente Dilma Roussef resolveu mantê-los, pois são remanescente do governo Lula, o que mostra ou uma ausência de pessoas competentes para os cargos ou simplesmente a questão partidário, que é muito mais óbvio. Imagina que alguém está preocupado com competência nessa altura do campeonato. Não que eles não sejam, mas outros poderiam ocupar seus respectivos cargos.

Mas a queda de braço entre Gabrielli e Mantega nada mais é do que um teatro de bonecos, que sinceramente, não tenho capacidade de entender para que serve. Tanto um como outro não devem parar seus carros para abastecer nos postos de gasolina.

Já o nobre leitor, tenho certeza que sabe e também não consegue entender porque um disse que a gasolina vai aumentar e o outro diz de pé junto que não haverá aumento.

Só que a gasolina já aumentou. Alguém de Brasília poderia fazer o favor de mandar um recado para eles?

Sim, a gasolina aumentou. Tenho uma planilha dos meus gastos com combustível e digo para você que a gasolina está muito cara, pelo menos 9,75%. A média do preço do combustível (gasolina comum) em abril está em R$ 2,589 contra R$2,359 em fevereiro.

Então quero mandar um recado para José Gabrielli da Petrobrás e Guido Mantega da Fazenda: CALEM A BOCA!!!!

Deixe um comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional

“Só não estuda quem não quer”

Com essa afirmação, a presidente que me recuso a escrever o nome deu o tom da entrevista no diário “Café com a Presidenta”, ao falar das políticas públicas e sobretudo sobre as regras do financiamento estudantil.

Longe de mim, entretanto, falar mal das medidas governamentais em favor do ensino. O objeto de nossa crítica é justamente essa necessidade que esta república tem que querer amparar em todos os meios, seus cidadãos. De fato, ao fomentar todo o modo de vida, educação, saúde alimentação e outros temas, estamos criando uma geração incapaz de fazer escolhas, como se fossem crianças mimadas que choram pra mãe quando não recebem o que querem na hora que querem.

No que se refere às crianças, desde a invenção do politicamente correto, primo-irmão da psicologia infantil, temos a chance de alimentar ditadores em miniatura, calando suas bocas com os mais variados (e caros) presentes.

Ousamos dizer que nosso país sofre do mesmo mal, onde grupos específicos – dentre os quase 200 milhões de habitantes que sofrem de algum tipo de problema relacionado à cidadania – se aproveitam da bondade alheia para causarem danos enormes aos nossos próprios bolsos, sem contar aos deles mesmos.

Vemos isso em toda campanha de arrecadação para ajudar as vítimas de alguma trajédia; todos os dias no trânsito, quando algum espertinho corta pela direita falando ao celular ou sem cinto de segurança; ou no caso recente, na cidade mineira de SSão Joaquim das Bicas.

O “maior programa de transferência de renda de nunca antes da história dos últimos anos” realizou depósitos indevidos nas contas de servidores municipais, 140 casos, desde declarações falsas de renda, endereços de parentes ou amigos para não mostrar maior poder aquisitivo e quem sabe mais que tipo de fraude!

Quando o executivo anuncia o Bolsa Família, o faz em frações e com frases de efeito tais como: “Com os cento e pouco reais que a família do seu fulano ganha, dá para comprar mais leite” ou “O Bolsa Família paga menos de sei lá quantos reais, o que parece pouco, mas é muito para aquela gente” e outras parecidas.

Mas se “esquecem” de dizer qual o tamanho da conta que temos que pagar por isso.

Questionados sobre esses problemas, nossas autoridades parecem estar fora do mundo, na terra abençoada de Aman, lar dos altos-elfos e intocada de todo o mal que há na Terra.

Do alto de suas montanhas, com afirmado pelo vereador paulistano Carlos Apolinário (DEM): “são um bando de senhorinhas que não têm o que fazer e vêm aqui dar nota para nosso trabalho”, ao comentar sobre a avaliação feita pela ONG Voto Consciente, que acompanha os trabalhos na Câmara de Vereadores desde 2004.

Que que se pode fazer?

1 Comentário

Arquivado em Cotidiano Nacional, Vivendocidade